No centro da questão estariam pressões exercidas por Trump sobre o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, com vista a ganhar vantagens eleitorais para as eleições norte-americanas de 2020.

As acusações teriam como alvo um dos rivais democratas de Trump à presidência, o antigo vice-presidente, Joe Biden.

O relatório conclui oficialmente que “Trump teria interferido nos assuntos de um país estrangeiro de forma a aumentar as possibilidades de re-eleição, comprometeu ainda a segurança nacional, ordenando uma campanha sem precedentes para bloquear o Congresso”.

O presidente do comité afirma que ainda há mais trabalho a fazer.

“Uma das questões que estamos a investigar é se este esquema começou muito antes do que pensamos. Será que foi utilizado para pressionar o presidente ucraniano anterior, Poroshenko?”, afirma Adam Schiff, congressista democrata e presidente do comité de inteligência do Congresso.

O presidente Trump reagiu classificando Schiff como “louco” enquanto os Republicanos classificaram o relatório como uma “vergonha”.

“Apesar do presidente da câmara dos representantes ter afirmado que a destituição de Donald Trump requer provas claras, convincentes e bipartidárias, os democratas falham em todas as frentes”, adiantou Liz Cheney, republicana e presidente da Conferência Republicana.

O relatório que lança as bases para o afastamento do presidente será agora apreciado pelo comité jurídico do congresso que poderá iniciar um procedimento formal de destituição contra Donald Trump.

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