Sociedade PRM garante investigação após série de furtos em Chongoene

PRM garante investigação após série de furtos em Chongoene

Moradores do bairro das 500 Casas, localizado no distrito de Chongoene, têm expressado preocupações em relação a uma série de roubos e actos de vandalismo que têm proliferado na região, gerando um ambiente de medo e insegurança.

Vicente Chaimite, um dos residentes afectados, relatou que sua casa foi arrombada por duas vezes. Na primeira ocasião, os assaltantes levaram um televisor plasma. Recentemente, tentaram novamente, arrombando janelas da sala e de dois quartos, mas não conseguiram subtrair bens. “Na primeira vez, levaram o plasma. Ontem, voltaram e partiram as janelas à procura de televisores, mas não encontraram nada. Já reportei o caso ao comando distrital de Chongoene, foi lavrado o auto, mas até agora não obtivemos qualquer resultado”, lamentou.

Chaimite observou que os crimes tendem a ocorrer em momentos em que os proprietários não estão em casa, levando a crer que os meliantes monitoram a rotina das famílias. “Parece que controlam o movimento dos moradores. Aproveitam quando saímos para agir”, referiu.

Outro morador, Acílio Jeque, mencionou que, na semana passada, uma residência foi arrombada, com a subtracção de diversos bens, incluindo material de serigrafia e equipamentos electrónicos. Este incidente surge após uma onda anterior de furtos, que resultou no roubo de vários televisores, botijas de gás e produtos alimentares.

Jeque relatou que comunicou a situação às autoridades locais, mas lamentou a alegada falta de combustível para realizar patrulhamentos. “O governo distrital diz que não há combustível. Já oferecemos uma casa inacabada para funcionar como posto policial e até nos dispusemos a contribuir com um subsídio para alimentação da polícia, mas não tivemos colaboração”, afirmou.

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Apesar da presença de câmaras de vigilância em algumas residências, a situação não melhorou, uma vez que os assaltantes aparecem com máscaras e até destruíram os equipamentos de segurança. “Hoje partiram uma câmara. Isso demonstra que conhecem bem as dinâmicas do bairro”, disse Jeque.

Em resposta a estas queixas, o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Gaza, Júlio Nhamussua, reconheceu a ocorrência de roubos na área e refutou as acusações de falta de acompanhamento por parte da polícia. De acordo com Nhamussua, há duas semanas, a corporação reuniu-se com a população e indicou uma residência para servir como posto policial. “Já realizámos um estudo de viabilidade para transformar a casa em posto policial, visando dar uma resposta rápida às ocorrências”, garantiu.

O porta-voz da PRM acrescentou que as denúncias estão sob investigação e que alguns suspeitos já foram identificados. “Estamos a trabalhar no esclarecimento dos furtos e há procedimentos em curso para alcançar os envolvidos”, assegurou.

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