Três moçambicanos foram condenados pela justiça sul-africana a 10 anos de prisão cada um por invadirem uma reserva natural com armas de fogo para abater rinocerontes, anunciou o Governo de Moçambique em comunicado.

Os homens com idades entre os 25 e 35 anos foram condenados na quarta-feira “depois de se terem infiltrado ilegalmente no Parque Nacional Kruger“, a maior reserva de vida selvagem da África do Sul.

Na altura, estavam “na posse de arma de fogo e munições com a intenção de fazer abate ilegal de rinocerontes para obter os seus chifres“, acrescenta o documento da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).

Os três terão passado de Moçambique para a África do Sul através da fronteira de Mapulanguene, classificada como “um antro de [caçadores] furtivos e mandantes da caça furtiva“, acrescenta-se.

Na África do Sul há cerca de 20.000 rinocerontes, cerca de 80% da população mundial, mas a caça furtiva desta espécie bateu recordes nos últimos anos, com mais de 7.100 mortos na última década.

O valor do quilograma de corno de rinoceronte pode chegar aos 60.000 dólares no mercado negro e este produto é sobretudo procurado pela medicina tradicional chinesa, mas os seus benefícios terapêuticos ainda não foram provados cientificamente.

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