A introdução de pulseiras electrónicas para reclusos em Moçambique tem início previsto para o próximo mês de Maio. A informação foi divulgada esta segunda-feira pelo Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize.
Durante a comunicação, o Ministro informou que as pulseiras têm como objectivo monitorizar os reclusos e facilitar o controle das suas movimentações. Este passo insere-se numa estratégia mais abrangente de modernização do sistema prisional no país.
Mateus Saize também destacou que as autoridades continuam a trabalhar na recuperação dos reclusos que se evadiram das cadeias durante as manifestações pós-eleitorais, evidenciando a necessidade de reforçar a segurança e a responsabilidade no cumprimento da pena.
A implementação desta tecnologia representa uma nova fase na administração da justiça em Moçambique, contribuindo, assim, para o fortalecimento do sistema penal e a promoção de uma sociedade mais segura.
O Governo do Malawi anunciou a deportação de sete cidadãos moçambicanos envolvidos em actividades de mineração ilegal de ouro.
A operação teve lugar na região do Lago Malawi, onde as autoridades locais intensificaram as acções de fiscalização em resposta ao aumento das actividades ilícitas.
Durante a intervenção, foram detidos vários indivíduos que se encontravam a explorar recursos minerais sem a devida autorização. As autoridades malawianas afirmam que esta medida visa proteger os recursos naturais do país e garantir a segurança da população.
Os deportados foram apresentados às autoridades migratórias e estão a ser acompanhados por conselheiros legais. A operação sublinha a necessidade de um controlo mais rigoroso sobre a exploração de minerais na região, uma vez que o tráfico de ouro tem desencadeado diversos problemas sociais e económicos.
As relações entre Moçambique e Malawi, apesar de históricas e amigas, têm enfrentado desafios relacionados com questões de segurança e controlo de fronteiras. As autoridades de ambos os países estão a trabalhar em conjunto para abordar estas preocupações e promover a cooperação em matéria de desenvolvimento sustentável.
A Polícia da República de Moçambique fez um apelo à população para manter a serenidade e não se deixe levar por rumores relacionados a supostos actos supersticiosos que resultariam no atrofiamento do órgão genital masculino.
Em declarações efectuadas no programa Café da Manhã da Rádio Moçambique, o Comandante do Ramo da Polícia de Ordem e Segurança Pública, Fabião Nhancololo, confirmou que as autoridades sanitárias não registaram qualquer ocorrência referente a este tipo de atrofiamento, sublinhando que as informações veiculadas não são verdadeiras.
O fenómeno começou em Cabo Delgado e rapidamente se disseminou por várias províncias do país, provocando preocupação entre os cidadãos. Nhancololo destacou que a corporação policial está a colaborar com as comunidades no sentido de combater a onda de desinformação que tem circulado.
A mensagem da Polícia visa restabelecer a confiança da população e garantir que não há fundamento nos rumores que têm gerado apreensão social.
O Ministério Público de Moçambique (PGR) revelou um projecto inovador que visa a construção de salas de entrevista forense. Esta iniciativa pretende evitar que vítimas, réus e testemunhas sejam obrigados a repetir os seus depoimentos em múltiplas ocasiões.
Durante uma mesa-redonda sobre “Instrução e Julgamentos Sensíveis ao Género”, Cláudia Lemos, representante do PGR, destacou que estas salas são projectadas para serem equipadas com sistemas de gravação e condições adequadas de privacidade.
A fase piloto do projecto será implementada nas províncias de Nampula, Sofala e Maputo. “Com o apoio de parceiros como a Noruega, Suécia, Finlândia e Canadá, mais de 200 magistrados já beneficiaram de acções de capacitação em escuta activa e direitos humanos”, revelou Lemos.
A magistrada sublinhou a necessidade de o sistema de justiça do país se tornar mais inclusivo, criando linhas de acção específicas para questões sensíveis ao género. Este processo envolve metas relacionadas com a formação, melhoria das condições de serviço e monitorização de indicadores.
Lemos acredita que persistem fraquezas estruturais na fase de investigação preliminar dos processos criminais, particularmente devido às condições inadequadas para a recolha de depoimentos. “Muitas esquadras de polícia e secções de investigação criminal carecem de salas acolhedoras e privadas, obrigando mulheres, crianças ou indivíduos pertencentes à comunidade LGBTQ+ a relatarem experiências de violência em espaços partilhados, como corredores”, afirmou.
Além disso, é ainda comum que as vítimas sejam interrogadas sobre o seu comportamento passado, vestuário ou relação com o agressor, como se tais informações pudessem justificar ou minimizar a violência sofrida.
O projecto do PGR representa um passo significativo na busca por um sistema de justiça mais justo e sensível às necessidades das vítimas.
O Ministro da Agricultura de Moçambique, Roberto Albino, manifestou a crença de que o país possui oportunidades férteis para empresas interessadas em investir na produção e comercialização de sementes certificadas.
Durante uma conferência sobre Parcerias Público-Privadas (PPP), organizada pela “Business & Legal Magazine”, o ministro destacou que os agricultores afectados pelas cheias deste ano enfrentam limitações na produção nacional, o que cria oportunidades evidentes para o sector privado. “É necessário adquirir cerca de 170 mil kits de insumos agrícolas para os agricultores impactados pelas inundações e em situações de emergência. Apenas 20% destes kits foram assegurados com insumos produzidos internamente, o que evidencia o grande espaço no mercado para empresas que queiram investir na produção e comercialização de sementes certificadas”, afirmou Albino.
O ministro defendeu também a reactivação de “activos públicos actualmente subutilizados”, sinalizando que os investidores interessados estão com as portas abertas para dialogar com o Governo. “Existem mecanismos que permitem um apoio célere ao investimento neste sector. Menos de 30% dos activos públicos estão operacionais, e, destes, funcionam abaixo de 20% da sua capacidade, ocasionando um desperdício significativo de recursos”, explicou.
Albino ressaltou que pequenas e médias empresas (PMEs) podem beneficiar de diversas oportunidades no sector agrícola. “Com menos de 500 mil dólares, é possível iniciar e desenvolver um negócio, especialmente num contexto em que o governo está a rever o regime de PPP, visando torná-lo mais inclusivo, transparente e competitivo”, acrescentou.
Por sua vez, Álvaro Massingue, presidente da Confederação das Associações Empresariais (CTA), realçou que o risco macroeconómico associado à escassez de moeda estrangeira (particularmente dólares americanos), a pressão sobre a dívida interna e a volatilidade do ambiente empresarial representam um grande desafio para o potencial das PPP. “As limitações persistem na capacidade técnica para preparar, estruturar e negociar projectos, o que compromete frequentemente o seu financiamento”, afirmou.
Massingue evidenciou que, muitas vezes, não é a falta de interesse que limita o investimento, mas sim “a falta de projetos bem preparados e estruturados.” Ele apelou por uma nova geração de “projectos mais estratégicos, transparentes e orientados para resultados.”
A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, tomou a iniciativa de mobilizar apoio para garantir a deslocação e a assistência médica ao Dillan Vasco, um jovem que necessita de tratamento especializado na Índia. A sua condição clínica exige cuidados que não podem ser prestados dentro do país.
Um comunicado proveniente da Presidência da República revelou que a Primeira-Dama, ao tomar conhecimento do apelo público divulgado nas redes sociais, se mostrou sensibilizada pela situação e pelas dificuldades financeiras que a família enfrenta para custear o tratamento.
Como resultado, trabalhou em colaboração com diversas entidades parceiras para garantir que Dillan tenha acesso rápido aos cuidados médicos necessários.
A iniciativa está alinhada com as acções humanitárias e de solidariedade social promovidas pelo Gabinete da Primeira-Dama, que visa prestar auxílio a cidadãos em situação de vulnerabilidade. A mobilização de apoio para o tratamento médico de Dillan reflete o compromisso da Primeira-Dama em apoiar os mais necessitados da sociedade moçambicana.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, lançou um apelo ao empresariado etíope para considerar investir no país, enfatizando o extenso potencial de recursos naturais que este possui.
Durante uma reunião com representantes de cerca de vinte grandes empresas etíopes, realizada em Adis Abeba, Chapo salientou a importância de diversificar a economia moçambicana. O estadista expressou a preocupação de que, ao seguir modelos de desenvolvimento que privilegiam a exploração de recursos como o gás natural, algumas nações tenham negligenciado sectores cruciais, como a agricultura.
“Após a descoberta de que tais recursos eram, na verdade, uma ilusão, esses países perderam tempo valioso. Neste momento, estamos a concentrar os nossos esforços na diversificação da nossa economia”, esclareceu Chapo.
O Presidente mencionou que Moçambique está a desenvolver quatro projectos de investimento no sector do gás natural, com um valor que poderá atingir os 60 biliões de dólares nos próximos anos. Os projectos envolvem colaborações com empresas como a italiana ENI, a francesa TotalEnergies e a norte-americana ExxonMobil, este último suspenso temporariamente devido a problemas de segurança em Cabo Delgado. Contudo, Chapo garantiu que a segurança foi restabelecida e que o projecto da ENI está em curso, empregando actualmente cerca de cinco mil pessoas.
Além do gás natural, o dirigente moçambicano destacou a abundância de recursos minerais estratégicos do país, incluindo grafite, lítio, ouro, rubi, areias pesadas e carvão, defendendo que são áreas promissoras para investimentos.
No que diz respeito a fontes de energia, Chapo mencionou a importância da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que fornece grande parte da energia à região da África Austral. Enfatizou que existe uma elevada demanda por energia, em virtude dos planos de industrialização na região, que requerem investimentos adicionais para aumentar a capacidade de produção, com foco em energias renováveis como a solar.
O Presidente afirmou que o objectivo de Moçambique é tornar-se um centro regional de exportação de energia eléctrica, sublinhando que a solução para o défice energético dos países vizinhos está em Moçambique. “Temos activos e mercados; o que precisamos é de capital para investir”, afirmou.
Chapo também destacou o potencial agrícola do país, assegurando que Moçambique possui as condições necessárias para garantir a segurança alimentar interna, bem como exportar produtos agrícolas, como a castanha de caju e a macadâmia, para mercados como o da China.
Concluindo a sua intervenção, o Presidente reafirmou a importância do transporte aéreo para fortalecer as ligações entre Moçambique e a Etiópia, afirmando a necessidade de continuar a construir relações comerciais frutíferas entre os dois países.
Nos últimos cinco anos, Moçambique registou um total de 3.600 acidentes de trabalho, com maior incidência no sector industrial.
Esta informação foi revelada pelo Secretário Permanente do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Paulo Beirão, durante a celebração do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.
Dos acidentes reportados, 83 resultaram em fatalidades, sendo que algumas mortes foram atribuídas a doenças profissionais, como stress e depressão. Estes problemas estão frequentemente ligados a situações de pressão excessiva, insegurança no emprego e sobrecarga de actividades.
O Ministério observa a necessidade urgente de medidas que promovam um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para todos os trabalhadores no país.
O Governo de Moçambique anunciou a aprovação de novos salários mínimos para sete sectores de actividade, excluindo a Função Pública.
Esta decisão decorre de um consenso alcançado entre as partes que integram a Comissão Consultiva do Trabalho (CCT), incluindo o Governo, os trabalhadores e os empregadores.
No que se refere à Função Pública, o salário mínimo permanece fixado em 8.758,00 meticais desde 2022, segundo a Tabela Salarial Única (TSU). Também inalterado, permanece o salário do subsector da pesca de Kapenta, que é de 4.991,09 meticais.
O anúncio foi feito pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, na habitual conferência de imprensa pós-reunião, que se realizou hoje em Maputo. Impissa, que desempenha igualmente funções como Ministro da Administração Estatal e Função Pública, esclareceu que não houve consenso sobre a revisão salarial na Função Pública e no subsector da pesca de Kapenta.
Nos restantes sectores, os aumentos variam entre 3% e 9,8%. Por exemplo, no sector de agricultura, pecuária, caça, florestas e silvicultura, o salário mínimo será ajustado de 6.688 meticais para 7.072 meticais, representando um aumento de 5,74%. No sector da pesca marítima, o salário passa de 6.726,88 meticais para 7.063,22 meticais, um incremento de 5%.
O subsector das grandes empresas da indústria extractiva mineira verá o seu salário subir de 15.176,70 meticais para 16.239,06 meticais, correspondendo a um aumento de 7%. Na indústria transformadora, o salário mínimo ascende de 10.147,50 meticais para 10.622,50 meticais, um aumento de 4,7%.
Os reajustes foram cuidadosamente ponderados, tendo em consideração a capacidade produtiva nacional, bem como a situação económica dos sectores envolvidos. Impissa destacou que foram avaliados também os impactos internos e externos na economia, como conflitos no Médio Oriente e eventos climáticos extremos.
Os novos salários mínimos entrarão em vigor em todo o território nacional a partir de 1 de Abril de 2026.
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A Fundação Ariel Glaser solicitou à Agência de Informação de Moçambique (AIM) que emita um esclarecimento sobre o artigo publicado sob o título “ONG acusada de despedimentos ilegais”. Este pedido é realizado em acordo com os princípios gerais do direito de resposta.
A Fundação Ariel Glaser esclarece, desde já, que é uma organização não governamental moçambicana e não uma entidade estrangeira, operando em estreita colaboração com o sector de saúde nacional.
Em relação aos factos noticiados, a Fundação informa que os indivíduos mencionados no artigo não são empregados da mesma. Estes trabalhadores estão, na verdade, vinculados à CONTACT, uma agência de emprego privada, que é a responsável pela gestão dos seus contractos de trabalho.
Os contractos em questão foram celebrados no âmbito de um acordo de prestação de serviços entre a CONTACT e a Fundação Ariel Glaser, através do qual esses trabalhadores foram alocados às actividades mencionadas. Neste sentido, a rescisão dos contractos de trabalho resulta do seu término, seguindo o fim desse acordo de serviços, em conformidade com a legislação laboral moçambicana aplicável.
Adicionalmente, a Fundação Ariel Glaser está a acompanhar de perto a situação e reafirma que todo o processo está a ser conduzido dentro das responsabilidades das entidades envolvidas, respeitando a dignidade das pessoas envolvidas e cumprindo o quadro legal aplicável.
A Fundação permanece comprometida com a continuidade dos serviços de saúde nas áreas em que intervém, assegurando a prestação de cuidados essenciais às comunidades que serve.
A Fundação Ariel Glaser mantém-se disponível para fornecer quaisquer esclarecimentos adicionais através dos seus canais institucionais.
Mais de duzentos gestores públicos em Moçambique foram notificados para devolverem valores que foram utilizados de forma indevida.
Este procedimento resultou na recuperação de mais de quatrocentos milhões de meticais, quantia que havia sido mal empregue em diversas instituições do Estado.
As informações foram apresentadas pela Presidente do Tribunal Administrativo, Ana Maria Gemo, durante a cerimónia de abertura da Décima Terceira Sessão Ordinária do Conselho Judicial dos Tribunais Administrativos, Fiscais e Aduaneiros. O evento decorreu na capital, Maputo, e evidencia os esforços contínuos na luta contra a má gestão de recursos públicos.
A revelação sublinha a importância da transparência e responsabilidade na administração pública em Moçambique, destacando o compromisso das autoridades em garantir que os fundos do Estado sejam utilizados de forma adequada e em benefício da população.
Uma onda de violência tem assolado a província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, resultante de rumores absurdos relacionados com o desaparecimento e o encolhimento dos pénis masculinos, alegadamente provocados por poderes sobrenaturais.
Este fenómeno, que já levou à morte de pelo menos oito pessoas, tem gerado a formação de grupos de linchamento que atuam sob a crença nestas alegações sem fundamento.
Os rumores começaram na Tanzânia e rapidamente se propagaram para o sul, onde se afirma que algumas pessoas têm a capacidade de fazer desaparecer ou encolher os órgãos genitais masculinos com um simples toque no ombro ou um aperto de mão. Os dados apontam que, desde 18 de abril, a província de Cabo Delgado morreu cinco pessoas em linchamentos em massa, vítimas da crença popular.
A situação agravou-se, tendo chegado também à província de Zambézia. Em Macuse, no distrito de Namacurra, três pessoas foram mortas por grupos que acreditavam nestas alegações fantasiosas. Na capital provincial, Quelimane, as autoridades policiais intervieram antes que um novo linchamento pudesse ocorrer, detendo sete indivíduos sob a acusação de incitação à violência.
De acordo com informações da estação de televisão independente STV, mais sete jovens foram apreendidos por agredirem um homem de 55 anos que acreditavam ter o poder de encolher pénis. Os acusadores alegaram que este indivíduo era responsável por casos de “atrofia dos órgãos genitais masculinos”.
Numa conferência de imprensa conjunta realizada na capital da província de Cabo Delgado, Pemba, a polícia e as autoridades sanitárias confirmaram que os linchamentos causaram cinco mortes na região, distribuídas entre Mocímboa da Praia, Ancuabe, Chiúre e Metuge. O comandante da polícia provincial, Assane Nyito, anunciou a detenção de 25 pessoas em relação a estes homicídios.
O diretor dos Serviços de Saúde de Cabo Delgado, Edson Fernando, afirmou que as equipas multidisciplinares constituídas para investigar os supostos casos de encolhimento dos pénis não identificaram anomalias nos indivíduos analisados. “Estes casos são resultado de pânico social coletivo”, declarou Fernando.
As alegações de bruxas que roubam pénis não são novidade; relatos semelhantes existiram durante as perseguições às bruxas na Europa medieval. O controverso manual de caça às bruxas do século XV, “Malleus Malificarum”, afirmava que as bruxas podiam roubar pénis e até transformá-los em animais de estimação.
O campo do Mahafil foi o palco da entrega de 1200 bolas a várias escolas, numa iniciativa promovida pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF), liderada pelo presidente Feizal Sidat.
Este evento insere-se no âmbito do projecto de massificação do futebol em Moçambique, que visa incentivar a prática do desporto-rei em todo o país.
A cerimónia contou com a participação de representantes do Município de Maputo e da Associação de Futebol da cidade, reforçando a colaboração entre as entidades locais e a FMF. O programa, intitulado FIFA For Schools, tem como objectivo fundamental educar e motivar os jovens para a prática desportiva, enfatizando a importância do investimento no futebol como meio de desenvolvimento social e educativo.
Feizal Sidat destacou, durante o evento, a relevância de ocupar as crianças com actividades desportivas, afastando-as de comportamentos prejudiciais como o consumo de drogas. “Queremos com este tipo de iniciativas chamar atenção para a necessidade de ocupar as crianças com desporto. A ideia é que o desporto esteja sempre aliado à educação, razão pela qual priorizamos as escolas”, afirmou.
Este esforço da FMF reflete um compromisso contínuo de promoção do futebol e dos seus valores nas comunidades, alicerçando bases sólidas para um futuro desportivo mais robusto em Moçambique.
O Secretário Permanente do Ministério da Defesa Nacional, Casimiro Mueio, realçou a relevância da integração dos direitos humanos nas operações das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Durante a abertura da Primeira Conferência sobre os Direitos Humanos e as Forças Armadas de Moçambique, realizada no Instituto Superior de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza, Mueio sublinhou a necessidade de valorizar e respeitar a dignidade humana nas actividades militares.
Mueio enfatizou que o compromisso com os direitos humanos, no âmbito da defesa e segurança, fortalece a eficácia das actuações das FADM. O evento reúne especialistas e autoridades do sector, com o intuito de promover o diálogo sobre a importância da protecção dos direitos fundamentais no contexto militar.
A conferência representa um passo significativo para a construção de uma cultura de respeito pelos direitos humanos nas Forças Armadas, tornando-as mais confiáveis e adaptadas às exigências contemporâneas de segurança.
As autoridades de saúde moçambicanas procederam, em 2025, à vacinação de pelo menos 2,9 milhões de raparigas com idades entre os 12 e os 18 anos contra o cancro do colo do útero.
A informação foi avançada pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse, durante o lançamento da Semana Africana de Imunização, realizado na passada segunda-feira no município de Matola.
Apesar da cobertura significativa, Isse destacou que ainda persistem desafios em alcançar áreas remotas. No último ano, 3,5 milhões de pessoas foram vacinadas contra a cólera, evidenciando o empenho do governo em reforçar a saúde pública.
O ministro anunciou, igualmente, a introdução da vacina contra a Hepatite B no sistema de saúde do país. “Moçambique dispõe actualmente de vacinas para 14 doenças, o que contribuiu de forma significativa para a redução da mortalidade infantil. Temos a intenção de ampliar a vacinação contra a malária e introduzir a vacina da Hepatite B. Pretendemos também reforçar a vacinação contra a poliomielite, cólera e Mpox. Será garantida a distribuição de equipamentos, como arcas frigoríficas com painéis solares, para assegurar a preservação das vacinas, mesmo nas zonas mais remotas”, afirmou.
Isse fez um apelo aos jovens, sensibilizando-os para a prevenção de gravidezes precoces, uma vez que o país regista anualmente cerca de 700 mil gravidezes indesejadas, principalmente entre adolescentes.
A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens, para uma empresa que opera no ramo de Turismo, Logística e Transporte. Saiba mais.
As chuvas intensas que têm assolado a cidade e a província de Maputo nos últimos dias estão a dificultar o acesso à Lixeira de Hulene, situação que tem contribuído para a irregularidade na deposição de resíduos e o acúmulo de lixo em vários bairros e vias públicas.
De acordo com um comunicado da Empresa Municipal de Salubridade do Conselho Municipal de Maputo, a precipitação tem causado a degradação das vias de acesso ao local, caracterizada pelo acúmulo de água e formação de lama. Esta condição tem dificultado significativamente a circulação dos veículos encarregues da recolha e transporte de resíduos sólidos urbanos.
Em resposta a este desafio, o Conselho Municipal de Maputo está a envidar esforços para mitigar os efeitos da situação. Isso inclui a mobilização de meios alternativos e a avaliação contínua das condições de acesso, com o intuito de restabelecer a normalidade o mais rápido possível.
A autarquia faz um apelo à população, solicitando a compreensão e colaboração de todos os munícipes no reforço de boas práticas de gestão de resíduos, numa tentativa de evitar o descarte indiscriminado em locais impróprios enquanto se aguarda a normalização do serviço.
A chegada do navio petroleiro MT DEE 4 LARCH aos portos moçambicanos representa um importante alívio para a crise de combustível que tem afectado a mobilidade e as actividades económicas em várias províncias do país.
A partir desta semana, o mercado nacional de combustíveis receberá uma injecção de 45 milhões de litros de gasolina, um passo crucial para mitigar a escassez que tem impactado a rotina dos moçambicanos.
O navio atracou na tarde de ontem no Terminal de Combustíveis do Porto da Beira, onde iniciou o descarregamento de 11 milhões de litros de gasolina destinados a suprir a carência sentida na zona centro de Moçambique. Este movimento logístico segue-se ao descarregamento, realizado na última sexta-feira, de aproximadamente 20 milhões de litros de gasolina no Terminal de Combustíveis do Porto de Maputo.
A estratégia de distribuição está desenhada para estabilizar o abastecimento em todo o território nacional e não se limita apenas à região centro. De acordo com informações do jornalista Brito Simango, da Televisão de Moçambique (TVM), o MT DEE 4 LARCH seguirá viagem ao longo desta semana rumo ao Terminal de Combustíveis do Porto de Nacala, onde está previsto o descarregamento de cerca de 11 milhões de litros de gasolina.
Além disso, o périplo do navio culminará no norte do país, no Terminal de Combustíveis do Porto de Pemba, onde serão descarregados 2,5 milhões de litros de gasolina. A carga total de 45 milhões de litros foi destinada exclusivamente para o consumo interno, uma medida que é vista como um passo crítico para reduzir as longas filas que têm sido observadas nos postos de abastecimento nas últimas semanas.
Essas filas prolongadas têm condicionado não apenas a rotina diária dos cidadãos, mas também o funcionamento de diversos sectores produtivos, reflectindo a urgência da situação. As autoridades competentes estão a monitorar de perto a cadeia de distribuição para assegurar que o combustível chegue, com a maior celeridade possível, às bombas de abastecimento e, consequentemente, aos consumidores finais.
A chegada do MT DEE 4 LARCH é um sinal positivo para a recuperação do setor e para a normalização do abastecimento, destacando a importância de medidas eficazes na gestão de crises de abastecimento de combustíveis em Moçambique. O governo e as entidades responsáveis prometem esforços contínuos para evitar que cenários semelhantes se repitam no futuro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas do jantar anual com jornalistas correspondentes da Casa Branca, na noite deste sábado, em Washington, D.C., após um homem disparar tiros no local.
Este incidente levanta preocupações sobre a segurança em eventos de alto perfil, especialmente em um marco histórico como o Washington Hilton.
O Washington Hilton é conhecido não apenas por ser sede de eventos políticos importantes, mas também por ter sido o local onde, em 30 de Março de 1981, o ex-presidente Ronald Reagan foi baleado. Naquela ocasião, Reagan foi gravemente ferido quando uma bala de revólver ricocheteou na lateral da limusine presidencial, atingindo-o na axila esquerda. O ex-presidente sofreu uma fractura de costela, perfuração de pulmão e graves hemorragias internas, necessitando de cirurgia e recebendo alta hospitalar apenas em 11 de abril.
O hotel, inaugurado em 1965 e famoso pelo seu formato em asa, tem uma longa história de hospedar eventos significativos. O jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, que reúne jornalistas e figuras políticas, é um dos eventos mais aguardados do calendário político americano.
Após o disparo ocorrido durante o evento deste sábado, os agentes de segurança rapidamente evacuaram Trump e tomaram medidas para assegurar a segurança dos presentes. Detalhes sobre o atirador e as circunstâncias que levaram ao incidente ainda estão a ser investigados pelas autoridades.
Este episódio reitera a importância de protocolos de segurança eficazes em eventos públicos, especialmente aqueles que envolvem figuras de destaque, e recorda momentos históricos marcantes relacionados à segurança do presidente dos Estados Unidos. A capacidade de resposta das equipes de segurança e a vigilância constante permanecem cruciais para garantir a segurança dos líderes e do público em geral.
Um incêndio florestal, apelidado de Sandy, está a ameaçar milhares de residências no condado de Ventura, próximo a Los Angeles, na Califórnia.
O fogo, que...
Mais de 1.500 trabalhadores do Conselho Municipal de Quelimane iniciaram hoje uma greve por tempo indeterminado, reivindicando o pagamento de sete meses de salários...
Na presente campanha de comercialização, os agricultores do distrito de Mecanhelas, localizado no sul da província do Niassa, poderão arrecadar cerca de 670 milhões...