Os professores do ensino geral angolano cumprem um segundo período de greve, de oito dias úteis, reclamando por aumentos salariais e actualização de carreiras, propostas que aguardam resposta do Governo desde 2013.
https://www.youtube.com/watch?v=Ht_O5b5Mj6g&feature=youtu.be
A greve foi convocada pelo Sindicato dos Professores Angolanos (Sinprof) e na primeira fase, entre 05 e 07 de Abril, dezenas de escolas em Luanda fecharam portas por falta de professores, cenário que se repetiu em várias províncias, por entre denúncias dos docentes de “retaliações e intimidações”.
Este segundo período de paralisação, entre 25 de Abril e 05 de Maio, segue-se a novas conversações entre os professores e o Ministério da Educação, nomeadamente um encontro a 18 de Abril que o sindicato descreveu como “ineficaz”, quanto aos pontos reivindicados, como “actualização de categorias, reajuste salarial, subsídios em falta, passagem à efectividade e condições de trabalho.
“Mantida a interrupção do processo de actualização de categorias, com mais de oito anos sem haver promoções, estes factos têm penalizado a classe e pesam negativamente na motivação dos professores nas salas de aulas“, acusa o sindicato.
O ano lectivo de 2017 em Angola arrancou oficialmente a 01 de Fevereiro, com quase 10 milhões de alunos nos vários níveis de ensino, decorrendo as aulas até 15 de Dezembro.
Uma terceira fase desta greve interpolada está prevista para o mês de Junho.
O Sinprof denunciou nos últimos dias alegadas “retaliações e ameaças” aos professores, sobretudo no interior do país, em consequência da primeira paralisação das aulas.
DN
















