A jovem de 23 anos estava a caminho do tribunal no norte da Índia para testemunhar contra o seu violador quando um grupo de homens lhe pegou fogo, entre os quais o suspeito violador.

A opinião pública está indignada com este e outros casos de violações e mortes de mulheres. Nos últimos dias, milhares de indianos têm protestado em várias cidades contra a violação e assassínio na semana passada de uma jovem de 27 anos perto da cidade de Hyderabad.

Exigem que os tribunais acelerem o julgamento de casos de violação e penas mais duras para os criminosos.

A jovem atacada esta manhã está a lutar pela vida, disse à agência Reuters o médico D.S. Negi do Hospital de Lucknow, capital do estado de Uttar Pradesh.

A polícia explicou que a mulher estava a apanhar o comboio em Unnao para ir ao tribunal quando foi regada com querosene e incendiada.

“Segundo disse a vítima, cinco pessoas estiveram envolvidas, incluindo a que acusava de a ter violado”, disse o super intendente de Unnao, Vikrant Vir. Cinco homens foram detidos.

A Reuters teve acesso ao processo que mostra que a jovem apresentou queixa na polícia de Unnao em Março, alegando que tinha sido raptada com uma arma apontada a 12 de Dezembro de 2018. O criminoso foi detido e libertado uma semana depois ao pagar uma fiança.

Uttar Pradesh é o estado mais populoso da Índia e tem se tornado conhecido por pouco fazer em relação a crimes contra mulheres. Em 2017 foram registados mais de 4.200 casos de violação, o valor mais alto do país.

SIC