Os preços dos produtos de prevenção do coronavírus, tais como máscaras, álcool e gel desinfectante, têm estado a subir nos mercados e farmácias nacionais, devido à maior procura.

Para fazer face a casos de especulação de preços, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) tem fiscalizado os pontos de venda.

A porta-voz da instituição, Virgínia Muianga, falando ontem, durante uma conferência de imprensa, disse que apesar da demanda pelos produtos de higienização das mãos, os pontos de venda continuam com um “stock” considerável, pelo que não se justifica o aumento do preço.

Para além do controlo da comercialização dos produtos de prevenção, a INAE tem incentivado o seu uso nos locais de  maior concentração de pessoas.

“Temos apelado às fábricas e restaurantes para observarem a higiene das mãos e individual. Caso haja trabalhadores com gripe, estes devem ser dispensados para se tratarem”, referiu, apontando que já se nota a adopção de medidas preventivas nalguns supermercados, através da disponibilização do álcool e gel desinfectante.

“Temos apelado aos trabalhadores a lavar as superfícies do local do trabalho, a desinfectar as carrinhas-de-mão, bem como a evitar a troca de objectos de uso pessoal. Enquanto isso, falamos com os gestores das creches para redobrarem a limpeza dos cobertores e camas das crianças para que não haja propagação da doença”, contou.

Virgínia Muianga lamentou a atitude de alguns clientes de restaurantes que se recusam a desinfectar as mãos.

“Apelamos que o consumidor aceite higienizar as mãos para conter a propagação de infecções e garantir maior segurança aos utentes do local”, instou.