Foi detido, na manhã desta terça-feira, 28 de Janeiro, o comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Massingir, indiciado de estar envolvido em caça furtiva no Parque do Limpopo.

Na passada sexta-feira, dia 24 de Janeiro, segundo deu a conhecer o porta-voz do Comando Provincial da PRM em Gaza, foi igualmente detido, em conexão com o mesmo caso, o chefe da Brigada Distrital da Polícia de Trânsito no distrito de Massingir, elevando, deste modo, de cinco para sete o número de oficiais presos por causa de envolvimento na caça furtiva.

Por outro lado, a fonte deu a conhecer que foi legalizada pelo juiz de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Xai-Xai a prisão dos cinco agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) dentre os quais três oficiais e dois sargentos, detidos na semana antepassada na província de Gaza por indiciação de apropriação ilícita de cornos de rinocerontes.

Jeremias Langa referiu, também, que dos cinco agentes detidos na semana antepassada, quatro pagaram caução, estando neste momento em liberdade provisória, enquanto um permanece em cárcere.

Os chefes das Operações do Comando Provincial da PRM em Gaza e da 1.ͣ Esquadra da PRM em Xai-Xai – ambos oficiais superiores da Polícia – foram, também, detidos na companhia de outros três comparsas.

Os agentes foram indiciados de terem neutralizado um grupo de caçadores furtivos do qual arrancaram os referidos cornos que posteriormente venderam e dividiram entre si o dinheiro.

Na versão da Polícia, os agentes que trabalham na cidade de Xai-Xai tiveram, através dos seus colegas de Massingir, informações da existência de um grupo de caçadores furtivos no Parque Nacional do Limpopo.

Na circunstância, segundo apurou o Canalmoz, os três oficiais e dois sargentos teriam empreendido uma viagem a Massingir, onde – na companhia do comandante distrital local e do chefe da brigada de trânsito – teriam feito uma emboscada aos caçadores, o que culminou com a recuperação de cornos. Os caçadores puseram-se em fuga.

A viagem a Massingir, e consequente emboscada aos “furtivos”, aconteceu no dia 16 de Dezembro, tendo o Comando Provincial da PRM tomado conhecimento no dia seguinte, 17 de Dezembro, ao que se seguiram as investigações para apurar a veracidade dos factos que agora determinaram a detenção daqueles oficiais.