O Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), Secretariado Provincial de Manica, repudiou ontem, com veemência, a detenção, domingo último, do jornalista da Rádio Comunitária GESOM, Abrahamo Cufa, pela Policia da República de Moçambique (PRM), alegadamente por estar a fazer entrevistas no recinto da primeira esquadra da corporação naquela região.

Em mensagem distribuída, em Chimoio, e a que o “Noticias” teve acesso, o SNJ considera que a detenção do referido jornalista representa uma grave violação à Liberdade de Imprensa e abuso de autoridade por parte da PRM, a quem insta a actuar dentro dos princípios éticos e legais. Para além da detenção, a polícia, em Manica, confiscou ao repórter os seus materiais de trabalho, nomeadamente bloco de notas e gravador, os quais o teriam sido devolvidos depois que foi restituído à liberdade no mesmo dia. Abrahamo Cufa, segundo o comunicado do SNJ, foi detido quando se encontrava em pleno exercício das suas funções no passeio defronte da 1ª esquadra da PRM, facto que Bartolomeu Amone, chefe das Relações Públicas da corporação, diz que teria criado estranheza aos seus colegas afectos àquela unidade policial.

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