A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), vai investir cerca 116 biliões de dólares norte americanos para a execução do Plano Geral de Urbanização (PGU), no Distrito de Pemba, Província de Cabo Delgado, numa área com extensão de cerca de 18 mil hectares.

A execução total do projecto está prevista para os próximos 15 anos contemplando uma zona industrial e residencial, para alem de áreas para desenvolvimento de actividades ligadas ao turismo, comercio, espaços verdes, actividade agrícola, entre outras.

Para a operacionalização do projecto que vem sendo desenvolvido pela ENH, a empresa prevê investir cerca de 116 mil milhões de dólares norte-americanos.

De acordo com o Administrador da ENH, Amad Valy tem que se estar consciente de que trata-se de infra-estruturas e construir um território muito grande. E este valor estima também o orçamento da construção das indústrias de cada uma das casas.

Amade Valy, Administrador da ENH Logistics
Amade Valy, Administrador da ENH Logistics

“Por isso que nós, reflectimos e ponderamos que se no final destes 15 anos de tudo o que está prescrito no programa de execução e financiamento deste projecto for executado a 25 por cento ou seja, se forem instaladas cerca de 25 por cento de indústrias, 25 por cento das vias de comunicação concluídas, este trabalho poderá se classificar como tendo tido um grande sucesso, porque se pegarmos nesses 20 a 30 por cento do valor de investimento necessário estaríamos a investir cerca de 210 milhões de dólares por ano”, explicou.

Num outro desenvolvimento, Amad disse que em termos de estimativa para a execução das vias de comunicação estão orçados cerca de 22 mil milhões de dólares norte americanos, e a sua execução poderá ser efectuada por empresas públicas ou privadas.

 “Apontamos também que ao longo dos 15 anos, quanto é que será gasto do valor a ser investido. Como percebemos também que as vias de comunicação são importantes para a infra-estruturação e desenvolvimento deste projecto com um investimento que temos de executar logo no primeiro ano do inicio da implantação do empreendimento”, asseverou.

O investimento de 116 biliões de dólares no total, é um investimento que tem uma quota pública, privada e pública-privada. E o investimento público está contabilizado em 13 biliões de dólares, um valor bastante inferior que o total das somas que contemplam o financiamento.

Valy explicou que “temos que compreender também que os 13 biliões da quota serão utilizados para se investir e gastar ao longo dos 15 anos da implementação do projecto. E portanto, repartindo este valor durante os 15 anos teremos um valor muito inferior”,

Estes 13 biliões de dólares situam-se no dobro do orçamento geral do Estado do ano em curso, com isso percebemos que o total de investimento público para este plano funciona como o primeiro topo para o domínio moçambicano. E repartindo este valor no período de 15 anos, prevê-se um investimento de cerca de 840 milhões de dólares anuais, o que representa 10 por cento do Orçamento Geral do Estado.

“Significa que para o Estado moçambicano implementar este projecto e acabar em 15 anos, terá que gastar 10 por cento do seu Produto Interno Bruto (PIB). Entretanto, é uma perspectiva muito futurista e desligada com a realidade, tomando como exemplo a cidade de Maputo, nós sabemos que toda a área desta urbe não se construiu em 15 anos e uma área de 18 mil hectares em nenhuma parte do mundo é possível construir durante este período”, referiu o Administrador.

Por seu turno o Administrador da Traçus, empresa consultora do projecto e que será encarregue pela arquitectura, Nuno Remane, disse que a construção de infra-estruturas públicas como vias de acesso e linhas de electricidade deve iniciar imediatamente, enquanto a construção de outras infra-estruturas da área industrial pode iniciar em 2017.

Nuno Remane, Administrador da Traçus
Nuno Remane, Administrador da Traçus