A administração Trump vai vender aviões de alta tecnologia à Nigéria para a sua campanha contra os extremistas islâmicos do Boko Haram, apesar das preocupações sobre abusos das forças de segurança nigerianas, segundo responsáveis norte-americanos.
O Congresso deverá receber a notificação formal dentro de semanas e o acordo prevê que a Nigéria compre até 12 aviões Super Tucano A-29 da Embraer, com sofisticado equipamento de mira, por cerca de 600 milhões de dólares, disse um dos responsáveis, que não quiseram ser identificados.
Embora o Presidente Donald Trump tenha deixado clara a sua intenção de aprovar a venda dos aviões, o Conselho Nacional de Segurança ainda está a analisar a questão.
Também se espera a aprovação de vendas de material militar para vários outros países.
A força aérea da Nigéria, que está a tentar comprar os aviões desde 2015, tem sido acusada de bombardear alvos civis pelo menos três vezes nos últimos anos.
O caso pior aconteceu a 17 de Janeiro, quando um avião bombardeou um campo em Rann, perto da fronteira com os Camarões, onde se encontravam civis que tinham fugido da violência do Boko Haram. Entre 100 e 236 civis e trabalhadores humanitários foram mortos, segundo balanços de líderes oficiais e comunitários.
Num relatório de 2016, o Departamento de Estado indicou que o governo nigeriano tomou “poucas medidas para investigar ou processar funcionários que cometeram violações, seja das forças de segurança ou do governo, e a impunidade continuou generalizada a todos os níveis da administração“.
A Amnistia Internacional acusou as forças armadas da Nigéria de crimes de guerra e contra a humanidade nas execuções extra-judiciais do que estimou em cerca de 8.000 suspeitos do Boko Haram. Os militares nigerianos negam as alegações.
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