O Liberal Moon Jae-in iniciou o mandato de cinco anos como Presidente da Coreia do Sul, poucos minutos depois de ser proclamado oficialmente vencedor das eleições antecipadas de terça-feira.
Aquele liberal, de 64 anos, começou o mandato imediatamente depois de a comissão eleitoral sul-coreana ter confirmado a vitória nas presidenciais, e antes mesmo de prestar juramento no cargo.
Moon Jae-in, do Partido Democrático, venceu as eleições presidenciais antecipadas com 41,1% dos votos, contra os 24,03% obtidos por Hong Joon-pyo, do Partido da Liberdade (da anterior Presidente, Park Geun-hye), de acordo com os resultados oficiais.
No primeiro ato como Presidente, Moon ouviu, ao telefone, a apresentação de um relatório do chefe de Estado-Maior, o general Lee Sun-jin, de acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Moon, que também assumiu o controlo das Forças Armadas, tem previsto reunir-se com os líderes dos partidos da oposição com assento no parlamento após prestar juramento no cargo.
Estas foram as primeiras presidenciais antecipadas desde que a Coreia do Sul voltou a realizar eleições democráticas, em Dezembro de 1987, convocadas após a também inédita destituição de um Presidente eleito democraticamente.
Park Geun-hye, actualmente em prisão preventiva, foi destituída, em 10 de Março, do cargo de Presidente devido ao escândalo de corrupção e de tráfico de influências, conhecido como “Rasputina”.
Park, de 65 anos, declarou-se inocente das 18 acusações que pendem sobre si, incluindo abuso de poder e corrupção, e pelas quais arrisca uma pena que pode ir até prisão perpétua. O julgamento da ex-Presidente começou no início do mês.
A acusação considerou provado que Park criou, com a amiga Choi Soon-sil, conhecida como “Rasputina”, uma rede através da qual pediu e obteve subornos de pelo menos três empresas, Samsung, Lotte e SK, no valor de cerca de 59.200 milhões de won.
O caso “Rasputina” abalou os alicerces políticos e económicos da Coreia do Sul, dado que entre os suspeitos detidos figuram presidentes de grandes empresas, como a Samsung, cujo líder, Lee Jae-yong, está em prisão preventiva desde Fevereiro último.
JN















