Aviões  quenianos bombardearam bases da milícia radical somali Al-Shebaab, resultando em vários militantes mortos, afirmou ontem a União Africana (UA), embora os extremistas neguem as mortes.

Os bombardeamentos aéreos nas aldeias de Anole e Kuday, no sul da região de Juba do Sul, são parte de uma ofensiva lançada em Março pela UA na Somália, como parte da Missão da União Africana na Somália (AMISOM), com 22 mil soldados e que conta com o apoio das Nações Unidas, com o objectivo de retirar as últimas cidades da região do controlo islâmico.

“As forças da AMISOM executaram bombardeamentos aéreos como parte de um esforço para destruir as capacidades militares da Al-Shebaab”, afirmou, de acordo com a AFP, a missão africana num comunicado, acrescentando que foram caças quenianos que protagonizaram os bombardeamentos.

O porta-voz do Exército queniano, o major Emmanuel Chirchir, informou que os bombardeamentos “mataram mais de 80 terroristas da Al-Shebaab”, e a ofensiva militar iria continuar a “libertar mais áreas”.

Abdulaziz Musab, representante “shebaab”, confirmou o ataque aéreo e confrontos armados no terreno, mas desmentiu a morte de mais de 80 militantes, afirmou que os bombardeamentos atingiram zonas vazias da área florestal.

Estes bombardeamentos acontecem uma semana depois de a Al-Shebaab reivindicar dois massacres na costa do Quénia, que mataram pelo menos 60 pessoas.

A Al-Shebaab afirma que executou os ataques como vingança pela presença militar queniana no sul da Somália, forças que fazem parte da AMISOM.