O Ministro dos Transportes e Logística de Moçambique, João Matlombe, defende que o desenvolvimento económico do país requer a criação de corredores integrados, reformas estruturais e investimento privado em transportes, portos, estradas e aviação.
Durante uma reunião de trabalho com a Confederação das Associações Empresariais (CTA), Matlombe apresentou uma nova abordagem destinada a reorganizar o sector e a integrar infraestruturas que apoiem a cadeia logística nacional.
O ministro salientou que Moçambique tem subaproveitado o seu potencial geoestratégico, afirmando que “a nossa localização geográfica é uma vantagem estrutural que ainda não foi completamente capitalizada, apesar de vários países sem acesso ao mar na região dependerem da infraestrutura nacional.”
“Dispomos de uma costa de mais de 2.700 quilómetros, temos portos e países do interior que dependem de Moçambique. Este posicionamento deveria ter um impacto mais profundo na estrutura económica nacional”, disse.
A contribuição do sector logístico para o Produto Interno Bruto (PIB) permanece baixa, o que implica que a atenção à logística deve servir como um eixo central para a transformação económica. Matlombe esclareceu que a reforma em curso inclui a integração de áreas anteriormente fragmentadas, como portos, ferrovias, estradas e aviação, sob uma lógica única de coordenação e tomada de decisões.
“Em relação ao corredor de Maputo, falamos de um investimento de cerca de 2,5 mil milhões de dólares”, acrescentou.
O Executivo também defendeu a liberalização do sector ferroviário, permitindo a entrada de novos operadores e reduzindo o actual modelo monopolista para aumentar a eficiência e baixar custos.
“O critério para o sucesso será a conclusão de obras, a melhoria dos serviços e a redução dos custos logísticos, em vez de apenas a aprovação de documentos.”















