O Exército do Mali anunciou hoje ter “neutralizado dez terroristas” no centro do país, que tem sido particularmente afectado pela violência de grupos jihadistas.

Em comunicado, o ministro da Defesa maliano, Tiéna Coulibaly, disse que, num confronto em Karakindé, os militares “neutralizaram dez terroristas, recuperaram armamento, engenhos explosivos e outros materiais de guerra”.

Nos últimos meses, os anúncios de “neutralização de terroristas” por parte do Exército do Mali têm sido questionados por organização de defesa dos direitos humanos e por habitantes que denunciaram execuções fora do âmbito judicial.

Entre Março e Abril de 2012, o norte do Mali caiu nas mãos de grupos extremistas com ligações à rede terrorista Al-Qaida. A progressão no terreno destes grupos extremistas tem sido travada por uma operação militar internacional que foi lançada em Janeiro de 2013, por iniciativa de França.

Existem áreas inteiras do país que ainda estão fora do alcance das forças do Mali, das tropas francesas e da Minusma, que são regularmente alvo de ataques. Estes ataques têm ocorrido mesmo depois da assinatura em maio e Junho de 2015 de um acordo de paz, destinado a isolar definitivamente os extremistas.

Desde 2015, os ataques alastraram-se para o centro e o sul do Mali, mas também para países vizinhos, nomeadamente Burkina Faso e Níger.

De acordo com o mais recente relatório trimestral sobre o país, divulgado pelo secretário-geral da ONU, as Forças Armadas do Mali têm sido as mais atingidas pelos ataques jihadistas, em particular na região de Mopti, onde a segurança dos civis tem vindo também a degradar-se.

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