Internacional Presidente mexicano desmente ordem para deter emigrantes

Presidente mexicano desmente ordem para deter emigrantes

O Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, desmentiu ter emitido uma ordem para os militares deterem emigrantes ilegais que atravessam a fronteira para os Estados Unidos reconhecendo, contudo, possíveis excessos das forças mexicanas.

“Nenhuma ordem foi dada nesse sentido (…) este não é o nosso papel”, indicou o chefe de Estado numa conferência de imprensa.

Sobre as recentes mortes de emigrantes da América Central que atravessam o Rio Bravo do México para os Estados Unidos e se as forças mexicanas recorrerem à violência para impedir tais passagens, López Obrador reconheceu que “pode ter havido esses excessos, mas a instrução que todos têm é que respeitem os direitos humanos e isso vai continuar”.

“Se houve casos [de excesso de força], essa não é a instrução que eles têm. É um trabalho que em todo o caso corresponde aos agentes de emigração, não ao exército”, frisou.

O Presidente mexicano disse ainda que o assunto será revisto para alcançar um controlo efectivo da emigração, “mas respeitando os direitos humanos e abordando as causas”.

Uma foto divulgada pela agência noticiosa AFP no fim-de-semana junto à fronteira com os EUA suscitou uma vaga de críticas contra o Governo de Obrador.

O registo mostra duas mulheres, acompanhadas por uma rapariga, detidas por membros da Guarda Nacional no momento em que se preparavam para atravessar o Rio Bravo, que separa Ciudad Juárez, no México, da cidade de El Paso, nos Estados Unidos.

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“Vamos examinar este caso para que nenhum abuso seja cometido”, referiu López Obrador acrescentando que o México deve “evitar qualquer confronto com o Governo dos Estados Unidos”.

Na segunda-feira o ministro da Defesa, Luis Cresencio Sandoval, anunciou que o México tinha deslocado cerca de 15.000 polícias e militares para a fronteira com os Estados Unidos no âmbito do acordo concluído com Washington para travar a entrada ilegal em território norte-americano.

Ao ser interrogado sobre a possibilidade de o exército e a Guarda nacional – que integra militares e polícias federais – não apenas interceptarem emigrantes durante a sua travessia em território mexicano, mas também proceder à sua detenção quando tentarem atravessar a fronteira com os Estados Unidos, o ministro confirmou essa disposição.

“Considerando que não é um crime, mas um delito administrativo, vamos deter essas pessoas e coloca-las à disposição das autoridades” migratórias, indicou o general Sandoval.

No final de maio, o Presidente norte-americano Donald Trump ameaçou impor taxas alfandegárias sobre todos os produtos mexicanos importados para os EUA caso o México não adoptasse medidas para travar a vaga de emigrantes dos países da América Central que atravessam o país com o intuito de entrar em território norte-americano.

Em 7 de Junho os dois países anunciaram um acordo. Além do envio de forças policiais e militares para as fronteiras do país, o México comprometeu-se a acelerar o regresso dessas pessoas ao país de origem.

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