Adnan Oktar, foi detido na passada quarta-feira pelas autoridades turcas, juntamente com mais 165 membros da sua seita religiosa. Famoso por ter um canal de televisão onde dava sermões acompanhado por mulheres semi-nuas a quem chamava de suas “gatinhas”, foi formalmente acusado de fraude, corrupção e abusos sexuais.

Figura controversa da vida pública turca, denunciava a teoria da evolução de Charles Darwin como uma das origens dos males da humanidade e dava sermões islâmicos peculiares no seu próprio canal de televisão, sempre rodeado de um grupo de mulheres. As suas visões foram publicadas num livro bastante controverso chamado “O Atlas da Criação”, que o levou a ser alvo de chacota pelas representações “pouco exactas” de vários animais.

A investigação levada a cabo pela polícia de crimes fiscais ordenou a detenção de 235 membros da seita do líder religioso, apesar de apenas 166 terem sido detidos. É também acusado de “montar uma organização com o objectivo de cometer crimes” e de “cometer fraude através do abuso da fé religiosa”.

Segundo o diário turco Hurriyet, Oktar foi apanhado enquanto se preparava para fugir de Istambul, onde morava. Os seus advogados também fazer parte do grupo de indivíduos detidos.

Todos os seus bens foram confiscados pelas autoridade e mais de 50 armas de fogo e respectivas munições foram apreendidas durante as operações levadas a cabo pela polícia turca. Durante a sua detenção, onde vários meios de comunicação turcos estavam presente, o líder da seita turca acusou a operação de ser um esquema dos serviços secretos britânicos.

Esta não é a primeira vez que Adnan Oktar é alvo de detenções ou mesmo de acusações desta natureza. Ainda durante os anos noventa foi alvo de várias escândalos sexuais enquanto líder de uma outra seita religiosa.

Observador