O exército do Níger lançou operações terrestres e aéreas contra o grupo Boko Haram na bacia do Lago Chade, em resultado das quais matou mais de 200 “terroristas”, indicou na quarta-feira à noite o Ministério da Defesa, em comunicado.

As acções combinadas das tropas no solo e da aviação dão o balanço provisório seguinte na data de 02 de Janeiro de 2019: do lado do inimigo, mais de 200 terroristas incapacitados devido aos ataques aéreos e 87 (outros) neutralizados pelas tropas no solo”, detalhou o comunicado, lido na televisão estatal.

Esta “vasta operação” lançada em “28 de Dezembro de 2018” concentrou-se “ao longo do rio Komadougou”, que serve de fronteira natural entre o Níger e a Nigéria, e “nas ilhas do Lago Chade”, detalhou-se no texto.

As zonas visadas são espaços muito pantanosos, que servem de abrigo aos milicianos do Boko Haram.

Nas fileiras nigerinas, “não há a registar nenhuma perda, nem em vidas humanas, nem em material”, ainda segundo o comunicado.

Os milicianos também sofreram perdas materiais, com a destruição de oito pirogas e três veículos, entre os quais um da sociedade francesa Foraco, de que se tinham apoderado durante um ataque que fizeram em 22 de Novembro à localidade de Toumour, na mesma zona, sublinhou o Ministério nigerino.

Os militares do Níger também apreenderam duas metralhadoras, dois lançadores de foguetes (RPG), espingardas de assalto, dois mil cartuchos de diversos calibres, bem como telemóveis.

Esta ofensiva das forças nigerinas ocorreu um mês depois de os militares do Níger terem dito que esperavam ataques do Boko Haram contra as suas posições nesta zona, no início de 2019.

Niamey está “preocupada” sobretudo com a “situação na Nigéria” vizinha, onde o Boko Haram “desfez bases militares” recentemente, tinha declarado no início de dezembro o ministro da Defesa do Níger, Kalla Moutari, no parlamento.

Os combatentes do “Boko Haram puderam reabastecer-se em material, puderam revigorar-se”, sublinhou Moutari, que disse “temer” os ataques do grupo contra os militares nigerinos “a partir de Janeiro de 2019, (período) que corresponde à descida das águas do Komadougou”.

Este rio impede, por norma, as incursões dos insurretos nigerianos no território nigerino.

Em 29 de Novembro, os presidentes dos quatro Estados ribeirinhos do Lago Chade — Nigéria, Níger, Chade e Camarões — solicitaram, durante uma reunião em N’Djamena, “o apoio” da comunidade internacional na luta contra o Boko Haram.

Notícias ao Minuto