Sociedade Moçambique lança nova colecção de Direito Penal Internacional para combater crime organizado

Moçambique lança nova colecção de Direito Penal Internacional para combater crime organizado

Ministério da Justiça de Moçambique lança nova colecção sobre Direito Penal Internacional

O Ministro da Justiça de Moçambique, Mateus Saize, lançou, na última segunda-feira, em Maputo, uma nova colecção de legislação sobre Direito Penal Internacional.

Esta publicação é considerada um instrumento estratégico para fortalecer a luta contra o crime organizado transnacional, o terrorismo, a corrupção e o tráfico de drogas no país.

O ministro sublinhou que esta colecta representa um marco relevante para o fortalecimento do sistema de justiça moçambicano e para a consolidação do Estado de Direito, uma vez que “vai além da simples construção normativa”.

De acordo com Mateus Saize, tendo em conta a crescente sofisticação do crime internacional, é imperativo que os Estados adoptem respostas legais que estejam alinhadas com os compromissos internacionais, reforçando assim o sistema.

Este trabalho reúne 27 instrumentos legais internacionais adoptados no âmbito das Nações Unidas, da União Africana e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). O objectivo é facilitar a consulta e aplicação prática dos mecanismos legais internacionais pelos operadores de justiça.

António De Vivo, representante da Unidade das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em Moçambique, afirmou que a colecção representa mais um esforço para manter as questões da justiça criminal no topo da “agenda nacional”.

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“Mais do que um compêndio normativo, trata-se de uma colecção concebida como uma ferramenta prática destinada a operadores de justiça, formuladores de políticas, investigadores académicos e outros intervenientes relevantes. Os instrumentos compilados constituem referências essenciais para a prevenção e combate a fenómenos criminosos que transcendem fronteiras e desafiam as capacidades nacionais”, declarou.

Michele Crimella, representante da União Europeia, afirmou que o lançamento da obra reflete “o compromisso de Moçambique com a justiça e a cooperação internacional para o Estado de Direito”.

“A regra do direito está sob ataque em muitos países. É dever de todos proteger os sistemas, instituições e princípios que garantem o bem comum e a coexistência social. Os desafios à justiça e segurança não conhecem fronteiras”, salientou. “O crime organizado transnacional, o tráfico de seres humanos e a corrupção são ameaças que exploram as fraquezas institucionais e promovem a impunidade”, acrescentou.

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