Sociedade Meio Ambiente Chuva “desenterra” problemas do município da Matola

Chuva “desenterra” problemas do município da Matola

As chuvas que têm vindo a cair na província Maputo desde a semana passada vieram “desenterrar” os velhos problemas de alguns bairros do município da Matola, com destaque para a intransitabilidade de estradas, inundação de residências e proliferação do lixo.

A maior parte das ruas e avenidas da Matola virou autêntico buraco. Os automobilistas mergulhados nesse caos é que saem prejudicados porque têm de fazer gincanas para passarem por algumas ruas da Matola.

Por exemplo, a Avenida da Organização da União Africana (OUA), vulgo “Estrada Velha”, está numa situação de total abandono. Da Escola Primária do Lingamo (Zona da Casa Branca) à “Madruga”, o lema é “salve-se quem poder”, porque o “clímax de babel” faz-se sentir bem nesse local, ou seja, há todas as tipologias possíveis de covas e tamanhos. Bermas destruídas e cheias de lixo. Os efeitos das chuvas ainda se fazem sentir nesse lugar.

Já no meio desta avenida, mas concretamente na rua 11.093, águas retiradas dos quintais na zona da Matola “A”, vulgo “Santos”, continuam a escoar “vergonha” para a estrada. Como resultado disso, o trânsito é frequentemente interrompido, quando as dezenas de “camiões cavalos” que ali andam nos armazéns tentam esquivar as poças de água, alguns ficam entalados no meio da estrada, o que às vezes obstrui a passagem de outros carros, pois fica-se horas na fila à espera de passagem.

Nkobe

No novo bairro de Nkobe, a situação é a mesma. Casas alagadas e estradas intransitáveis. Antes do início da campanha eleitoral, o edil interino da Matola mandou meter areia vermelha na estrada que liga Nkobe à Mathemele e 1º de Maio. Os automobilistas e os peões são obrigados a procurar vias alternativas para chegarem ao terminal de Nkobe.

Patrice Lumumba

No bairro Patrice Lumumba, as ruas praticamente estão intransitáveis. Automobilistas, peões e vendedores ambulantes disputam o pouco espaço que não está alagado. Da paragem dos “chapas” de Singathela ao mercado é humanamente difícil de andar.

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Kongoloti

Para se chegar ao mercado Kongoloti, é uma missão espinhosa. Para quem não conhece a zona, não é aconselhado a andar de carro nestes dias.

O projecto da estrada com pavet termina em “Conoluene”. De “Conoluene” até ao mercado Kongoloti, são cerca de três quilómetros de terra batida. As ruas estão alagadas e intransitáveis. É uma autêntica gincana para chegar ao mercado. De tanto se dar voltas à procura da melhor entrada, um carro chega a levar 30 a 40 minutos para fazer três quilómetros.

Automobilistas

Almeida Conceição, transportador semi-colectivo, que faz a carreira Zimpeto -Cidade da Matola, disse que o estado da Avenida da Organização da União Africana é desolador.

Afirmou que além de buracos que as estradas têm da zona da Escola Primária Completa de Língamo até às bombas de “Madruga”, o lixo e as poças de água ao longo são entre outros problemas.

“Para além de covas e poças na zona do mercado Santos, existem entulhos de lixo ao longo da via. É difícil perceber o que está a acontecer nesta estrada. Estamos cansados de escangalhar os nossos carros nesta estrada”, desabafou Afonso.

Geraldo Zandamela, outro transportador licenciado para a rota Khongoloti-Malhazine, disse que as condições da estrada Zona Verde-Khongoloti aceleram a danificação dos carros.

“O ideal seria chegarmos até ao mercado que é o terminal dos ‘chapas’, mas porque as estradas não estão em condições, optamos por terminar no Centro, Cemitério ou Conoluene para pouparmos os nossos carros”, disse.

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