Dezenas de manifestantes juntaram-se, na noite de quarta-feira, no aeroporto de LaGuardia, em Nova Iorque, para manifestar apoio às crianças separadas dos pais na fronteira entre os Estados Unidos.
Os manifestantes decidiram juntar-se naquele aeroporto depois de ter sido anunciado que várias crianças estavam prestes a aterrar em Nova Iorque.
Cristina Jimenez, da organização United We Dream, contou ao New York Post que testemunhou a chegada e várias crianças o que lhe “partiu o coração”. “Vi algumas delas a chegar com sacos de plástico. O que vi simplesmente partiu-me o coração. Elas pareciam aterrorizadas”, conta a mulher de 33 anos.
Nos cartazes empunhados pelos manifestantes liam-se mensagens de apoio e solidariedade, em inglês e em espanhol.
“Estamos aqui para mostrar solidariedade e amor com as crianças que estão a ser separadas das suas famílias”, disse Antonio Alarcón, um dos organizadores da manifestação, à CNN. “Estamos para mostrar que as amamos e que nos preocupamos com elas. Para mostrar que não estão sozinhas”.
“Queremos que saibam que há milhares de pessoas que as veêm, que as amam e que vão lutar por elas”, acrescentou Stosh Cotler ao New York Post.
Depois das imagens e áudios divulgados sobre a crise humanitária que se vive na fronteira entre os Estados Unidos e o México, com registo de mais de duas crianças separadas dos pais, o presidente dos Estados Unidos acabou por assinar um decreto a reverter a lei sobre separação de famílias imigrantes.
No entanto, Donald Trump disse que a política de “tolerância zero” é para continuar, sendo que ainda não existe data definida para as crianças afastadas se reencontrarem com os pais.
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