O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, propôs em Maputo, o congelamento dos aumentos salariais e a suspensão do 13º, como medidas de austeridade, para neutralizar o crescimento da despesa pública, sobretudo a de funcionamento.

Vuma defendeu que isso poderá contribuir para consolidação fiscal e assegurar o equilíbrio nas finanças públicas. “Defendemos ainda o congelamento de aquisições de bens materiais de alto valor”, acrescentou.

Ele falava no quinto conselho de monitoria do ambiente de negócios em Moçambique, que junta o sector privado, o Governo e os sectores de cooperação.

Na perspectiva de austeridade da despesa pública, o presidente da CTA insiste que o Governo precisa de ir ao fundo das reformas, para enfrentar os desequilíbrios, olhando para perspectiva da despesa de funcionamento.

O congelamento de subsídios automáticos e outros disfarçados nas contas públicas: ou seja, congelar as promoções automáticas e outras nas carreiras dos agentes e funcionários do Estado, para neutralizar o crescimento da despesa de funcionamento”, referiu.

Enquanto isso, na despesa de investimentos, Vuma apelou a uma maior eficácia do investimento público.

As infra-estruturas económicas devem basear-se nos indicadores de eficiência. A combinação deste grupo de medidas poderia aumentar a eficiência da nossa economia e melhorar a produtividade do sector privado, facto que poderia reduzir a pressão sobre a tesouraria do Estado, que é obrigado a recorrer aos bilhetes de tesouro, expandindo a base monetária”, explicou.

Vuma entende que, devido ao objectivo de inflação, o Banco de Moçambique tem que esterilizar os efeitos desses bilhetes de tesouro, pois isso não tem permitindo um recuo mais célere do nível de taxa de juro no mercado.

Mas, a serem tomadas as referidas medidas, ajudariam a melhorar as condições de crédito ao sector privado.

Por conseguinte, ele explicou que, para o sector privado, é importante o rápido tratamento da questão de consolidação fiscal, pois todos os riscos fiscais persistentes na economia deterioram o ambiente de negócios em Moçambique.

Segundo a nossa fonte, o relatório sobre a competitividade do World Economic Forum, revela o quão a competitividade da economia foi prejudicada devido ao ambiente macroeconómico de 2014 para 2018, período em que Moçambique teve uma queda de 39 lugares.

Diário de Moçambique