A Ucrânia acusou, na quarta-feira, a Rússia de tentar “alargar a guerra” e incluir outras partes ao fazer colidir um avião de combate russo com um drone norte-americano que acabou por se autodestruir no Mar Negro.
“O incidente com o drone americano MQ-9 Reaper, causado pela Rússia no Mar Negro é um sinal de [que o Presidente russo, Vladimir] Putin está pronto para expandir a zona de conflito e envolver outras partes”, afirmou o secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia, Oleksiy Danilov, numa mensagem divulgada através da rede social Twitter.
Na terça-feira, a NATO informou os aliados sobre o “incidente”, classificado pela Casa Branca como “ato irrefletido” que, no entanto, levou Washington a convocar o embaixador russo em Washington.
Numa mensagem publicada esta quarta-feira, o embaixador, Anatoli Antonov, pediu a Washington que termine com os voos hostis perto da fronteira russa, referindo que a Rússia considera “claramente hostis todas as ações com recurso a armamento norte-americano” junto das fronteiras russas.
Segundo o Ministério da Defesa russo, os caças russos não utilizaram armas nem provocaram a queda do ‘drone’ norte-americano.
Já o comandante das Forças Aéreas norte-americanas na Europa, James Hecker, adiantou que o ‘drone’ MQ-9 “estava a realizar operações de rotina no espaço aéreo internacional quando foi intercetado e abalroado por uma aeronave russa, resultando na queda e perda do MQ-9”.
O ministério disse que o drone (aparelho aéreo não tripulado) dos Estados Unidos sobrevoava nesse momento uma zona perto da fronteira russa e dirigia-se para uma área considerada exclusiva pelas autoridades russas.
Foi ainda indicado que foram enviados caças para intercetar o ‘drone’, que se terá despenhado no mar após uma súbita manobra.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, visita na quarta-feira a província da Zambézia, para se inteirar dos efeitos do ciclone Freddy.
Naquela província, o Chefe do Estado vai visitar as zonas e infra-estruturas afectadas pelo Ciclone “FREDDY”, que atingiu recentemente parte da província da Zambézia, bem como reunir com o Comité Operativo de Emergência.
O Presidente Nyusi irá, igualmente, proferir, a partir daquele ponto do país, uma Comunicação á Nação, no âmbito da situação de emergência, em consequência das calamidades naturais.
A polícia de Viena intensificou as patrulhas armadas em diversos locais da capital austríaca, incluindo igrejas, na quarta-feira, depois de a agência de informação interna do país ter recebido informações que sugeriam a iminência um ataque islamista.
“Ainda não é possível estimar quanto tempo durará este reforço policial dos locais”, disse a polícia de Viena no Twitter.
A autoridade acrescentou que se conseguirem reduzir o alerta de ameaça para um local específico, emitirão imediatamente um aviso, segundo a agência Reuters.
A Administração Nacional de Estradas (ANE) comunica o condicionamento na transitabilidade em algumas estradas que atravessam as bacias dos rios Munhonha e Namacurra, nos distritos de Nicoadala e Namacurra respectivamente na província da Zambézia.
O facto deve-se as chuvas intensas que se registam naqueles pontos do país nos últimos dias decorrentes do Ciclone “Freddy”.
A ANE comunica que se encontram intransitáveis por ter ocorrido o galgamento das águas pluviais em cerca de 40 centímetros acima do pavimento da estrada o quilómetro 14, do troço da Estrada N1, no sentido Nicoadala-Chimuara e o quilómetro 31, do troço igualmente da Estrada N1, no sentido Nicuadala-Namacura.
“Neste momento, equipas técnicas da ANE, IP encontram-se no terreno a monitorizar a situação e a avaliar possíveis danos, cuja solução poderá ser comunicada assim que se registar o abaixamento das águas pluviais” sublinha a ANE, IP em comunicado citado pela AIM.
Ainda no mesmo âmbito, na rede de estradas da província de Tete, a Delegação Provincial da Administração Nacional de Estradas (DPANE) comunica que se encontram intransitáveis os troços da Estrada N322, no sentido Madamba a Rio Chire, bem como do quilómetro 115 a quilómetro 218, em Dziwe-Dziwe dois, devido ao galgamento e alagamento da plataforma da estrada
Reporta ainda constrangimentos na Estrada N300, no sentido Nhamayabué a Vila Nova de Fronteira, intransitável no km 32 devido ao galgamento, erosão e destruição parcial de estrutura de drenagem.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural lançou, o “Resultado da Avaliação da Segurança Alimentar Pós-Colheita 2022” no país. No evento, o ministro do sector, Celso Correia, deu explicações sobre os dados que indicam que 90% da população têm três refeições ao dia.
Há dias, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural disse, em Roma, que 90% da população moçambicana tem três refeições ao dia, o que gerou debate na sociedade.
Esta quarta-feira, Celso Correia veio a público explicar-se, no lançamento do Resultado da Avaliação da Segurança Alimentar Pós-Colheita 2022.
De acordo com o ministro, o Resultado da Avaliação da Segurança Alimentar Pós-Colheita 2022, foi um estudo feito no ano passado, em 151 distritos, e seguiu alguns critérios.
Com base nesses critérios, disse o governante, foi constatado que 16 milhões de pessoas alimentam-se bem, ou seja, têm as três refeições por dia.
Segundo o ministro, apesar de factores como o clima e o terrorismo estarem a contribuir negativamente no processo de desenvolvimento, o país está num bom caminho e em melhor posição, comparativamente a outros países da África Austral.
A polícia paquistanesa afirmou que desistiu temporariamente de deter o ex-primeiro-ministro Imran Khan, após dois dias de confrontos entre as forças de segurança e apoiantes do antigo chefe de Governo do Paquistão.
“Os polícias foram temporariamente retirados de Zaman Park [residência de Khan] porque o número de manifestantes é elevado e os agentes não têm armas”, disse à agência de notícias EFE o ministro da Informação interino da província de Punjab, Amir Mir.
A fonte afirmou que membros das forças de segurança têm sido “constantemente espancados com pedras, paus e fisgas”, referindo ainda que a detenção de Khan ocorrerá “no momento certo”.
Só hoje, 67 polícias ficaram feridos em confrontos com apoiantes da ex-estrela do críquete paquistanês, segundo o ministro paquistanês.
O partido da oposição Tehreek-e-Insaf (PTI, do qual Khan é o líder), denunciou que centenas dos seus apoiantes foram feridos nos últimos dois dias e o ex-primeiro-ministro também acusou, em mensagens publicadas na rede social Twitter, as autoridades paquistanesas de quererem o sequestrar e depois assassinar.
Após a retirada das forças de segurança, o PTI mostrou no Twitter imagens de Khan do lado de fora de sua residência na cidade de Lahore, no leste do país, a sorrir junto com alguns dos seus apoiantes.
Um contingente de polícias provenientes de Islamabade tentou na terça-feira deter Khan na sua residência, na cidade oriental de Lahore, após uma outra tentativa fracassada no dia 05 de março.
Os incidentes ocorreram após um tribunal paquistanês emitir novamente mandados de detenção para o líder do PTI, por não comparecer a repetidas audiências relacionadas ao caso das prendas que recebeu quando servia como primeiro-ministro e que ocultou nas suas declarações ao fisco.
A lei permite que os funcionários do governo fiquem com as prendas, desde que paguem ao Estado uma fração do seu valor, previamente avaliado pelas autoridades.
Khan também foi implicado em outros casos e faltou a várias audiências nos últimos meses, alegando problemas de saúde após sofrer ferimentos a tiro em ambas as pernas, numa tentativa de assassínio em novembro passado.
Esta recusa em comparecer diante do tribunal levou à emissão de outro mandado de detenção, do qual os advogados de Khan apelaram na terça-feira.
Khan foi destituído do seu cargo em abril após a votação de uma moção de desconfiança, que o ex-governante atribuiu a uma ação dos Estados Unidos, embora mais tarde tenha afirmado que foi o ex-chefe do Exército do Paquistão, Qamar Bajwa, que conspirou para o retirar do cargo.
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A Rússia negou, na terça-feira, ter atingido o drone militar americano, num incidente sobre águas internacionais no Mar Negro.
O ministério da Defesa russo revelou que os caças não entraram em contacto com o aparelho abatido, levantando suspeitas de que o incidente aconteceu devido a “manobras bruscas”, avança a agência Reuters.
“Os caças russos não utilizaram as armas a bordo, não contactaram com os veículos aéreos não tripulados, e regressaram em segurança à base aérea”, referiu.
A Rússia vem justificar-se depois de as Forças Armadas norte-americanas anunciarem que um caça SU-27 da Força Aérea russa colidiu com um ‘drone’ dos Estados Unidos, no Mar Negro.
“O nosso drone MQ-9 estava a realizar operações de rotina no espaço aéreo internacional quando foi intercetado e atingido por um avião russo, resultando num acidente e na perda total do MQ-9”, referiu o General da Força Aérea dos EUA, James Hecker, citado pela Sky News.
O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, descreveu a situação como “insegura e pouco profissional” e revelou que o presidente norte-americano, Joe Biden, já foi informado.
A falta de comunicação telefónica na cidade de Quelimane está a condicionar a assistência às famílias afectadas pelo ciclone tropical Freddy, na província da Zambézia.
A secretária de Estado nesta província, Cristina Mafumo, disse que devido a este facto, as autoridades não têm a dimensão real dos danos causados pelo ciclone, entretanto, destaca que a prioridade são as famílias que estão em abrigos provisórios.
Mafumo revelou que extensas áreas de cultivo de arroz estão submersas em Namacata e Mucelo, no distrito de Nicoadala.
Em Quelimane e Nicoadala várias casas, escolas e unidades sanitárias foram atingidas pelo ciclone.
Nove pessoas morreram vítimas de cólera, na província de Manica, nas últimas duas semanas. As autoridades de saúde afirmam que o fecalismo a céu aberto associado ao consumo de alimentos contaminados pode estar a contribuir para o aumento dos casos e mortes pela doença.
A província de Manica está a ser assolada pelo surto da cólera desde o mês de Fevereiro. Até ao momento, o sector da saúde registou mais de 500 casos da doença, dos quais sete perderam a vida nas últimas duas semanas.
“Das pessoas que morreram, algumas são do distrito de Tambara e outras do distrito de Chimoio. São pacientes que chegaram num estado muito crítico e não foi possível reanimá-los, por isso acabaram perdendo a vida ”, disse Flávio Meque, médico-chefe da província de Manica.
A Cidade de Chimoio é a que apresenta o maior número de casos de diarreia e vómito. O médico-chefe provincial explicou que estão em curso trabalhos de mapeamento nos bairros, com vista a evitar mais casos.
“Estamos a ter casos ao nível dos 34 bairros existentes na cidade de Chimoio. Em cada um dos bairros temos pelo menos dois a três casos da doença, por isso afirmamos que a situação está crítica”
De acordo com Flávio Meque, o fecalismo a céu aberto está entre as principais causas do alastramento de cólera.
“A maior parte da população não tem latrinas, e os poucos que têm, as condições não são as melhores. Nós temos feito trabalhos de sensibilização para que pelo menos se garanta a limpeza das latrinas de modo a evitar maior reprodução de moscas que é o que transporta o vibrião colérico ”
No centro de tratamento de cólera, montado na unidade sanitária de Chissui, em Chimoio, encontram-se internados 54 pacientes.
As jovens permaneceram detidas durante dois dias, tendo sido forçadas a gravar uma confissão falsa num novo vídeo, no mesmo local onde se filmaram a dançar.
Cinco jovens iranianas foram detidas, depois de, na semana passada, terem publicado um vídeo a dançar ao som de ‘Calm Down’, tema do cantor nigeriano Rema e da norte-americana Selena Gomez, com os cabelos descobertos, no Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março.
De acordo com uma página da rede social Twitter que relata o que está a acontecer em Ekbatan, na província de Teerão, as jovens permaneceram detidas durante dois dias, tendo sido forçadas a gravar uma confissão falsa num novo vídeo, no mesmo local onde se filmaram a dançar, desta vez com as cabeças baixas e tapadas.
O mesmo meio tinha, anteriormente, dado conta de que as autoridades estavam a procurar as jovens no local, depois de as imagens – que poderá assistir na galeria acima – se terem tornado virais.
Em fevereiro, um casal foi condenado a 10 anos e meio de prisão por “corrupção e incitação à prostituição”, na sequência de terem publicado um vídeo a dançar na Praça da Liberdade, em Teerão.
Cada vez mais mulheres têm mostrado a sua revolta face ao sistema iraniano desde a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, a 16 de setembro, que foi detida polícia moral por usar o seu hijab “indevidamente”, e severamente espancada sob a sua custódia. A jovem sucumbiu aos ferimentos três dias após a detenção, desencadeando a maior revolução que o regime tem visto desde 1979, resultando na morte de mais de 500 pessoas e na detenção de milhares. Até ao momento, pelo menos quatro manifestantes foram executados.
Um caça russo Su-27 colidiu com um drone americano MQ-9 Reaper sobre o Mar Negro na terça-feira, disse o Comando Europeu do exército dos EUA.
“O nosso avião MQ-9 estava a conduzir operações de rotina no espaço aéreo internacional quando foi intercetado e atingido por um avião russo, resultando num acidente e na perda completa do MQ-9”, disse o General da Força Aérea Americana James Hecker, comandante das Forças Aéreas dos EUA Europa e Forças Aéreas Africanas.
“De facto, este ato pouco seguro e pouco profissional por parte dos russos quase provocou a queda de ambos os aviões”.
O Mar Negro é uma área sob forte vigilância da NATO desde o início da guerra na Ucrânia e costuma ser palco de interações entre drones e aeronaves dos países dessa aliança militar e das Forças Armadas russas.
“É possível que os canais diplomáticos amenizem o ocorrido”, dada a situação altamente inflamável com a Rússia, comentou uma fonte militar à AFP.
Fabricado pela empresa americana General Atomics, o drone Reaper é uma aeronave pilotada remotamente, do tipo MALE, ou seja, de média altitude e longo alcance. O aparelho está equipado com sensores ultramodernos para poder realizar operações de vigilância a uma velocidade de cruzeiro de 335km/h.
Com uma envergadura de 20 metros, tem uma autonomia de mais de 24 horas de voo. Pode carregar vários tipos de armas, como bombas guiadas por laser, ou por GPS, ou mísseis Hellfire. A tripulação em terra é composta por quatro pessoas.
Além dos Estados Unidos, vários exércitos europeus contam com drones Reaper, incluindo Reino Unido, Itália, França e Espanha.
O comandante das forças norte-americanas na Europa, James Hecker, acusou os dois aviões russos de terem feito uma manobra “pouco profissional”, garantindo que os Estados Unidos e os aliados “continuarão a operar no espaço aéreo internacional”.
“Este incidente demonstra falta de competência, além de ser inseguro e pouco profissional”, disse Hecker, explicando que antes da colisão os aviões russos largaram combustível e voaram na frente do ‘drone’ de “forma imprudente”.
O comandante denunciou “um padrão de ações perigosas” por parte dos pilotos russos, num momento particularmente delicado devido à escalada das tensões na Ucrânia.
A Casa Branca disse que o Presidente dos EUA, Joe Biden, já foi informado sobre o incidente, pela voz do conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan.
Enxurradas provocaram uma escavação na estrada Nacional Número Um (EN1), no posto administrativo de Inchope, no distrito de Gondola, em Manica, que causou a interrupção momentânea do trafego rodoviário.
Para a reposição da transitabilidade, a população local foi mobilizada para o tapamento, com solos e vegetação, da ravina profunda.
O Delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE), em Manica, disse que o empreiteiro que faz a manutenção da Estrada Nacional Número Um já foi mobilizado para uma intervenção no troço.
Moisés Dzimba reiterou o apelo aos automobilistas para tomarem precauções nas rodovias por causa de cortes que podem ser originados pelas enxurradas.
Milhares de pessoas saíram à rua em Maputo para acompanhar o cortejo fúnebre do músico moçambicano Azagaia e até houve quem pedisse uma “estátua” para aquele que é considerado o “‘rapper’ do povo em Moçambique”.
“Todo herói merece uma estátua […] nós somos o povo que ele queria no poder e, por isso, queremos uma estátua do Azagaia numa avenida de Moçambique”, disse à Lusa Mike Sérgio, um dos fãs do ‘rapper’ que acompanhou o cortejo fúnebre de Azagaia da Praça da Independência até ao cemitério de Muchafutene, a 25 quilómetros do centro da cidade.
Azagaia, nome artístico de Edson da Luz, morreu na quinta-feira, aos 38 anos, em sua casa, após uma crise de epilepsia, segundo a família do artista.
O funeral foi antecedido por um velório nos Paços do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, onde milhares de pessoas, principalmente jovens, juntaram-se, a partir das 06:00 locais (04:00 em Lisboa), à porta do edifício, localizado na Praça da Independência, para enaltecer o legado de Azagaia.
“O que Azagaia deixa como legado é a preservação das artes e cultura como fatores de coesão social, respeitando a nossa diversidade cultural e criativa”, declarou a ministra da Cultura de Moçambique, Eldevina Materula, no seu discurso no Conselho Municipal de Maputo.
Após o velório, os restos mortais foram levados ao cemitério de Michafutene, na província de Maputo, sempre aplaudido por centenas de pessoas que se posicionaram em vários pontos da Avenida de Moçambique para prestar a última homenagem ao “‘rapper’ do povo”.
“É uma grande perda, não só para o hip-hop moçambicano, mas também para a lusofonia”, declarou o ‘rapper’ moçambicano Duas Caras, reconhecido, tal como Azagaia, como uma referência da música rap em Moçambique.
“Desde cedo, Azagaia foi um observador atento à realidade social e isso inspirou o seu caráter interventivo e combativo perante tudo aquilo que apoquenta a sociedade”, lembrou o ativista moçambicano Adriano Nuvunga, numa mensagem em nome da sociedade civil moçambicana.
A caravana que levou o corpo do músico tinha definido um trajeto que passava pelo Ministério da Defesa e pela residência oficial do chefe de Estado na Avenida Julius Nyerere, mas um contingente policial fortemente armado e com veículos blindados impediu o percurso, obrigando o cortejo a usar uma outra via.
Mesmo assim, no percurso alternativo, entre as avenidas 25 de Setembro e de Moçambique, Azagaia foi acompanhado sempre por uma multidão, o mesmo povo pelo qual tanto lutou durante os cerca de 20 anos de rap de intervenção social.
“É um artista que muito fez pelo país”, lembrou Onésio Agostinho, um outro fã que acompanhou a cerimónia.
Entoando as músicas mais populares de Azagaia, entre ‘Povo no poder’, ‘Cães de Raça’ ou ‘Mentiras da Verdade’, a multidão foi crescendo com a saída da caravana do centro da cidade em direção aos bairros periféricos de Maputo, onde sobretudo comerciantes informais e estudantes esperavam para homenagear o “mano Azagaia”.
“Não estamos tristes, temos alguma esperança no tanto legado que ele deixou para nós. Temos esperança que as coisas vão mudar”, frisou à Lusa Donalda Cumbe, uma jovem fã de Azagaia no meio da caravana.
“Mano Azagaia”, como foi carinhosamente apelidado, ficou célebre pela crítica aberta à governação em Moçambique e por dar voz aos problemas da população, de tal forma que em 2008 chegou a ser questionado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
As rimas não passavam na rádio e televisão públicas e os deputados da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder desde a independência, apontavam-no como intérprete da oposição.
O artista tem estado a ser homenageado em vários pontos do país, principalmente pela juventude, que vai promover, no dia 18, uma marcha pacífica pelo centro da capital para celebrar a obra daquele que era conhecido como o “‘rapper’ do povo”.
As forças russas dispararam, na terça-feira, munições incendiárias de fósforo branco numa área desabitada em Chassiv Iar, perto de Bakhmut, no leste da Ucrânia, segundo constatou no local a agência France-Presse (AFP).
Dois projéteis foram lançados, em intervalos de cinco minutos, pelas 16.45 horas (14.45 horas em Portugal continental), numa estrada a sul da localidade, em direção à cidade vizinha de Bakhmut, onde decorre a batalha mais longa e sangrenta desde o início da invasão russa da Ucrânia.
O zumbido dos dois projéteis foi seguido por explosões de submunições que libertaram inúmeras bolas brancas incandescentes de fósforo que caíram lentamente na vertical, de acordo com a mesma fonte.
Uma vez no solo, as bolas incendiárias pegaram fogo à vegetação de cada lado da via, numa área aproximadamente equivalente à de um campo de futebol.
A AFP não conseguiu confirmar se o local visado era uma posição ou um acampamento das forças de Kiev, mas uma carrinha verde com uma cruz branca, sinal do Exército ucraniano, estava estacionada à entrada de um caminho, na zona incendiada.
As primeiras habitações ficam a cerca de 200 metros de uma das extremidades da área afetada.
As munições de fósforo são armas incendiárias cuja utilização é proibida contra civis, mas não contra alvos militares, ao abrigo de uma convenção assinada em 1980 em Genebra.
Kiev tem acusado Moscovo de utilizar estas munições em várias ocasiões desde o início da ofensiva, em particular contra a população civil, o que o Exército russo rejeita categoricamente.
A ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Atualmente, pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e com a imposição de sanções políticas e económicas a Moscovo.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8.231 civis mortos e 13.734 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Os dados foram avançados no decurso da reunião do Centro Operativo de Emergência (COE) da província da Zambézia, orientada pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago.
Além dos óbitos, há registo provisório de pelo menos 14 feridos e quatro mil famílias afectadas, o correspondente a mais de 22 mil pessoas. Os dados são referentes às pessoas que estão exclusivamente nos centros de Quelimane, Nicoadala, Namacurra e Mocuba.
A província da Zambézia vive uma situação de crise humanitária, por conta da passagem do ciclone tropical Freddy, que, além de matar, deixou rastos de destruição sem precedentes. São milhares de pessoas que perderam as suas habitações e, neste momento, não têm onde morar, nem alimentação, muito menos assistência medicamentosa.
Se os dados de balanço provisório avançados pelo COE provincial são referentes apenas aos centros de acomodação de alguns distritos, só em Quelimane há registo de pelo menos 300 mil pessoas que vivem o drama. Daquele número, mais de 50 mil estão nos centros de acomodação activados em diversas escolas.
Na Escola Primária de Sangariveira, foi activado o centro de acomodação, com pouco mais de duas mil pessoas. No referido centro, há pelo menos 264 pessoas em cada uma das oito salas de aula. Dormem em condições desumanas, porque faltam esteiras, cobertores e outros utensílios. As famílias relatam situação de fome naquele centro. Homens, mulheres e crianças estão entregues à sua sorte.
Em Sangariveira, um dos chefes de uma das salas que acolhe as famílias denunciou a falta de água. Alberto Elizeu disse que as famílias bebem água da chuva sem ter sido tratada: “Estamos a passar por uma situação difícil aqui. Estamos sem água e é por isso que bebemos assim”, precisou.
A questão de saneamento é outro dilema e, se não forem tomadas medidas urgentes, fica iminente a eclosão de doenças como as de origem hídrica.
Depois da reunião do COE provincial, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, fez saber que os centros de acomodação podem provocar uma situação de doenças respiratórias, dado a demanda a que os centros estão sujeitos. Contudo, Tiago anunciou a chegada de um total de nove médicos da Província de Maputo e da cidade da Beira. “São cirurgiões gerais e ortopedistas, uma vez que predomina o trauma, então nós vamos ter estes médicos a apoiar o Hospital Central de Quelimane”, avançou Armindo Tiago.
Aumentou o número de casas abandonadas devido a inundações no bairro Hulene, na Cidade de Maputo.
Actualmente, há cerca de 500 famílias que abandonaram as suas residências, contra 160 registadas há duas semanas.
Já se passa quase um mês em que muitas casas do bairro Hulene, na Cidade de Maputo, estão fechadas e abandonadas. O silêncio nalgumas ruas revela o vazio que o bairro vai ganhando por conta das águas.
Algumas famílias que tiveram a coragem de regressar às suas casas são obrigadas a fazer um pouco de tudo em meio à água.
No bairro Hulene, há águas negras que causam um cheiro nauseabundo, devido à sua mistura com resíduos sólidos.
Um gestor de administração e finanças afecto ao Serviço Provincial dos Combatentes (SPC) de Tete está detido, desde a última sexta-feira, por ter efectuado pagamentos com recurso ao orçamento do Estado em benefício próprio, nos meses de Fevereiro e Março em curso.
O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Tete (GPCCT) afirma que o detido desviou mais de 1.3 milhão de meticais, por via de auto-pagamento de processamento de salário, violando as normas de organização e funcionamento do Sistema de Administração e Financeira do Estado (SISTAFE).
Uma baleia-comum de aproximadamente 40 toneladas com uma “grave lesão” na coluna vertebral foi encontrada perto da praia de Cullera, em Valência, na Espanha. A imagem mostram que a escoliose “de origem desconhecida” pode impedir que o animal nade corretamente.
A Fundação Oceonográfico localizou a baleia-comum, de cerca de 17 metros, e enviou uma equipe de resgate que detectou “uma grave lesão em sua coluna vertebral”.
“A equipe da Fundação Oceanográfico pôde verificar que o animal não estava enredado em nenhuma rede de deriva, mas sofria de um grave desvio na coluna vertebral; uma escoliose de origem desconhecida que alterou completamente sua anatomia”, diz trecho do comunicado.
Uma equipe de veterinários e biólogos do Aquário de Valência fizeram uma avaliação completa do animal, porém não conseguiram colocar o rastreador remoto na baleia para “obter dados mais detalhados sobre sua condição, sua biologia e sua trajetória”.
De acordo com a fundação, o barco de patrulha da Guarda Civil realizou a abordagem segura da baleia, sem colocar em risco a equipe e o animal, que estava a 3,2 km da costa de Cullera.
Após algumas horas, a baleia se afastou da costa e nadou em mar aberto. Segundo os profissionais, é possível que o cetáceo apareça nos próximos dias devido ao seu estado geral e dificuldade para nadar.
Foram publicadas hoje, dia 14 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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