O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, iniciou, na segunda-feira (10) uma visita à província de Cabo Delgado, onde os ataques dos insurgentes afectam mais de 155 mil pessoas, das quais 25 mil são crianças.

Filipe Nyusi tem prevista uma deslocação ao distrito de Muidumbe, um dos afectados pelos ataques armados, para além de encontros com o Conselho de Ministros e membros do Governo provincial, na cidade de Pemba.

Os ataques armados serão o tema dominante nesses encontros e nos comícios que Filipe Nyusi vai ter com residentes.

Esta é a segunda deslocação do presidente moçambicano a Cabo Delgado, vista como um esforço para tentar conter a acção dos insurgentes, que segundo relatos locais e referências passadas pelas autoridades, terão resultado na morte de, pelo menos, 400 pessoas, entre agressores, população e militares.

Refira-se que Filipe Nyusi esteve, recentemente, em Cabo Delgado, poucos dias depois de um grande ataque dos insurgentes ao distrito de Quissanga.

Macomia mais afectado

Num relatório divulgado semana passada, e que deverá ser analisado no encontro dirigido pelo Presidente da República, o Governo provincial de Cabo Delgado diz que os ataques armados já afectaram 156. 400 pessoas, sem, no entanto, fazer qualquer referência ao número de mortos.

Os ataques armados em Cabo Delgado eclodiram em 2017 nalguns distritos, e na sequência de ofensivas militares, os insurgentes começaram a dispersar-se e a atacar zonas mais distantes dos locais onde se registaram os primeiros ataques.

“Isso obriga a que o combate aos atacantes seja feito de forma coordenada, entre as diferentes instituições, atacando as questões de naturezaa económica, social e militar”, defende o economista João Mosca.