Cerca de dois mil milhões de meticais é quão foi recuperado no ano passado em resultado de cancelamento de salários e pensões de funcionários e agentes do Estado que durante aquele período não prestaram “prova de vida” em Moçambique.

São no total pouco mais de 28 mil trabalhadores considerados funcionários “fantasmas” e que recebiam ilegalmente do Estado, salários e outros ordenados.

A Ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, foi citada pelo “Diário de Moçambique” desta quarta-feira como tendo sublinhado que a prova de vida em curso no país tem estado a reduzir significativamente os casos de funcionários “fantasmas” e consequentemente os encargos ao Estado.

De acordo com a ministra, “o processo é irreversível”, justificando que o mesmo tem estado a apoiar o Governo a descortinar funcionários “fantasmas” e a reorganizar o aparelho do Estado.

O mesmo processo, segundo Namashulua, tem estado a contribuir positivamente na mobilidade dos quadros, olhando para as competências que os funcionários e agentes do Estado têm, com vista a melhorarem a sua prestação como servidores públicos.

Todo o ano passado fomos verificando nos sectores e constatamos que todos os funcionários que não fizeram a prova de vida foram cancelados. Esta prova de vida tem estado a ajudar o Governo na eliminação de pessoas ‘fantasmas’ no nosso sistema de pagamento de salários, entre outras remunerações”, anotou.

A ministra deu a conhecer que os valores retidos em consequência da não realização da prova de vida por parte de alguns funcionários públicos foram encaminhados para outros serviços do Estado, daí a importância da realização anual daquele processo.

Se calhar estes valores iam para bolsos alheios, mas desta vez foram retidos e depois encaminhados para outros serviços sociais, a exemplo de compra de medicamentos”, sublinhou.

RM