Os manifestantes que desde sexta-feira ocupam o aeroporto de Hong Kong invadiram na segunda-feira a área de partidas, forçando o cancelamento de todos os 160 voos com partida agendada para a parte final da tarde. O caos gerado pela escalada dos protestos levou a China a acusar os manifestantes de usarem métodos “terroristas” e a repetir ameaças de intervenção mais dura.

A polícia começou no domingo a disparar gás lacrimogéneo a curta distância no rosto dos manifestantes, causando vários feridos , e usou também granadas de gás em estações de metro sobrelotadas. Agora, ameaça usar canhões de água de grande potência para travar os protestos, que se repetem quase diariamente desde 9 de Junho.

“Os manifestantes radicais têm usado repetidamente ferramentas muito perigosas para atacar a polícia, e estão a emergir os primeiros sinais de terrorismo”, afirmou Yang Guang, do gabinete de assuntos de Hong Kong e Macau.

Entretanto, cedendo a pressões de Pequim, a Cathay Pacific, companhia aérea de Hong Kong, ameaçou despedir os funcionários “que apoiem ou participem nos protestos”.

Recorde-se que as manifestações foram desencadeadas por um projecto de lei que visava autorizar a extradição para a China de criminosos detidos. A lei foi, entretanto, abandonada, mas os manifestantes alegam que está em curso a destruição progressiva das liberdades democráticas no antigo território britânico.

CM