Sociedade Chuvas em Moçambique deixam milhares de desalojados e culturas destruídas

Chuvas em Moçambique deixam milhares de desalojados e culturas destruídas

As intensas chuvas que têm afectado a zona centro de Moçambique provocaram o desalojamento de centenas de pessoas no distrito de Búzi, na província de Sofala. 

A situação, agravada por inundações, resultou na destruição de culturas agrícolas e na interrupção de várias vias de acesso.

A mobilidade e a assistência às vítimas estão comprometidas pela intransitabilidade de algumas estradas e pelo elevado caudal dos rios Zambeze, Púnguè e Save. O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) encontra-se no local, a trabalhar para atenuar o sofrimento das famílias afectadas. Esta entidade apelou à rápida evacuação da população que reside em zonas de risco baixo, devido à subida dos níveis dos rios.

Segundo o delegado do INGD em Sofala, Aristides Armando, as principais bacias hidrográficas atingiram níveis de alerta máximo há aproximadamente três dias. Algumas famílias, surpreendidas pela força das chuvas antes do Natal, foram acolhidas em centros transitórios situados em escolas de Búzi, onde enfrentam condições de vida precárias.

Estima-se que mais de cinco mil famílias tenham sido afectadas pelas inundações, com centenas de casas parcialmente ou totalmente destruídas. Além disso, cerca de 10 mil hectares de diversas culturas agrícolas foram perdidos devido ao transbordo do rio Búzi.

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Aristides Armando indicou que a população que pretende deslocar-se para a cidade da Beira está a ser transportada por via marítima, uma vez que as estradas Tica-Búzi estão cortadas em dois pontos na Estrada Nacional número 280 e 281. Esta situação impossibilita a circulação, mesmo por motorizadas.

José Mutoroma, administrador do distrito de Búzi, referiu que a maior parte das áreas de produção atingidas pelas chuvas cultivava milho, arroz e hortícolas que já se encontravam na fase de maturação. Neste momento, a única solução viável para alcançar a sede do distrito é a utilização de barcos.

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