O líder da oposição do Camboja Kem Sokha será julgado por traição depois que os investigadores encontraram evidências suficientes para prosseguir com o caso, informou um tribunal na segunda-feira (02).

Kem Sokha foi preso em 2017 e seu partido de resgate nacional do Camboja (CNRP), proibido antes de uma eleição no ano passado que foi condenada por países ocidentais, que exigiram sua libertação pelo veterano líder autoritário Hun Sen.

“Após investigação e interrogatório, o juiz entende que há provas suficientes contra o acusado Kem Sokha de acusações de traição em conluio com estrangeiros”, disse o tribunal municipal de Phnom Penh em comunicado.

Um porta-voz do tribunal disse que ainda não havia data marcada para o julgamento. Kem Sokha foi libertado da prisão domiciliar no mês passado, mas a proibição de se envolver em actividades políticas foi mantida.

Sua libertação foi exigida pela União Europeia, que actualmente está considerando a possibilidade de remover privilégios comerciais lucrativos do Camboja devido à sua repressão contra a oposição, activistas e a mídia.

A filha de Kem Sokha disse que a decisão de colocar Kem Sokha em julgamento mostrou má fé do Partido Popular Cambojano, no momento em que os privilégios comerciais da UE estavam em risco e medidas também estavam em consideração no Congresso dos EUA.

“Essa atitude do regime não está ajudando”, disse Monovithya Kem à Reuters.

Reuters