Dois homens sul-africanos acusados de canibalismo foram condenados a prisão perpétua na quarta-feira.

O juiz Judge Peter Olsen condenou Nino Mbtha, de 33 anos, e Lungisani Magubane, 32 anos, a prisão perpétua pela morte de Zanele Hlatshwayo no ano passado.

Nino, um curandeiro tradicional, foi detido depois de se ter entregado às autoridades num posto da polícia em Estcourt. Transportava uma bolsa com uma perna humana e uma mão. Às autoridades, segundo o “The Guardian”, disse estar “cansado de comer carne humana”.

Inicialmente, a polícia não acreditou no testemunho do homem. A prova do crime foi encontrada posteriormente quando encontraram mais restos mortais na casa do acusado.

As audiências anteriores à decisão final do juiz foram marcadas pelas manifestações de moradores furiosos que se reuniram em frente ao tribunal para protestar contra o assassinato.

A África do Sul não tem nenhuma lei direta contra o canibalismo, mas mutilar um cadáver e estar em posse de tecido humano é considerado uma ofensa criminal.

JN