Três grupos armados da região norte do Mali revelaram que estão disponíveis para negociar o cessar-fogo com o Governo de Bamako.

De acordo com a Al Jaeezera, o Movimento Nacional de Libertação de Azawad (MNLA), o Conselho Superior para a Unidade de Azawad (HCUA) e o Movimento Árabe de Azawad (MAA) assinaram a Declaração de Argel no domingo, afirmando que estão abertos à via do diálogo e das negociações. Em troca, exigem a libertação de prisioneiros e a melhoria das condições para os refugiados que regressam ao país.

Albert Gerard Koenders, chefe da missão das Nações Unidas no Mali, alertava para o facto de o norte do Mali estar em perigo caso a paz não regressasse a esta região.

O Mali trava uma guerra contra vários grupos do norte do país, com destaque para os tuaregs, a junta militar, os grupos étnicos, além dos grupos fundamentaliastas do Mali, excluindo os que agora se manifestam abertos para o diálogo.

O conflito no Mali começou depois de o actual presidente do país, Diancounda Traore, sofrer um golpe de Estado e ser obrigado a ir tratar-se em França, em 2011. De lá a esta parte, diversos grupos armados tentaram, individual ou colectivamente, estabelecer um Estado islâmico a norte do Mali, um acto condenado pela França – que logo disponibilizou todo o apoio ao Governo do dia – bem como pela ONU e por África.