Internacional União Europeia concede mais três meses de prazo para Brexit

União Europeia concede mais três meses de prazo para Brexit

A União Europeia concordou em estender o prazo para o Brexit, como é conhecida a decisão do Reino Unido de deixar o bloco, para 31 de Janeiro de 2020. O prazo anterior expirava no próximo dia 31 de Outubro.

A decisão foi anunciada em um tuíte de Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, o braço executivo da União Europeia.

Segundo ele, o bloco permitiria uma “flextension”, ou seja, uma “extensão flexível” para o caso de o Reino Unido eventualmente sair antes desse prazo caso um acordo seja aprovado pelos parlamentares britânicos.

O Parlamento do Reino Unido vive há três anos um impasse em torno da saída da União Europeia.

No último dia 22, o primeiro-ministro, o conservador Boris Johnson, conseguiu sua primeira vitória no processo de saída do bloco.

A Casa aprovou, por 329 votos a 299, o acordo costurado (chamado de Lei do Acordo de Retirada, ou Withdrawal Agreement Bill) por Johnson com seus pares da União Europeia.

Foi a primeira vez em que o Parlamento britânico acatou um acordo desde o plebiscito que decidiu o Brexit, em 2016.

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Só que o processo voltou ao limbo porque Johnson queria acelerar a tramitação do processo até o prazo previsto, 31 de Outubro, mas os parlamentares discordaram.

Os legisladores afirmaram que três dias seriam insuficientes para analisar uma legislação tão complexa e propor emendas.

Derrotado, Johnson decidiu “pausar” o processo Brexit e passou a defender a realização de eleições gerais em 12 de Dezembro.

Ele pretende garantir nas urnas uma maioria parlamentar que lhe dê força política para aprovar a saída em seus termos.

O Partido Conservador sofreu um revés na Casa em 2017, quando a então primeira-ministra, Theresa May, convocou eleições antecipadas para tentar ampliar a margem de maioria de seu partido, fortalecer seu mandato e poder aprovar sem impedimentos as leis necessárias para facilitar o Brexit.

Os conservadores continuaram a ter mais assentos do que qualquer outro partido (318 dos 650 assentos), mas perderam 12 cadeiras e deixaram de poder governar sozinho.

BBC

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