No ano passado, o Governo moçambicano abriu o espaço aéreo doméstico para mais companhias estrangeiras, nomeadamente a Fastjet e Ethiopian Mozambique Airlines.

A entrada destas novas companhias que ditou o fim do monopólio das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) nos voos domésticos, contribuiu para o crescimento do tráfego global de passageiros no país.

Concretamente, e segundo dados compilados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a que “O País” teve acesso, o volume de tráfego de passageiros em Moçambique registou um crescimento na ordem de 9,3% em 2018, comparativamente ao ano anterior. A mesma tendência verificou-se no transporte de carga.

Ao todo, foram transportados mais de 58 mil passageiros por quilómetro no ano passado, contra cerca de 53,2 mil em 2017. O volume de carga situou-se nos cerca de 19 mil toneladas por quilómetro em 2018, contra 17,6 mil no ano anterior.

Este crescimento deveu-se ao comportamento positivo dos sectores rodoviários, ferroviários, marítimos e aéreos, que observaram subidas na ordem de 8,9%, 7,3%, 4,5% e 16%, respectivamente.

No sector rodoviário, que detém maior peso, o INE refere que o crescimento deveu-se à aquisição e entrada de novos autocarros para transporte público de passageiros, aliada a introdução do projecto Metro Bus nas cidades da Matola e Maputo.

O País