A Polícia da República de Moçambique anunciou, na segunda-feira, que capturou um dos supostos assassinos do juiz Dinis Silica, que foi morto no princípio deste mês em plena via pública e à luz do dia.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique no comando da cidade de Maputo, Orlando Mudumane, não revelou o nome nem a idade do indivíduo que é considerado suspeito pela Polícia.

A Polícia diz que chegou ao indivíduo por via de informações que a conduziram a uma oficina onde estava escondida uma das duas armas AKM alegadamente usadas para assassinar o juiz Silica, na manhã de 8 de Maio. Neste momento, o suposto criminoso encontra-se encarcerado nas celas do comando da PRM na cidade de Maputo.

Segundo o porta-voz da PRM, Orlando Mudumane, a arma foi encontrada no interior duma viatura avariada, numa oficina no bairro de Inhagóia, na cidade de Maputo.

“Há fortes indícios de que tenha sido a mesma arma usada no bárbaro assassinato do juiz Silica. Foi feito exame balístico e há provas de que a mesma tenha sido usada naquele dia, os exames mostram isso”, disse.

Questionado como é que chegaram até à oficina, Mudumane apenas disse que a Polícia trabalha com informações. “Fomos seguindo pistas e encontrámos a arma escondida”, afirmou, declinando divulgar mais detalhes sobre o caso, para, segundo disse, não atrapalhar os trabalhos de investigação em curso. A Polícia mostrou depois sete armas de fogo apreendidas durante a semana, incluindo a arma que supostamente foi usada para assassinar o juiz Silica.

A morte do juiz Silica ainda está a levantar muita celeuma. Depois de a Polícia ter recolhido a viatura para perícia, os seus documentos foram encontrados no bairro da Machava, na cidade da Matola. Há também a teoria dos milhões que se diz terem sido encontrados na viatura, que também carece de explicações convincentes.