Cerca de duzentas e quarenta armadilhas para a captura de animais de grande porte foram removidas no primeiro semestre deste ano, na zona Tampão do Parque Nacional da Gorongosa, em Sofala.

No período da referência, foram igualmente retirados naquela área de conservação, nove e mil e quinhentos cabos de aço e apreendidas trinta e cinco armas de fogo que eram usados pelos caçadores furtivos.

Ao revelar esta informação, o chefe da fiscalização do Parque Nacional da Gorongosa, Rui Branco, disse que comparativamente a igual período do ano passado, o número de caçadores furtivos, registou uma redução em  72%. Rui Branco apontou o reforço do sistema de fiscalização, através dos comités de gestão de recursos naturais, como sendo um dos factores que contribuiu para a diminuição de furtivos naquela estância turística.

Os comités de gestão sempre que identificam actividades ilegais, comunicam ao parque, a fiscalização aí já sabe onde actuar. É muito importante, pois a área é grande, mas também por vezes, os próprios comités de gestão, capturam materiais e nos comunicam e a fiscalização vai lá recolher. Então essa é uma sinergia muito positiva, são áreas muito grandes que é difícil só o corpo de fiscalização trabalhar sozinho. A nova lei é extremamente importante, vai penalizar muito mais e criminalizar muito mais estas actividades. Ainda não tivemos nenhum caso, apôs a nova lei ter entrado em vigor, mais em relação aos casos do ano passado, ainda do inicio deste ano, a lei anterior era um pouco forte e tivemos um caso de três anos de prisão efectiva e multas elevadas”, frisou o chefe da fiscalização do parque da Gorongosa, Rui Branco.

De acordo com o Censo da população animal de 2016, existem no Parque Nacional de Gorongosa, cerca de oitenta e quatro mil animais, dos quais seiscentos e cinquenta elefantes, cem leões e os restantes são antílopes, insectos e répteis, de várias espécies.

RM