
A SADC participa na XVIII Conferência da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que encerra sexta-feira.
Dois factores concorrem para o desmatamento em Moçambique, sendo de destacar a acção dos lenhadores, carvoeiros e a dos madeireiros, que actuam sem procederem à reposição de árvores nas áreas onde desenvolvem as suas actividades.
Joaquim Macuácua, chefe do Departamento de Inventários de Recursos Naturais naquele organismo governamental, explicou que o grande Maputo, com maior área suburbana, depende da biomassa lenhosa, sendo a província de Gaza a que sustenta, neste momento, a capital do país. E Gaza tem um ecossistema florestal Mopani, que é basicamente o mais usado para a produção lenhosa.
A província de Cabo Delgado, segundo Joaquim Macuácua, é uma das que tem potencial para a produção madeireira, abastecendo, por isso, várias regiões do país, de África e do mundo.
“E o que nós queremos é conciliar este tipo de iniciativas em relação à produção de lenha, carvão e madeira para vermos em que níveis é que Moçambique está no que diz respeito ao desmatamento e degradação florestal, de modo a podermos ver actividades possíveis de serem desenvolvidas para protegermos essas áreas no sentido de revertermos a situação actual”, disse Macuácua, sublinhando que, não obstante os níveis de desmatamento, a situação actual de Moçambique ainda não é alarmante, quando comparada com a realidade dos outros países, tanto da região Austral como do resto do Continente Africano.
Contudo, diz a nossa fonte, as autoridades governamentais podem relaxar, ficando simplesmente na linha de pensamento de que o desmatamento em Moçambique ainda não é tão crítico.
“Temos sempre de lutar para melhorarmos a nossa situação, reduzindo cada vez mais os níveis de desmatamento, o que passa por encontrarmos meios energéticos alternativos, aplicar métodos sustentáveis na prática da nossa agricultura, sensibilizando as comunidades para que optem por uma agricultura de conservação e, por outro lado, a apostarem na utilização de produtos como fogões poupa-lenha e poupa-carvão, ao mesmo tempo que incutimos a importância de utilização de outras fontes energéticas”, explicou, chamando atenção para a necessidade de se olhar a floresta como um recurso esgotável e de difícil renovação.
“As pessoas pensam que o recurso florestal não acaba, mas se compararmos aquilo que é o seu incremento com a nossa vida, chegamos à conclusão de que este recurso pode desaparecer mais rápido do que a nossa vida. Mesmo sendo muito maior, se só dependermos dele, obviamente que este recurso não vai resistir. Então teremos de fazer esforços positivos no sentido de reduzirmos o desmatamento olhando para as técnicas de conservação e, entre outros, a biodiversidade dos ecossistemas que possam existir”, anotou.
















