As monções já mataram mais de 130 pessoas no sul da Ásia, de acordo com informações divulgadas pelas autoridades dos países atingidos.

As inundações e os deslizamentos de terra mataram pelo menos 67 pessoas no Nepal e outras 30 pessoas ainda estão desaparecidos, segundo a polícia local, segundo a agência de notícias francesa AFP.

No Bangladesh, pelo menos 29 pessoas morreram desde 09 de Julho, 18 das quais por relâmpagos e sete afogaram-se no naufrágio do seu barco na Baía de Bengala.

Outras 10 pessoas morreram nos gigantescos campos de refugiados da minoria muçulmana Rohingya, no sudeste do Bangladesh, e as chuvas destruíram milhares de abrigos.

Na Índia, um edifício de vários andares desabou domingo, depois de vários dias de chuva na região montanhosa de Himachal Pradesh (norte), popular entre os turistas nesta época do ano.

Quatorze pessoas, incluindo 13 soldados, morreram soterradas, de acordo com o Governo local. Equipas de resgate e equipamentos de construção continuam a retirar os escombros tentando encontrar sobreviventes.

Um soldado que saiu dos destroços disse que se reuniram para uma festa no restaurante “mas de repente o prédio tremeu e desmoronou”.

Segundo a agência Associated Press (AP), as chuvas já afectaram pelo menos dois milhões de pessoas no nordeste da Índia.

Quase 80% do Parque Nacional Kaziranga, no estado indiano de Assam, lar de rinocerontes, foi inundado pelo poderoso rio Brahmaputra, que corre ao longo do parque, de acordo com o oficial florestal Jutika Borah.

Pelo menos 22 pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas após inundações causadas por fortes chuvas de monção no norte do Paquistão, informou a Efe, sublinhando que cerca de 150 casas ficaram destruídas.

As inundações ocorreram na noite de domingo, após as fortes chuvas que caíram na cidade de Leswa, no vale de Neelum, disse Mohamed Khalid, porta-voz da Autoridade para Desastres da Caxemira, onde ocorreram os factos.

A monção, fenómeno que ocorre de Junho a Setembro, causa a cada ano mortes e destruições em todo o sul da Ásia, já que as violentas chuvas associadas prejudicam as estruturas de construções malfeitas ou com má manutenção.

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