Um total de 4741 agricultores, dos quais 438 emergentes e 4303 organizados desde há bastante tempo, estão a beneficiar de novas tecnologias agrícolas nas províncias de Manica, Zambézia e Nampula.

As tecnologias tem contribuído para o aumento da produção e da produtividade por área e consequentemente dos rendimentos das famílias rurais, segundo anunciou Abel Lisboa, da USAID/AgriFUTURO, durante a realização recentemente na cidade de Nampula de um seminário de massificação do uso de tecnologias para o alcance das metas de produtividade agrária em Moçambique.

De acordo com a fonte, no âmbito da transferência efectiva de tecnologias agrárias liderada pelo sector privado em Moçambique conseguiu-se igualmente abranger uma área de produção de 62.809 hectares com o uso de sementes melhoradas, 19.869 hectares de terra mecanizada e 11.304 hectares usando inoculante.

“O projecto AgriFUTURO com o seu programa de subvenções/grants foi possível dinamizar a agricultura comercial, considerando algumas componentes, nomeadamente mecanização agrícola, melhoramento de sementes, pós-colheita, agro-processamento e armazenamento, tracção animal e experiências agrícolas”, realçou Abel Lisboa.

Por conseguinte, outras análises feitas pelos investigadores agrários indicam que a baixa adopção de tecnologias agrárias no nosso país é apontada como sendo um dos factores que está na origem da fraca produção e produtividade. Por exemplo, para a cultura do milho, cerca de dez por cento dos produtores usam semente melhorada e perto de três por cento aplicam fertilizantes no cultivo.

O Vice-Ministro da Agricultura, António Limbau, afirmou no encontro que para a inversão do actual cenário tecnológico é fundamental que haja interacção na disseminação de conhecimentos tecnológicos entre os investigadores, instituições governamentais e não-governamentais camponeses.

O seminário nacional sobre a massificação do uso de tecnologias para o alcance das metas de produtividade em Moçambique foi organizado pelo Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) e pela Plataforma de Investigação Agrária e Inovação Tecnológica de Moçambique (PIAIT), em coordenação com a Direcção Nacional de Extensão Agrária (DNEA).

Com o mesmo pretendia-se aglutinar todos os actores relevantes para uma partilha de evidências e experiências bem como definir acções estratégicas para impulsionar a massificação das melhores tecnologias agrárias visando o aumento das taxas de adopção e o alcance das metas de produtividade estabelecidas no Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário.