Os seis polícias moçambicanos acusados do assassinato do observador eleitoral, Anastácio Matavel, em 2019, foram condenados nesta quinta-feira, 18, a penas de prisão entre três e 24 anos pelo Tribunal Judicial da Província de Gaza.

A pena maior, de 24 anos, foi para Tudelo Guirrugo, Edson Silica e Alfredo Macuácua, enquanto Euclídio Mapulasse foi condenado a 23 anos de reclusão e Januário Rungo e Justino Muchanga a três anos cada.

A juíza Ana Liquidão absolveu o sétimo arguido, Ricardo Manganhe, por falta de provas.

Anastácio Matavel foi assassinado, na cidade de Xai-Xai, na província de Gaza, a 7 de Outubro de 2019, uma semana antes das eleições gerais, por agentes da polícia moçambicana, após uma sessão de preparação da monitoria da votação vencida pela Frelimo e fortemente contestada pela oposição.

A morte de Matavel, proeminente líder da sociedade civil moçambicana, provocou uma reação de repulsa por parte de defensores de direitos humanos, para os quais o envolvimento de agentes da polícia aponta para a existência de esquadrões de morte, cuja missão é silenciar críticos do Governo.

Entretanto, em determinados círculos, aventa-se a possibilidade de os condenados não cumprirem a pena.