Moçambique acaba de receber 1.7 milhão de doses de vacina contra a cólera, com vista a travar a propagação da doença em algumas províncias do país.
As autoridades de Saúde afirmam que a campanha de vacinação está em preparação, devendo iniciar em breve.
As doses recém-chegadas, segundo indicou o chefe do Departamento de Saúde e Vigilância no Ministério da Saúde (MISAU), Domingos Guihole, destinam-se às cidades de Quelimane, província da Zambézia, Chimoio, em Manica, Beira e Marromeu, em Sofala.
Quelimane, particularmente, registou um aumento significativo de casos, situação propiciada pelas inundações e destruição da rede de abastecimento de água, na sequência do sistema tropical ciclónico Freddy.
O Presidente da República pede a restruturação da dívida dos países em desenvolvimento e com alto nível de endividamento, como forma de reduzir a sua vulnerabilidade ao terrorismo e extremismo violento.
Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento refere que 52 países em desenvolvimento estão com endividamento considerado alto, enfrentando ou em risco de registar situações de violência extrema, em seus territórios.
Falando no Debate de Alto Nível sobre Terrorismo e Extremismo Violento, no Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, Filipe Nyusi disse que o financiamento acessível, para este grupo de países, que representa quase metade das nações mais pobres do mundo, pode minorar o seu risco.
Esta é também a posição da União Africana defendida pelo presidente em exercício da organização e Chefe do Estado das Ilhas Comores, Azali Assoumani.
Já o Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, recordou que ninguém está imune aos actos de terrorismo, realçando, entretanto, os factores que tornam África num dos continentes mais ameaçados.
António Guterres diz que dificuldades sociais básicas e conflitos políticos, em África, continuam a fazer crescer os grupos terroristas que estão a expandir-se pelo continente.
Na mesma lógica da necessidade de se combater o terrorismo garantindo um desenvolvimento sócio-económico, intervieram, ontem, no Debate de Alto Nível sobre Terrorismo e Extremismo, outros dignitários como os presidentes do Gana e da Suíça, e os representantes do Conselho de Segurança da ONU.
Esta tarde, o Presidente da República, Filipe Nyusi, toma parte na Reunião da Comissão sobre a Construção da Paz a Nível de Embaixadores com o tema “A Experiência de Moçambique na Construção da Paz: Lições Aprendidas e Desafios”.
O Tribunal Supremo espanhol decidiu, na quarta-feira, não mudar uma vírgula no acórdão de fevereiro que condenava Manuel Fernández de Sousa-Faro, ex-presidente da Pescanova, a seis anos de prisão pelos crimes de falsidade nas contas anuais, falsificação de informação económico-financeira e desvio de património.
O arguido tinha recorrido, pedindo uma redução da pena para quatro anos e nove meses, o que foi rejeitado.
“Não há lugar a esclarecer ou retificar sobre a nossa sentença”, indica a decisão esta quarta-feira revelada em vários órgãos de comunicação social espanhóis. A entrada de Sousa-Faro na cadeia tinha ficado suspensa até este esclarecimento da Justiça do país vizinho. A única opção para o arguido é agora a Justiça europeia.
Este parece ser o ponto final na história de uma das mais mediáticas insolvências de sempre em Espanha. No passado dia 28 de fevereiro completaram-se 10 anos que esta empresa multinacional nascida na Galiza entrou em incumprimento, com dívidas superiores a 3,5 mil milhões de euros. Seria a maior falência não imobiliária da história de Espanha. O ex-presidente da Pescanova fora ainda condenado a indemnizar os investidores lesados em mais de 125 milhões de euros.
A empresa acabaria, no entanto, por ganhar nova vida através da Nueva Pescanova, criada em 2015. De acordo com o Jornal de Negócios, esta regista hoje uma faturação superior a mil milhões de euros, sendo que, desde 2020, o maior acionista da Nueva Pescanova é o Abanca, com 93% do capital, tendo injetado 70 milhões de euros na empresa em janeiro deste ano.
O Governo conservador britânico anunciou, esta quarta-feira, que pretende transferir para antigas bases militares britânicas “vários milhares” de imigrantes ilegais e candidatos a asilo atualmente hospedados em hotéis, apesar da oposição das autarquias do próprio Partido Conservador.
O secretário de Estado para a Imigração britânico, Robert Jenrick, disse na Câmara dos Comuns (câmara baixa do parlamento) identificou três antigas bases militares nos condados de Lincolnshire, Essex e East Sussex onde os imigrantes serão hospedados em casernas e cabinas temporárias.
O executivo “continua a explorar a possibilidade” de usar barcos como alojamento temporário, acrescentou.
“O bem-estar dos imigrantes ilegais não deve ser elevado acima do dos britânicos”, argumentou Robert Jenrick, invocando a necessidade de reduzir a despesa do Governo com a acomodação temporária, estimada em cerca de seis milhões de libras diárias (6,8 milhões de euros ao câmbio atual).
O recurso a hotéis vai continuar, admitiu o governante, mas estas medidas “vão aliviar a pressão” sobre os serviços públicos locais.
O sistema de imigração do Reino Unido está sobrecarregado com milhares de imigrantes que atravessam em pequenas embarcações o Canal da Mancha para pedir asilo. No ano passado, chegaram mais de 45.000 pessoas, contra cerca de 300 em 2018.
O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, assumiu como prioridade “parar os barcos” e introduziu no início do mês uma proposta de lei para deter imigrantes ilegais e enviá-los para países terceiros para terem o pedido de asilo processado.
O anúncio destas medidas coincide com a contagem decrescente das eleições locais, previstas para maio, numa altura em que o Partido Conservador continua em desvantagem relativamente ao ‘Labour’ (Partido Trabalhista).
Porém, os planos do Governo divulgados hoje enfrentam a resistência de autarquias locais lideradas por conservadores.
O deputado ‘tory’ (conservador) que representa Lincolnshire, Edward Leigh, avisou Jenrick que a autarquia de West Lindsey pretende “lançar imediatamente uma providência cautelar” contra esta má decisão que “não é baseada em boa governação, mas na política de tentar fazer alguma coisa”.
A autarquia de Braintree, em Essex, igualmente de maioria conservadora, também condenou a escolha, alegando que a base aérea de Wethersfield é inadequada e os serviços locais não têm capacidade, e lançou uma providência cautelar provisória.
O Partido Trabalhista, a principal força da oposição, concordou com a necessidade de conter custos, mas criticou o Governo por não ter encontrado locais mais baratos e soluções mais cedo.
“A declaração de hoje é uma admissão de fracasso. Talvez seja por isso que a ministra do Interior tenha pedido ao secretário de Estado da Imigração que a fizesse em seu lugar”, afirmou a deputada trabalhista Yvette Cooper.
O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 17, 25 por cento.
O Banco Central, diz que a decisão resulta da manutenção das perspectivas de uma inflação de um dígito, no médio prazo e a materialização e agravamento de alguns riscos associados às projecções de inflação, com destaque para a ocorrência de desastres naturais e o aumento da pressão sobre a despesa pública.
A próxima reunião ordinária do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique está agendada para dia 31 de Maio próximo.
Pelo menos 31 pessoas morreram, entre as quais três crianças, e 230 foram resgatadas após um incêndio num navio no sul das Filipinas.
A embarcação “Lady Mary Joy 3” fazia a ligação entre a cidade de Zamboanga e a ilha de Jolo, na província de Sulu, quando o incêndio teve início, na quarta-feira à noite. Vários passageiros saltaram para o mar para escapar às chamas, informou o coordenador das operações de resgate, Nixon Alonzo.
“Inicialmente registramos 13 mortes. Depois recebemos informações de mais 18 mortes, o que eleva o balanço a 31”, afirmou Jim Salliman, governador da província de Basilan, onde aconteceu a tragédia.
Entre os corpos recuperados, três eram de crianças, incluindo um bebê de seis meses. As equipas de resgate, que receberam o apoio da Guarda Costeira filipina e de pescadores, salvaram 195 passageiros e 35 tripulantes após o incêndio, que deflagrou quando a embarcação estava nas proximidades da ilha Baluk-Baluk, na província de Basilan.
As autoridades também anunciaram um balanço de 14 feridos.
O governador Salliman afirmou que o número de vítimas pode ser ainda maior porque o número de passageiros superava os 205 registados na lista de embarque. “Provavelmente há passageiros que não foram registados na lista de embarque”, disse.
A causa do incêndio não foi determinada até ao momento.
Os sobreviventes foram levados para Basilan, onde os feridos receberam atendimento para queimaduras.
As Filipinas, um arquipélago de mais de sete mil ilhas, têm um sistema de transporte marítimo com muitos problemas, com acidentes frequentes.
O surto da cólera que se regista em Manica já provocou, nos últimos dois meses, a morte de sete pessoas e 711 internamentos na cidade de Chimoio, capital da província de Manica.
O número de casos de contaminação pela cólera na capital da província de Manica continua a subir. Neste momento estão internados, em Chimoio, 37 pacientes padecendo da doença. O número cumulativo internados cólera e diarreias é de 270 pacientes.
A cólera eclodiu em finais de Janeiro, tendo o primeiro caso sido diagnosticado no distrito de Tambara, onde matou duas pessoas e fez 63 internamentos. Porém, neste momento a doença está controlada em Tambara, a norte da província de Manica.
Na segunda-feira passada Tambara não tinha pacientes internados por cólera, segundo a Rádio Moçambique. No entanto, a cidade de Chimoio é a que apresenta o maior número de casos da doença.
Dois helicópteros do exército dos EUA colidiram durante uma missão de treino no estado do Kentucky na noite de quarta-feira.
A notícia foi avançada pelo jornal norte-americano The New York Times. O alerta para o acidente foi dado cerca das 22h00 locais, o equivalente às 3h00 de quinta-feira em Portugal.
Até ao momento, é desconhecido o número de vítimas. Sabe-se, no entanto, ao que avança o governador, que haverá mortos.
Sete pessoas, cinco de nacionalidade belga, um turco e um búlgaro, foram detidas na Bélgica, em duas investigações sobre “possíveis ataques terroristas”, adiantou o Ministério Público federal.
Os suspeitos, a maioria na casa dos 20 anos, foram detidos na madrugada de segunda-feira, durante uma operação contra movimentos ‘jihadistas’ que visou jovens radicalizados.
O Ministério Público Federal anunciou oito detenções na terça-feira de manhã, sendo que um dos suspeitos foi libertado.
As detenções ocorreram no contexto de duas investigações em andamento em Bruxelas e na Antuérpia, que têm “ligações entre elas”, e depois de suspeitas de planeamento de um ataque, referiu a procuradoria.
Os alvos potenciais destes terroristas não foram determinados nesta fase, noticiou a agência France-Presse (AFP).
O juiz de instrução na investigação realizada em Antuérpia determinou hoje quatro mandados de detenção.
Estes tiveram como alvo Elias E.A., nascido em 2003, de nacionalidade belga, Sebastian B. (2003, belga) Harun C. (1987, turco) e Vanessa B. (1999, belga)”, detalhou a procuradoria em comunicado.
Os quatro foram acusados de “participar em atividades de um grupo terrorista”, “preparar um crime terrorista”, “divulgar uma mensagem com a intenção de incitar à prática de um crime terrorista” e “tentativa de homicídio num contexto terrorista”, acrescentou a mesma fonte.
No caso investigado em Bruxelas, três outros suspeitos foram detidos: Adam D., nascido em 2004, de nacionalidade belga, Karim H. (2000, belga) e Sergey R. (2003, búlgaro)”.
Sergey R. e Karim H. são acusados de uma única acusação de “participação nas atividades de um grupo terrorista”, indica ainda a acusação.
Adam D. também é acusado de “preparar um crime terrorista” e “divulgar uma mensagem com a intenção de incitar a cometer um crime terrorista”.
Na investigação em Bruxelas, os três suspeitos foram detidos em Molenbeek, Schaerbeek (dois municípios da capital belga) e em Zaventem, próximo de Bruxelas.
Já no caso investigado em Antuérpia, um dos cinco suspeitos detidos na madrugada de segunda-feira foi libertado.
Os sete suspeitos detidos vão comparecer na segunda-feira perante o tribunal responsável pela fiscalização da prisão preventiva.
Uma aeronave proveniente do Zimbabwe e com destino ao Aeroporto Internacional de Maputo foi forçada a aterrar de emergência, na madrugada, em Chiboene, no distrito de Moamba, alegadamente por falta de combustível.
Em entrevista ao “Notícias”, João de Abreu, presidente do Conselho de Administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), indicou que seguiam na aeronave três ocupantes, sendo dois pilotos e um passageiro.
“Uma equipa de resgate foi enviada ao local. Não houve perdas humanas, tanto no exterior quanto no interior, mas os passageiros foram encaminhados para avaliação médica numa unidade sanitária”, explicou.
Entretanto foi enviada uma equipa de peritos para investigar e, provavelmente, retirar a aeronave que teve danos avultados na sua estrutura.
As bancadas da oposição boicotaram a sessão plenária da Assembleia da República. O MDM abandonou a chamada Casa do Povo e a Renamo levantou dísticos, como forma de protestar contra a discussão da proposta de revisão da Lei Eleitoral.
No entanto, a Frelimo diz que a oposição não está preparada para o debate democrático, por isso aprovou os instrumentos mesmo na ausência das outras duas bancadas.
Com cânticos e dísticos, os deputados da Renamo na Assembleia da República gritavam, na manhã desta quarta-feira, na Assembleia da República, segundo disseram, pela democracia e justiça.
Um cenário atípico, no qual os deputados da Renamo transformaram o Parlamento num lugar de manifestações, gritando frases como “Abaixo à ditadura”; “Não aceitamos a violação da Constituição” e “Tiranos, fora”.
Entre outras matérias, o objectivo da sessão desta quarta-feira era discutir a revisão pontual de leis sobre a eleição do Presidente da República, dos deputados do Parlamento, dos membros das Assembleias Provinciais e dos governadores provinciais.
Mas a Renamo, que se diz excluída do processo, decidiu boicotar a sessão, uma manifestação que durou cerca de 30 minutos.
“Estamos a manifestar-nos para permitir que os direitos fundamentais, os direitos civis e políticos sejam exercidos em Moçambique sem nenhum embargo. A violação da Constituição (da República), na calada do dia e não da noite, é uma vergonha”, disse Arnaldo Chalaua, porta-voz da bancada da Renamo.
Sem alternativa, a presidente da Assembleia da República interrompeu, por uma hora e meia, as actividades do dia.
A bancada da Renamo acredita que a revisão da lei eleitoral é uma manobra para se chegar à revisão da Constituição da República, para acomodar os interesses da Frelimo.
“A Lei Eleitoral tem de ser aprovada por consenso, porque é um instrumento para eleger quer os deputados, quer o Presidente da República, ou seja, todos os órgãos electivos. Por isso, essa lei deve ser consensual. A Frelimo, ao livre arbítrio, não deve alterar e, por consequência, chamar a assunção de poderes extraordinários para a revisão da Constituição da República”, desabafou, num ambiente de muitos gritos.
A planária ficou irreconhecível. Os deputados da Frelimo ficaram estáticos como se questionassem “como entraram todos aqueles materiais de manifestação (dísticos, apitos, cornetas).
A bancada do MDM, que abandonou a plenária, diz que solicitou um encontro com as chefias das bancadas, por forma a discutirem os aspectos desta revisão, mas sem efeito, sendo surpreendidos pelo tema agendado para a sessão. Isso revela, para MDM, prepotência por parte da bancada maioritária.
“Este é um protesto e alerta para os perigos que a democracia corre. Esta ditadura do voto, esta arrogância da bancada parlamentar da Frelimo e nós não concordamos com isso. Esta é uma sinalização à comunidade nacional e internacional de que a nossa democracia está em perigo com esta bancada maioritária”, disse Fernando Bismarque, porta-voz da bancada do MDM.
Fernando Bismarque diz que há ditadura na chamada Casa do Povo: “A bancada da Frelimo quer dirigir o país a todo o custo; à força adiar as eleições distritais e viabilizar o terceiro mandato do Presidente da República; nós não concordamos”, referiu Bismarque.
A Frelimo diz que a Renamo e o MDM não estão preparados para o debate democrático.
“Nós, como Frelimo, temos que disponibilizar a legislação competente para que o Governo continue a funcionar democraticamente e nós vamos avançar. Estas são manobras dilatórias da Renamo. Eles pediram adiamento, nós aceitamos e hoje tínhamos mesmo que aprovar, porque nós não podemos continuar com um Estado a funcionar sem as leis devidamente aprovadas, porque uma bancada, como sempre o fez, tenta inviabilizar a governação do país”, explicou Feliz Sílvia, porta-voz da bancada da Frelimo.
Sílvia desmentiu ainda a informação de que a Frelimo faltou a um encontro marcado para discutir assuntos ligados à revisão da Lei Eleitoral.
Depois de uma interrupção de uma hora e meia, a bancada da Renamo voltou a manifestar-se, porém, desta vez, Esperança Bias deu ordem para, mesmo no meio a cânticos, avançar-se com a sessão.
Telmina Pereira, deputada da Frelimo e membro da Comissão Permanente, foi quem apresentou os fundamentos da proposta: “A experiência de realização de eleições que Moçambique vem acumulando desde 1994 mostra ser possível que todos os actos eleitorais, desde a convocação das eleições, o recenseamento eleitoral, votação, apuramento dos resultados da votação, até à sua proclamação, podem acontecer no prazo de 14 meses”.
De acordo com a Frelimo, com a redução do prazo estarão criadas as condições para alargar o debate sobre a realização ou não das eleições distritais, marcadas para 2024.
Com esta aprovação, reduziu de 18 para 14 meses o prazo para o Presidente da República convocar a realização das eleições e, assim, Filipe Nyusi tem cerca de 100 dias para marcar a data das eleições, incluindo as distritais.
Os dois instrumentos foram apresentados, apreciados, debatidos e aprovados em definitivo por 164 deputados da bancada da Frelimo, depois que as bancadas da Renamo e MDM abandonaram a Assembleia da República.
Refira-se que os desentendimentos entre a Frelimo e a oposição vêm desde as sessões nas comissões de trabalho. A primeira comissão da Assembleia da República, por exemplo, analisou as propostas legais só com a presença de membros da Frelimo, tendo os da Renamo e MDM boicotado. E estes justificaram que a Frelimo também tinha faltado a um encontro marcado para o fim-de-semana passado.
O Papa Francisco foi internado, na tarde na quarta-feira (29), no hospital Gemelli, em Roma. De acordo com o Vaticano, o pontífice se queixou de incômodos respiratórios.
O líder da igreja católica atendeu fiéis no papamóvel durante a manhã na Praça São Pedro. O Vaticano afirmou ainda que o Papa Francisco testou negativo para Covid-19.
“Nos últimos dias, o Papa Francisco se queixou de algumas dificuldades respiratórias e esta tarde foi à Policlínica A. Gemelli para fazer alguns exames médicos que exigirá alguns dias de terapia médica hospitalar apropriada”, informou aos jornalistas o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.
Em julho de 2021, Francisco passou dez dias internado no hospital Gemelli. Na ocasião, o pontífice passou por uma cirurgia no cólon. Desde maio de 2022, ele passou a se locomover com o auxílio de uma cadeira de rodas devido a uma intensa dor no joelho direito.
epa10545565 Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu attends a voting session in the Knesset, the Israeli parliament, in Jerusalem, Israel, 27 March 2023. Mass protests have been held in Israel for 12 weeks against the government's plans to reform the justice system and limit the power of the Israeli Supreme Court. EPA/ABIR SULTAN
O primeiro-ministro israelita rejeitou, esta quarta-feira, a sugestão do presidente dos Estados Unidos que lhe pediu para pôr de lado a reforma judicial, afirmando que Israel toma decisões próprias.
Trata-se de uma divergência pouco habitual entre os Estados Unidos e Israel, dois países aliados, marcando, de acordo com a agência Associated Press, uma fricção mesmo depois de Netanyahu ter suspendido a proposta sobre a reforma na Justiça, após fortes protestos nos últimos dias.
Questionado pelos jornalistas na terça-feira, Joe Biden afirmou que o primeiro-ministro de Israel deve abandonar a proposta. “Eu espero que ele se afaste [da proposta]”, disse o chefe de Estado norte-americano.
Na mesma declaração, Biden contornou ainda a sugestão do embaixador dos Estados Unidos em Israel que abordou a possibilidade de uma visita oficial de Benjamin Netanyahu à Casa Branca.
“Não. A curto prazo não”, disse o presidente dos Estados Unidos, referindo-se diretamente à sugestão do embaixador Thomas Nides.
Esta quarta-feira, Netanyahu respondeu que Israel é um Estado soberano e que “adota as decisões de acordo com as vontades do próprio povo e não através de pressões estrangeiras, mesmo que seja do melhor dos amigos”.
Esta semana, Netanyahu anunciou a suspensão da proposta legislativa “para evitar a guerra civil”.
“Esperemos que o primeiro-ministro (Netanyahu) atue de forma a poder tentar chegar a um compromisso. Mas ainda temos de esperar para ver”, disse Biden aos jornalistas durante uma visita à Carolina do Norte, Estados Unidos.
Netanyahu e os aliados ultranacionalistas anunciaram em janeiro a nova proposta de alteração do sistema judicial, pouco depois da tomada de posse do novo governo.
A proposta provocou a maior crise política em Israel das últimas décadas tendo vários setores da sociedade israelita acusado o primeiro-ministro de estar a impor uma ditadura.
Na prática, entre outros aspetos, o plano permitia a Netanyahu, envolvido em vários processos de corrupção, além de outros políticos no poder, a nomeação direta dos juízes e o controlo do Parlamento, com maioria de direita, sobre o Supremo Tribunal.
A oposição afirma que a legislação iria concentrar o poder na coligação governamental contrariando os princípios de separação dos poderes político e judicial.
Nas negociações que começaram hoje, Netanyahu afirmou que “pretende alcançar consenso com os membros da oposição”.
Entretanto, o líder da oposição Yair Lapid disse na rede social Twitter que Israel era o maior aliado dos Estados Unidos mas o “governo mais radical da história de Israel destruiu a aliança em apenas três meses”.
A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar para o seu pessoal um (1) Oficial de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizado (Meal) – (Grade 5). Saiba mais.
A Solidarités International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor das Actividades de Monitorização, Avaliação, Responsabilização e Aprendizagem. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Capacitação dos Principais Intervenientes nas Acções de Prevenção e Combate as Uniões Prematuras. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Comunicação. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director Técnico do Projecto USAID FILOVC. Saiba mais.
O Centro deAprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar um (1) Consultor para desenhar um Manual e oferecer treinamentos em monitoria de Direitos Humanos e Abordagens baseadas em Direitos Humanos para o Staff do CESC-IGUAL e Parceiros. Saiba mais.
A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Consultor (Planejamento de Transição) – Financiamento – (REEMITIDO). Saiba mais.
A polícia grega deteve dois suspeitos de terrorismo que planeavam ataques no país com o objetivo de provocar baixas em massa.
Os suspeitos fazem alegadamente parte de uma rede terrorista estrangeira e estão detidos na sede da polícia no centro de Atenas, disseram esta terça-feira as autoridades.
A divisão da polícia antiterrorista da Grécia e o Serviço Nacional de Informações estiveram envolvidos nesta operação de detenção e foram auxiliados por um serviço de informações estrangeiro, que as autoridades gregas não identificaram.
A polícia disse que os suspeitos escolheram um alvo de “alto valor simbólico” e estavam a fazer os preparativos finais para o ataque.
“O objetivo deles não era apenas causar a morte de cidadãos inocentes, mas também minar a sensação de segurança no país, ao mesmo tempo que provocava danos nas instituições públicas e ameaçava as relações internacionais”, refere-se no comunicado da polícia grega.
A China ameaçou adotar “contramedidas resolutas”, caso a líder de Taiwan, Tsai Ing-wen, se reúna com o presidente da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos, Kevin McCarthy, no Estado norte-americano da Califórnia.
A porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado chinês, Zhu Fenglian, denunciou em conferência de imprensa o plano de Tsai de fazer escala nos Estados Unidos, a caminho de um périplo pelos aliados diplomáticos de Taipé na América Central, e exigiu que nenhuma autoridade norte-americana se reúna com ela.
“Opomo-nos firmemente a [um encontro] e vamos tomar contramedidas resolutas caso isso aconteça”, disse Zhu.
Os EUA devem “abster-se de organizar visitas durante o trânsito de Tsai Ing-wen e até mesmo o contacto com autoridades norte-americanas, e tomar ações concretas no âmbito do compromisso de não apoiarem a independência de Taiwan”, afirmou a porta-voz.
As visitas feitas durante as escalas realizadas nos Estados Unidos, nas viagens internacionais mais amplas dos líderes de Taiwan, são há muitos anos habituais, defenderam altos funcionários dos EUA anteriormente.
Durante estas visitas não oficiais, Tsai reuniu já com membros do Congresso e da diáspora taiwanesa e foi recebida pelo presidente do Instituto Americano em Taiwan, organização sem fins lucrativos administrada pelo governo dos EUA, que mantém relações não oficiais com Taipé.
Tsai enquadrou a sua viagem como uma oportunidade para mostrar o compromisso de Taiwan com os valores democráticos no cenário mundial.
“Quero dizer ao mundo todo que uma Taiwan democrática vai proteger resolutamente os valores da liberdade e da democracia e continuar a ser uma força para o bem no mundo”, disse a líder taiwanesa, antes de embarcar no avião presidencial. “A pressão externa não nos vai impedir de dialogar com o mundo”, afirmou.
Tsai deve fazer escala em Nova Iorque, em 30 de março, antes de seguir para a Guatemala e Belize. Em 05 de abril, deverá estar em Los Angeles, no caminho de volta para Taiwan, e reunir-se ali com McCarthy.
A reunião planeada com McCarthy acontecerá num período de atritos crescentes entre Pequim e Washington, que continua a ser o principal aliado e fornecedor de armas de Taiwan.
Nos últimos anos, as incursões de jatos da Força Aérea chinesa no espaço aéreo de Taiwan intensificaram-se e, após a ex-presidente da Câmara dos Representantes norte-americana, Nancy Pelosi, se deslocar a Taiwan – a visita de mais alto nível realizada pelos Estados Unidos à ilha em 25 anos -, em agosto passado, Pequim lançou exercícios militares numa escala sem precedentes, que incluíram o lançamento de mísseis e o uso de fogo real.
China e Taiwan vivem como dois territórios autónomos desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, após a derrota na guerra civil frente aos comunistas. Pequim considera a ilha parte do seu território e ameaça a reunificação através da força, caso Taipé declare formalmente a independência.
McCarthy disse que se encontraria com Tsai quando ela estiver nos EUA e não descartou a possibilidade de visitar Taiwan, numa demonstração de apoio.
Pequim vê o contacto oficial entre os EUA e Taiwan como um incentivo para tornar permanente a independência de facto da ilha, algo que os líderes dos EUA dizem não apoiar.
Estão detidos quatro indivíduos, na cidade da Beira, província de Sofala, indiciados de assassinar duas pessoas. Entre as vítimas, encontra-se uma criança de apenas 12 anos de idade.
O crime ocorreu no último sábado e a Polícia da República de Moçambique (PRM) afirma que os suspeitos são confessos.
Os assassinatos vieram reverter o clima de relativa calma vivido nos últimos dias, nos bairros suburbanos.
Durante o período da manhã do sábado passado, dois corpos foram achados. Além da criança, a outra vítima foi um mototaxista. Tudo indica que as duas vítimas foram decepadas.
Os dois corpos já foram identificados. O menor residia em Inhamízua, um dos bairros da cidade da Beira e o mototaxista em Munhava, um dos bairros mais famosos da urbe.
No seguimento do caso, a PRM apresentou, ontem – três dias depois – quatro indivíduos, indiciados de terem cometido os referidos crimes.
De acordo com o porta-voz da Polícia na cidade da Beira, Dércio Chacate, o único suspeito do primeiro caso explica que tirou a vida à criança alegadamente porque a mesma o provocava constantemente.
“E ele, cansado das provocações, recorreu a uma enxada e desferiu golpes sobre a região do pescoço (da criança), que culminaram com a morte”, explicou o porta-voz da PRM.
Falando a jornalistas, o indiciado aparentava sofrer de perturbações mentais, uma vez que o seu discurso era desconexo.
Enquanto isso, o suposto líder da quadrilha composta por três indivíduos indiciados de assassinar um mototaxista e roubar a sua motorizada, afirmou que eles encontraram a vítima sem vida.
“Vimos uma pessoa deitada ao lado de uma motorizada, numa ruela. Aproximamo-nos e concluímos que ela estava morta. Um dos meus amigos sugeriu que deveríamos ficar com a motorizada, e assim foi. Levámo-la para uma oficina, onde foi desmontada para posterior venda em peças numa sucataria. Durante a tentativa de venda, fomos detidos pela Polícia”, explicou.
O regime militar de Mianmar dissolveu, na terça-feira (28), a Liga Nacional para a Democracia (NLD), partido da ex-presidente Aung San Suu Kyi, presa após um golpe de Estado que colocou as Forças Armadas no poder.
Além do partido da vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 1991, outras 40 siglas acabaram dissolvidas por não cumprirem o prazo de registro dado pelos militares.
Durante a transição democrática no país, a Liga Nacional para a Democracia (NLD) elegeu Aung San Suu Kyi como presidente em 2015, na primeira eleição livre e reconhecida internacionalmente em 25 anos. Em 2020, a sigla venceu novamente o pleito, elegendo Win Myint ao cargo de chefe de Estado. Contudo, alegando fraude eleitoral, militares voltaram a tomar o poder em fevereiro de 2021, com a promessa de que uma nova votação seria realizada em um ano.
Após dois anos de ditadura militar, uma nova eleição não foi realizada, e os casos de violência e de retrocesso em direitos do cidadãos do país aumentaram. O conflito entre militares e opositores do regime provocou uma escalada na tensão no país, que registrou cerca de 33 mil ocorrências de violência desde o golpe, segundo dados da Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED).
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 16 mil pessoas acabaram presas em Mianmar durante os distúrbios.
Em Fevereiro deste ano, os militares estenderam em seis meses o estado de emergência no país, declarado após o golpe de 2021, adiando ainda mais a possível realização de nova eleição no país.
O acidente mortal ocorreu na Estrada Nacional Número 10 (EN10). Além de matar duas pessoas, destruiu uma conduta de água que garante o abastecimento do precioso líquido à cidade de Quelimane, província da Zambézia. O sinistro ocorreu no fim da tarde de ontem e os corpos foram achados na terça-feira.
Tudo aconteceu após uma camioneta ter-se despistado quando passava pela ponte sobre o rio Dombela. Na sequência, destruiu a tubagem de água que passa por debaixo da mesma. Na viatura seguiam quatro ocupantes, dos quais outros dois contraíram ferimentos. Entre as vítimas mortais está o condutor.
O corpo do condutor da viatura foi achado por mergulhadores por volta das 15 horas de hoje e outro, de uma mulher, foi encontrado logo pela manhã do mesmo dia. Foi necessário mobilizar uma grua para retirar a camioneta que despistou-se por volta das 17 horas da última segunda-feira.
Após despistar-se, a camioneta arrastou a tubagem principal que abastece água a mais de 26 mil clientes da cidade de Quelimane e foi cair no rio Domela. A Polícia suspeita quer a desatenção do condutor pode ter causado o sinistro. Samuel Araba, polícia de trânsito no distrito de Nicoadala, explicou como decorreu.
“Chegados à ponte, notamos que o condutor que fazia o sentido Nicoadala a Quelimane estava em excesso de velocidade. Senão vejamos: na primeira lomba, o condutor conseguiu passar, mas a seguir ficou desequilibrado, embateu na primeira viatura, e de seguida, na máquina que estava estacionada nas bermas da EN10”, referiu o polícia de trânsito. O agente da corporação conta ainda que o condutor, por não ter conseguido controlar o veículo, foi embater contra a terceira viatura, tendo-se despistado e caído em baixo da ponte sobre o rio Domela.
Uma equipa de reportagem do jornal O País esteve no local do sinistro. No terreno, constatou que a camioneta transportava inertes. Depois de se despistar, já na água, todo o material transportado foi para cima do motorista, inclusive a lona de protecção da carga e algumas pedras. Presume-se que este facto pode ter precipitado a morte do condutor, que, depois de tanta luta para sair, não conseguiu ter sucesso.
Por seu turno, o delegado da Administração de Estradas (ANE), na província da Zambézia, Ramiro Rudias, fez saber que o acidente causou danos à infra-estrutura de estrada. Por isso, foi mobilizado o empreiteiro que está afecto à EN10 para calcular os danos e dar algum parecer sobre os estragos e possíveis soluções.
O rompimento da tubagem acontece pela terceira vez em menos de duas semanas. O primeiro foi causado pelos efeitos do ciclone tropical Freddy; o segundo pelo afastamento por uma máquina da empreitada que está a reabilitar a via; e o terceiro, ocorrido na noite desta segunda-feira, na sequência do sinistro.
Manuel Mussequejua, administrador técnico da empresa Águas da Região do Centro (AdRC) fez saber que, depois do segundo rompimento, os trabalhos já tinham sido concluídos e o abastecimento aos consumidores da cidade de Quelimane estava na ordem de 70%. Mas, dada a situação actual, o abastecimento volta à estaca zero. “Vamos trabalhar para repor o abastecimento. Mobilizamos as nossas equipas para o efeito e garantimos que, até ao fim de quarta-feira, os trabalhos já estarão concluídos”.
O preço actual com que está a ser vendida a farinha de milho na cidade e província de Nampula vai baixar na próxima semana, segundo o secretário de Estado, Jaime Neto, que visitou as indústrias processadoras de milho com o objectivo de inteirar-se dos contornos que estão por trás da situação, cujo impacto na vida da maioria dos cidadãos já é considerado devastador.
O preço de venda da farinha de milho começou a registar uma subida assustadora em finais de Fevereiro, tendo atingido níveis alarmantes nas primeiras duas semanas do mês corrente, chegando 25 quilogramas a custar dois mil meticais, contra os anteriores cerca de 900 meticais.
Em muitas mercearias, supermercados e outros estabelecimentos de venda nota-se, neste momento, escassez do produto, aumentando a demanda por parte de muitos cidadãos que têm como principal fonte de alimentação a farinha de milho.
De acordo com Jaime Neto, a prevista redução, na próxima semana, do preço de venda da farinha de milho tem que ver com as medidas que estão a ser tomadas pelo Governo Central.
Outra razão que vai influenciar a redução significativa e o reabastecimento da matéria-prima nas indústrias processadoras do milho, de acordo com o secretário de Estado em Nampula, está relacionada com a reabertura da circulação das vias de acesso, no troço Cuamba e Malema, nas províncias do Niassa e Nampula, respectivamente.
O governante explicou que o milho produzido em Nampula foi exportado para o Quénia e países vizinhos em cerca de 150 mil toneladas, o que ditou a escassez. Para o seu funcionamento normal, as indústrias de farinação da província necessitam de 250 mil toneladas.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve dois indivíduos envolvidos em distintas actividades criminosas na Cidade de Maputo. Um dos detidos é suspeito...
O número de fatalidades provocadas pelo terramoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10), subiu para 240, segundo informações das autoridades...
De acordo com um aviso hidrológico emitido hoje pela Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), a previsão de chuvas moderadas nas próximas...