A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique anunciou que o Governo tem disponíveis 6,5 mil milhões de meticais, equivalentes a apenas 44%, dos 14,6 mil milhões de meticais necessários para a realização das eleições gerais em Outubro.

Enquanto o presidente do órgão eleitoral, Abdul Carimo, garante a realização de eleições transparentes, o pesquisador e especialista em questões eleitorais, Miguel de Brito, avisa que esse défice pode perigar o processo.

A CNE anunciou que o Governo moçambicano tem disponíveis 6,5 mil milhões de meticais, equivalentes a 44% dos 14,6 mil milhões de meticais necessários para a realização das sextas eleições gerais.

“A única coisa que pode perigar um pouco este processo eleitoral é isto que a Comissão Nacional de Eleições veio a pouco tempo a terreiro informar, o défice orçamental para organizar as eleições, pensou-se isto aqui é um problema. Já tivemos défices orçamentais de 25 a 30 por cento, neste momento estamos a ser informados que temos um défice orçamental eleitoral de 60 por cento, é grave”, reforçou Brito, lembrando desconhecer “onde é que se vai buscar o dinheiro porque os doadores não vão necessariamente conseguir cobrir esse défice.

Apesar da exiguidade de fundos, Abdul Carimo, Presidente da CNE, garante a realização de eleições transparentes.

“Há sensivelmente um mês, o Chefe de Estado, num dos seus discursos fez um apelo internacional, o ministro das Finanças também está a trabalhar no sentido de ter vários encontros com vários parceiros internacionais para apoiarem no défice que nós ainda registamos para estas eleições”, afirmou Carimo.

Por outro lado, há incertezas sobre como o processo de recenseamento eleitoral irá decorrer em algumas regiões da província de Cabo Delgado, devido aos ataques dos insurgentes.

“Todas as brigadas sejam elas de educação cívica, de recenseamento eleitoral ou mesmo as brigadas que vão compor as mesas das assembleias de voto têm sempre na sua constituição polícias, dai que nós temos a máxima certeza que vamos fazer o Recenseamento na plenitude em toda a província de Cabo Delgado”, assegurou o Presidente da CNE.

O Recenseamento Eleitoral está previsto para ter lugar de 1 de Abril a 15 de Maio de 2019.

VOA