Continua um desafio saber se o número real de casos existentes da COVID-19, sobretudo, em países em desenvolvimento como nações africanas onde o nível de testagem está aquém do real.

Para responder a este desafio, o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado pela Lusa, anunciou esta segunda-feira que a organização vai disponibilizar para países mais pobres 120 milhões de testes rápidos de COVID-19, com resultados em 15 a 30 minutos.

“Esperamos que outros testes rápidos se sigam”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus durante uma conferência de imprensa online na sede da OMS, em Genebra, ao anunciar um acordo com várias entidades para que sejam produzidos estes testes para países com poucos recursos.

Na ocasião, segundo a Lusa, a organização anunciou que beneficiarão dos testes 133 países, a maioria em África.

Para o director-geral da OMS, a iniciativa vai permitir que o nível de testagem aumente, sobretudo, em zonas recônditas de difícil acesso, mas que o impacto da COVID-19 é real.

Tedros Ghebreyesus afirmou ainda que os testes rápidos vão ser disponibilizados ao longo dos próximos seis meses, com um preço de cinco dólares por unidade, “substancialmente mais baratos” do que os testes PCR (testes também usados para confirmar se uma pessoa está infectada ou não).

Actualmente, há mais de 34 milhões de infectados no mundo, dos quais cerca de um milhão estão mortos.