As referidas tentativas passam pela inviabilização da apresentação das provas finais produzidas pelo Procurador do caso, December Mtimunye, sobre a participação e o papel de cada um dos nove agentes na tortura física submetida ao taxista até encontrar a morte. A estratégia de inviabilização consiste ainda na apresentação dum terceiro pedido de caução , de modo a que os arguidos aguardem julgamento em liberdade.
O advogado da familia Macia, José Nascimento, já se mostrou desagradado com a nova modalidade de actuação dos defensores dos polícias, pelo facto de retardar o curso normal do processo.
Por duas vezes o juiz Samuel Makamu e o Tribunal Supremo rejeitaram pedidos de liberdade condicional, por julgarem não existem condições para tal , visto que a medida requerida influenciaria as investigações. Aliás, na altura o juiz deu conta que já existiam indícios nesse sentido, dai ter decidido a permanência dos arguidos na cadeia.
Com estas alegadas manobras da Defesa, o Procurador Mtimunye fica, mais uma vez, impossibilitado de apresentar os resultados finais da perícia. Cumprida esta, etapa o processo deverá ser remetido ao Tribunal Supremo que indicará a data do inicio do julgamento que, em principio, deverá ter lugar ainda este ano.
Por outro lado, o retardamento do julgamento final está relacionado com o facto dos policias terem faltado a verdade ao investigador do Ministério Público, ao prestarem falsas declarações sobre o endereço das suas residências, o que dificultou a realização de buscas de mais evidencias.
“Eles já tinham mentido ao omitirem factos comprometedores, como foi o caso de trocarem a roupa com a qual o finado vestia na hora da tortura mortal, bem como ao terem dito que ele perdeu a vida fora das celas e não em consequência da violência física, quando na verdade e apoiado pelo laudo médico, Mido pereceu nas celas por falta de oxigénio e em resultado da pancadaria”, disse fonte próxima do processo.
A próxima sessão está marcada para o próximo dia 13 de Agosto. Os novos advogados, que assumiram o processo no inicio deste mes, pediram ontem a suspensão dos trabalhos como forma de se prepararem com mais tempo para a defesa dos seus clientes.
O que eles pretendem é esboçar um novo pedido para que os policias saiam em liberdade sob pagamento de caução até ao final do julgamento.
Noticias

















