Mais de 200 trabalhadores dos Transportes Municipais da Beira (TMB) voltaram a entrar em greve para reivindicar baixos salários e falta de observância de tempo de trabalho. Os trabalhadores paralisaram os 11 autocarros que a empresa possui e exigem que a edilidade regularize os seus salários.

De acordo com Januário Balói, representante dos trabalhadores, o Conselho Municipal da Beira ao tomar a gestão da extinta empresa, Transportes Públicos da Beira, “ignorou os salários que auferíamos alegando que eram demasiados elevados e rubricou novos contratos connosco. Não recebemos nenhuma indemnização e dezenas de anos de serviço foram simplesmente esquecidos. Exigimos justiça, e greve foi a única forma que encontramos para reivindicar junto do município, tendo em conta que o Ministério dos Transportes e Comunicações já afirmou claramente que todos os nossos direitos devem ser salvaguardados”.

O Conselho Municipal da Beira (CMB), reagindo a greve, através do director dos Transportes Municipal da Beira. Alberto Meque começou por lembrar que o município, antes de tomar a gestão da empresa em causa, informou aos trabalhadores, ora em greve, que não estava em condições para pagar os salários que os mesmos auferiam, por serem insustentáveis. Meque lembrou ainda que na mesma ocasião o CMB enviou um ofício ao Ministério dos Transportes, com o mesmo conteúdo e explicou que rubricaria novos contratos com os trabalhadores da extinta empresa dos Transportes públicos da Beira.

“Estava tudo bem. Até assinamos os novos contratos com os trabalhadores. Contudo, quando estes mesmos trabalhadores enviaram uma carta ao Ministério dos Transportes e comunicações exigindo que os seus direitos fossem salvaguardados, este respondeu favoravelmente indicando que a responsabilidade seria nossa. Ora, este contrasta com um ofício deste mesmo ministério enviado ao município, que concordava connosco face a assinatura de novos contratos. Portanto este diferente posicionamento para a mesma situação, é que esta a criar “convulsões” dentro da empresa”.

Mediante este cenário o CMB solicitou um encontro ao Ministério dos transportes há cerca de duas semanas que deverá envolver o próprio município e os trabalhadores para solucionar o problema e ainda não obteve resposta.

Sabendo que mais de 14 mil pessoas dependem dos TMB Meque disse que, “vamos tomar uma decisão dentro de dias para viabilizar o funcionamento dos autocarros, uma decisão que não iremos partilhar neste momento”- concluiu.

O País