Quatro funcionários da Direcção-Geral das Alfândegas estão a contas com a Justiça, acusados de desviar 364 mil meticais.

O desvio do dinheiro, segundo o porta-voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Bernardo Duce, é resultado de um esquema de “viciação de processos de cobrança de dinheiro de direitos aduaneiros”.

Em 2010, a II Pesquisa Nacional sobre Boa Governação e Combate à Corrupção classificou as Alfândegas de Moçambique como a instituição mais corrupta na Administração Pública, seguida da Polícia de Trânsito.

Este desvio agora reportado pelo GCCC pode ser apenas a “ponta de iceberg” que esconde debaixo muita corrupção.

Duce falava ontem em Maputo à Imprensa no habitual briefing sobre o desempenho institucional. Como é habitual, não aceitou mencionar os nomes dos envolvidos nem os cargos que ocupam.

Ao longo do mês de Junho, o GCCC tramitou 41 processos, dos quais onze acusados e seis julgados.

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