O ministro da Defesa moçambicano, Jaime Neto, assegurou naquarta-feira (18), que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão determinadas em “aniquilar os cabecilhas” dos grupos armados que protagonizam ataques na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

O ministro da Defesa declarou, durante a sessão de ontem na Assembleia da República, que “as Forças de Defesa Segurança estão determinadas em perseguir e aniquilar os cabecilhas destes grupos”, acrescentando que está uma operação em curso “contra as bases dos terroristas”, sem adiantar promenores.

Jaime Neto salientou que para o sucesso da FDS no combate aos insurgentes situados em Cabo Delgado é crucial o apoio da população e dos antigos combatentes da luta de libertação nacional na localização e identificação dos abrigos onde se escondem os membros dos grupos armados.

Também referiu a forte aposta no corte das linhas de abastecimento e financiamento exterior aos grupos armados, através da cooperação internacional e regional assente, principalmente, na troca de informação.

O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, apelou à união de todos os moçambicanos na luta, defendo que este é “um dos momentos da vida dos moçambicanos em que não deve haver espaço para diferenças partidárias, de etnia, raça e tribo que nos impeçam de lutar e mantermo-nos vigilantes perante a ação dos terroristas”

A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e 435.000 pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos suficientes – concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.