A entrada de nove fêmeas de rinoceronte-branco no Parque Nacional de Zinave (PNZ), na província de Inhambane, no sul de Moçambique, marca a conclusão do regresso dos conhecidos “Big Five” (leão, elefante, búfalo, leopardo e rinocerontes).
Este acontecimento representa um marco significativo para a recuperação da biodiversidade nacional.
O PNZ é agora o único parque nacional em Moçambique onde os visitantes podem observar as cinco espécies mais procuradas pelos turistas de safári. Esta nova realidade posiciona o país de forma destacada no mercado de ecoturismo africano, criando condições propícias para atrair mais visitantes, tanto nacionais como internacionais.
Com uma oferta turística mais completa, o parque ganhará capacidade para gerar receitas mais elevadas através de taxas de entrada, alojamento, actividades turísticas e serviços associados. António Abacar, administrador do PNZ, realçou que este feito abre novas perspectivas para o desenvolvimento económico da região. Segundo ele, “a chegada deste último grupo de nove rinocerontes-brancos não representa apenas um avanço na recuperação do parque, mas também uma oportunidade para fortalecer o turismo e criar benefícios económicos duradouros.”
Abacar acrescentou que Zinave se consolida como o único parque nacional em Moçambique onde é possível encontrar os Big Five. Este sucesso aumenta a atractividade do parque para operadores turísticos e visitantes, gerando novas oportunidades de crescimento económico.
O administrador destacou que esta realização resulta da colaboração entre várias instituições comprometidas com o potencial económico e turístico da área de conservação. “O que estamos a testemunhar hoje é o resultado de uma forte parceria entre a Administração Nacional das Áreas de Conservação, a Peace Parks Foundation e a Exxaro, na qualidade de doador, que acreditam no potencial de Zinave para gerar desenvolvimento sustentável através do turismo”, explicou.
O impacto económico previsto estende-se também às comunidades locais. O aumento do fluxo de visitantes poderá traduzir-se em mais emprego, oportunidades para pequenas empresas e maior circulação de rendimento nas áreas circunvizinhas ao parque. Abacar afirmou que o crescimento do turismo pode trazer benefícios concretos para as populações que habitam nas imediações. “Um parque mais atractivo para o turismo significa mais visitantes, mais postos de trabalho e mais receitas. Parte destes recursos reverte para as comunidades locais através de mecanismos de partilha de benefícios, contribuindo para a melhoria das condições de vida das populações”, detalhou.
A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), responsável pela gestão das áreas de conservação do país, desempenhou um papel central neste processo, promovendo modelos que conciliam a preservação ambiental e a geração de rendimento.
As áreas de conservação sob a gestão da ANAC ocupam aproximadamente 25 por cento do território nacional e representam um recurso estratégico para o desenvolvimento do ecoturismo, um sector com elevado potencial para atrair investimentos, criar emprego e diversificar a economia moçambicana.













