As autoridades sanitárias no distrito de Panda verificam uma redução em cerca de 600 casos de paludismo no primeiro trimestre deste de 2023, ao notificar 2.517 episódios, contra 3.150 do igual período de 2022.
Nenhum óbito por malária foi registado nos últimos tempos em Panda. A directora do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS), Eunice Augusto, explica que a redução dos casos de malária resulta de constantes palestras e campanhas de sensibilização tanto para o bom uso da rede mosquiteira como para a eliminação dos locais de multiplicação do mosquito.
“Além disso, o distrito beneficiou de uma campanha de pulverização intra-domiciliária, denominada PIDOM, no primeiro trimestre do ano em curso”, narrou a fonte.
Um deslizamento de terra obrigou as autoridades francesas a encerrar a autoestrada A43 no vale de Maurienne, entre Lyon e a fronteira italiana, e a suspender a circulação dos comboios naquela região, noticiou a imprensa internacional.
De acordo com a agência de notícias EFE, que citou as autoridades francesas, o encerramento ao tráfego rodoviário e ferroviário na região vai prolongar-se por vários dias.
Contudo, o ministro dos Transportes francês, Clément Beaune, declarou na rede social X (ex-Twitter), que “os serviços públicos estão mobilizados para restabelecer a circulação rodoviária e ferroviária o mais rápido possível”.
Pelo menos três pessoas morreram e outras 16 sobreviveram no naufrágio de um barco, ocorrido no distrito costeiro de Moma, província de Nampula.
Contudo, informações preliminares dão conta que os passageiros são trabalhadores de uma empresa de exploração de areias pesadas na comunidade de Mpago, em Moma.
O administrador do distrito de Moma, Abacar Chande, disse ao “Notícias” que até ao momento decorrem buscas e outros trabalhos subsequentes, sendo que mais detalhes da operação serão partilhados na reunião do Comité Operativo de Emergência (COE).
A embaixada do Japão na China disse estar “extremamente preocupada” com os atos de assédio realizados nas proximidades das suas instalações e por telefone, desde o início da descarga de água contaminada da central nuclear de Fukushima.
“É claro que lamentamos [o assédio] e estamos extremamente preocupados”, disse um porta-voz da embaixada, citado pela agência de notícias France-Presse.
“Apelamos ao Governo chinês, de acordo com o Direito internacional, para que forneça segurança às embaixadas e consulados na China, incluindo algumas instalações relacionadas com o Japão e cidadãos japoneses”, acrescentou.
Internautas chineses partilharam o número de telefone da embaixada nas redes sociais nos últimos dias, gerando uma onda de chamadas para reclamar do início da descarga de água da central de Fukushima, destruída no sismo e tsunami de março de 2011.
Isto não foi condenado pelo Governo chinês, que se opõe às descargas no oceano Pacífico, aprovadas pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, condenou na segunda-feira o lançamento de pedras contra a embaixada e escolas japonesas na China desde o início da descarga.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Yoshimasa Hayashi, referiu ter sido atirado um tijolo contra a embaixada.
Questionada sobre a veracidade destas afirmações, a embaixada do Japão confirmou que eram “geralmente precisas”.
“Até à data, não houve manifestações nem violência, mas há algumas pessoas que, sozinhas, em frente à porta da embaixada, realizaram atos de assédio”, disse o porta-voz.
Estes indivíduos “foram detidos” pelas forças de segurança chinesas posicionadas em frente à embaixada, acrescentou.
“Quanto a chamadas de assédio, recebemos todos os dias, principalmente aos fins de semana. É uma perda de tempo no nosso trabalho”, lamentou.
No fim de semana, a embaixada japonesa pediu aos cidadãos que evitem falar alto em japonês e reforçou as medidas de segurança nas proximidades das escolas japonesas e das missões diplomáticas no país.
Tóquio também convocou o embaixador chinês no Japão, na segunda-feira, para protestar contra a onda de assédio por telefone que as empresas japonesas têm sofrido desde o início das operações de descarga.
No total, o Japão pretende libertar mais de 134 milhões de toneladas de água contaminada de Fukushima no oceano Pacífico até ao início da década de 2050, de acordo com o calendário atual.
Um cidadão de 32 anos está sob custódia policial indiciado num crime de sequestro que ocorreu em Maio último, em Maputo.
A informação foi prestada há dias pelo porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Hilário Lole, realçando que o indivíduo foi capturado na província de Gaza quando regressava da vizinha África do Sul.
De acordo com a Polícia, neste momento estão em curso diligências para descobrir o cativeiro da vítima raptada, filha de um empresário.
O julgamento do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump no caso que investiga suposta tentativa de anular as eleições de 2020 foi marcado para 4 de março de 2024, às vésperas de um período estratégico para as eleições presidenciais no país.
A data foi marcada na segunda-feira (28) pela juíza distrital de Washington Tanya Chutkan, à frente do caso sobre suposta conspiração que culminou na invasão do Capitólio, em janeiro de 2021.
Trump comparecerá perante o júri na véspera da “Superterça”, evento mais importante das prévias das eleições nos EUA. Na data, mais de 10 estados votam nas primárias republicanas – processo que determina qual candidato será o representante do partido na disputa pela Presidência.
O cronograma de julgamentos nas ações que envolvem o bilionário, pré-candidato à Casa Branca, tem gerado conflito com a aproximação de datas estratégicas para o pleito norte-americano.
No início deste mês, o ex-presidente se declarou inocente das acusações apresentadas pelo tribunal distrital em Washington, de que ele teria conspirado para fraudar e obstruir o processo eleitoral no país em 2020, quando perdeu para o democrata Joe Biden.
O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, exonerou através de Despacho Presidencial, Arsénia Felicidade Félix Massingue do cargo de Ministro do Interior.
Em Despacho Presidencial separado, o Chefe do Estado nomeou Pascoal Pedro João Ronda para o cargo de Ministro do Interior.
Arsénia Massingue foi nomeada há sensivelmente dois anos em substituição de Amade Miquidade, actual embaixador do Rwanda.
Arsénia Massingue, antes de ser Ministra do Interior foi Comissário Chefe da Migração e Directora Geral do Serviço Nacional de Migração. No entanto, exerceu antes outros cargos de direcção e chefia no Ministério do Interior (MINT), como sendo Comandante Provincial da Polícia da República de Moçambique, nas províncias de Manica e Nampula, e Inspectora Geral do MINT.
Contudo, o actual homem forte do Ministério do Interior, Pascoal Ronda, é um quadro sénior das Forças de Defesa e Segura e já exerceu o cargo Comandante Geral da Polícia.
O Ipas Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Jurídico e/ou Escritório de Advogados Especializados para prestação de serviços de Assessoria Jurídica. Saiba mais.
O Entreposto S.A., com consolidada reputação e presença em mercados de diferentes Continentes, pretende recrutar um (1) Caixeiro Peças Sénior. Saiba mais.
O CISP – Comitato Internazionale per lo Sviluppo dei Popoli, no âmbito do Projecto Pro-Paz – Cultura para a promoção da paz, reconciliação e coesão social, cofinanciado pela União Europeia pretende recrutar um (1) Oficial MEAL (Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning). Saiba mais.
O CentrodeEstudosUrbanosdeMoçambique(CeUrbe) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Prestação de Serviço Artístico de Pintura de Mural na Cidade de Inhambane. Saiba mais.
O CentrodeEstudosUrbanosdeMoçambique(CeUrbe) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Prestação de Serviços de Infográfia para o Projecto #MeuPrimeiroVoto. Saiba mais.
Uma empresa portuguesa vai estar presente no regresso do Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau, entre 9 de setembro e 7 de outubro, após uma pausa de três anos devido à pandemia, foi anunciado.
Em 1 de outubro, Dia Nacional da China, a Macedos Pirotecnia vai apresentar o espetáculo “Supernova”, que vai “permitir ao público estabelecer uma ligação emocional com Portugal”, disse a Direção dos Serviços de Turismo (DST) de Macau, em conferência de imprensa.
A Macedos Pirotecnia, com sede no concelho de Felgueiras, no distrito do Porto, vai participar pela quinta vez no concurso, tendo vencido em 2000, a 12.ª edição, a primeira realizada depois da transição de administração de Macau de Portugal para a China.
Além de Portugal, a 31.ª edição vai contar com 10 espetáculos, cada um com uma duração de 18 minutos, a combinar fogo-de-artifício e música, de companhias vindas da Austrália, da Suíça, da Áustria, da Rússia, das Filipinas, do Japão, do Reino Unido, da Alemanha e da China.
Contudo, a diretora da DST, Maria Helena de Senna Fernandes, disse que, após a pandemia de covid-19, período em que “não havia condições para realizar o concurso”, o regresso do evento “é um símbolo do reforço das ligações entre Macau e o exterior”.
Em dezembro, a região chinesa anunciou o cancelamento da maioria das medidas de prevenção e contenção, depois de quase três anos de rigorosas restrições, que incluíam a proibição da entrada de turistas vindos do estrangeiro.
Com o fim das restrições, Macau recebeu 14,4 milhões de visitantes nos primeiros sete meses de 2023, quatro vez mais do que em igual período do ano passado, mas ainda longe do registado em 2019: 23,8 milhões.
Em 12 de agosto, a cidade recebeu quase 140 mil turistas, o valor diário mais elevado desde o início da pandemia.
À margem da conferência de imprensa, Senna Fernandes disse à Lusa esperar que agosto termine com uma média acima de 100 mil visitantes por dia, que seria o número mais alto desde outubro de 2019.
A diretora da DST previu ainda uma média diária de 90 mil visitantes para a chamada `semana dourada`, no início de outubro. Antes da pandemia, Macau recebeu 140 mil turistas por dia nesse período, que concentra vários feriados, entre 01 e 07 de outubro.
A “semana dourada” de outubro constitui o segundo maior movimento de massas na China, a seguir ao período do Ano Novo Lunar, principal festa tradicional das famílias, que acontece em janeiro ou fevereiro, consoante o calendário lunar.
Senna Fernandes disse que o número de visitantes da China continental já ultrapassou 60% dos valores registados em 2019, mas admitiu que Macau tem de “continuar a lutar” para atrair mais turistas internacionais.
A DST tem promovido o território sobretudo no Sudeste Asiático, em países com ligações aéreas diretas a Macau.
Entretanto, a diretora sublinhou que a cidade poderá apostar em outros países após o lançamento, em breve, de um serviço de autocarro direto do aeroporto da vizinha região de Hong Kong, um dos mais movimentados do mundo.
A Associação dos Profissionais de Saúde anunciou no domingo, a suspensão da greve da classe, convocada pela agremiação.
O Presidente da Associação, Anselmo Muchave, disse que a suspensão da greve resulta do apelo feito recentemente pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e de alguns acordos alcançados com o Ministério da Saúde.
O primeiro-ministro da Líbia, Abdulhamid Dbeibé, suspendeu a ministra dos Negócios Estrangeiros, Najla Mangush, por ter reunido em Itália com o seu homologo israelita, Eli Cohen, apesar de as relações entre os dois países serem inexistentes.
A Líbia não reconhece o Estado de Israel e é um forte aliado da causa palestiniana.
Contudo, a suspensão da ministra será acompanhada de uma investigação para determinar as circunstâncias do sucedido, segundo o portal líbio Al Wasat, citado pela agência Europa Press.
A notícia da reunião, revelada pelo governo de Israel, gerou um coro de críticas de várias instituições líbias e fortes protestos que se aproximam da capital, Tripoli.
O governo de Israel anunciou que a reunião, que decorreu há uns dias em Itália, é um “passo histórico” nas relações entre os dois países.
O encontro foi entretanto confirmado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros da líbia, que o descreveu como “informal”, e no qual a ministra “defendeu de maneira clara e inequívoca” a causa palestiniana.
Assim, o primeiro-ministro líbio espera receber os resultados da investigação no prazo de três dias. O ministro para a Juventude, Fatalá Abdul Latif Al Zani, irá ocupar a pasta dos Negócios Estrangeiros de forma provisória.
Israel ocupou Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, juntamente com a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.
Posteriormente, anexou Jerusalém Oriental, uma decisão nunca reconhecida pela comunidade internacional.
Os palestinianos pretendem recuperar a Cisjordânia ocupada e Gaza, e reivindicam Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reafirmou este domingo a sua solidariedade com o Governo e povo moçambicanos no combate ao terrorismo em Cabo Delgado e saudou a conclusão do desarmamento da Renamo.
Os nove Estados-membros da CPLP, reunidos na 14.ª conferência, na capital são-tomense, reafirmam a sua “solidariedade com o Governo e o povo moçambicanos no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado, tendo saudado o apoio dos parceiros internacionais, em especial o que tem sido prestado pelos Estados-membros, com vista à assistência humanitária, à estabilização da situação de segurança, à recuperação e ao desenvolvimento socioeconómico”, lê-se na declaração final, aprovada no domingo.
Os países saúdam ainda a “conclusão do processo de desarmamento, desmobilização e reintegração das forças residuais da Resistência Nacional Moçambicana [Renamo, maior partido da oposição], facto que vai contribuir para a consolidação da paz e segurança do país”.
A organização expressa ainda a sua solidariedade na mitigação dos efeitos da passagem do ciclone Freddy pelo território de Moçambique, que “causou a perda de vidas humanas e destruiu infraestruturas e meios de subsistência”, e reiterou “o compromisso de apoiar as autoridades nacionais no apoio às populações afetadas e na reconstrução das regiões devastadas”.
Na mesma declaração, os nove Estados lusófonos manifestam o “mais profundo pesar pelas vítimas dos sismos que assolaram os territórios da Turquia, país observador associado da CPLP, e da Síria”, expressando a sua “solidariedade às famílias enlutadas e às autoridades dos países afetados”.
Contudo, a guerra em curso na Ucrânia desde fevereiro de 2022 também merece a “profunda preocupação” da CPLP, que apela “à retoma do caminho da paz e das relações pacíficas entre os Estados, com estrita observância dos princípios do direito internacional, entre os quais o respeito pela soberania, pela integridade territorial, pela autodeterminação dos povos e pela resolução pacífica dos conflitos”.
Os países enaltecem a Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, impulsionada pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que “mitigou a insegurança alimentar e o aumento dos preços dos bens essenciais, que atingem com especial severidade as nações mais desfavorecidas”, encorajando “todas as partes a empreenderem esforços para a retoma da iniciativa”.
Os conflitos em África também suscitam a “profunda preocupação” do bloco lusófono, que congratula Angola pelo papel de mediação e felicita o chefe de Estado angolano, João Lourenço, enquanto campeão da União Africana na liderança dos processos de paz e reconciliação no continente.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, também merece uma palavra de congratulação “pelo sucesso alcançado durante a sua liderança” da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Entretanto, a comunidade condena ainda o golpe de Estado de 26 de julho no Níger e manifesta o seu “total apoio” à União Africana e à CEDEAO nos seus esforços de resolução da crise e da restauração da ordem constitucional, privilegiando o uso de meios pacíficos.
Por fim, manifesta “profunda preocupação com a situação em Myanmar”, repudiando a violência usada contra civis, e transmite o seu total apoio aos esforços pacíficos desenvolvidos para a restauração da ordem constitucional e democrática.
A CPLP, que integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, realiza hoje a 14.ª conferência de chefes de Estado e de Governo, em São Tomé e Príncipe, sob o lema “Juventude e Sustentabilidade”.
O líder da oposição do Zimbabué, Nelson Chamisa, contestou a reeleição, anunciada oficialmente no sábado, do presidente cessante, Emmerson Mnangagwa, e reivindicou vitória numas eleições criticadas pelos observadores internacionais.
“Vencemos esta eleição. Somos os líderes. Estamos até surpresos que Mnangagwa tenha sido declarado o vencedor. (…) Temos os resultados verdadeiros”, assegurou Chamisa, um advogado e pastor de 45 anos que lidera a Coligação de Cidadãos para a Mudança (CCC), numa conferência de imprensa em Harare.
Chamisa disse que as eleições foram uma “flagrante e gigantesca fraude” e lembrou que os observadores internacionais relataram uma atmosfera de intimidação contra os seus apoiantes.
“Roubaram-lhes a voz e o seu voto. Mas nunca a sua esperança”, escreveu o líder da oposição, numa mensagem na rede social X, logo a seguir ao anúncio dos resultados eleitorais.
Segundo a comissão eleitoral, Mnangagwa, de 80 anos, foi reeleito para um segundo e último mandato de cinco anos com 52,6% dos votos, enquanto Chamisa – que já tinha sido derrotado por Mnangagwa numa eleição muito disputada há cinco anos – obteve 44% dos votos.
Observadores eleitorais internacionais detetaram vários problemas nas eleições – realizadas na quarta e na quinta-feira – alegando uma atmosfera de intimidação contra os apoiantes de Chamisa.
Na campanha eleitoral, grupos internacionais de direitos humanos relataram episódios de repressão aos opositores a Mnangagwa e ao partido ZANU-PF, que está há vários anos no poder.
Contudo, o ato eleitoral também foi problemático e a votação foi prolongada por um dia extra, na quinta-feira, devido à escassez de boletins de voto, especialmente na capital, Harare, e noutras áreas urbanas que são redutos da oposição.
A vitória de Mnangagwa significa que a União Nacional Africana do Zimbabué – Frente Patriótica (ZANU-PF) mantém a liderança governamental de todos os 43 anos de história do Zimbabué, desde que a nação foi renomeada após a independência do governo da minoria branca, em 1980.
O partido de Chamisa não aceita estes resultados, embora ainda não tenha dito se os vai contestar em tribunal.
“Rejeitamos quaisquer resultados reunidos às pressas sem a devida verificação”, disse Promise Mkwananzi, porta-voz do partido de Chamisa, minutos após o anúncio dos resultados.
Para já, não existem sinais de agitação nas principais cidades do Zimbabué.
As ruas de Harare, que normalmente estariam repletas de vendedores noturnos, ficaram vazias logo após o anúncio do resultado eleitoral, no sábado à noite, enquanto as pessoas digeriam os resultados e mais uma vitória da ZANU-PF.
Dois moçambicanos condenados a cinco anos de prisão, por terem sido surpreendidos na posse de um pangolim no distrito de Mchinji, norte do Malawi.
Para além da reclusão, os dois moçambicanos serão submetidos a trabalhos forçados.
Trata-se de Jackson Yakobe, 40 anos de idade, e Suleman Felix, 26 anos de idade, presos em Maio passado, após terem sido flagrados por agentes da polícia na posse de um pangolim, depois de uma denúncia popular.
Contudo, os dois reclusos, provenientes do povoado do régulo Katsabola, no distrito de Chifunde, na província de Tete, negam as acusações que pesam sobre eles. Mas o tribunal considerou-os culpados, por terem sido encontrados na posse de uma espécie protegida, à luz lei de Parques Nacionais e Vida Selvagem.
Bangladesh está interessado em formar as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas. A informação foi avançada pelo Presidente da República, que manteve conversações com o seu homólogo bengali, à margem da cimeira dos BRICS. Filipe Nyusi disse, também, que Moçambique quer aprender do país asiático a lidar com eventos climáticos.
Foi durante o balanço da sua participação na cimeira das economias emergentes, BRICS, na África do Sul, que o Chefe do Estado disse ter estado frente-a-frente com o Presidente do Bangladesh e a cooperação na Defesa e Segurança foi um dos temas colocados à mesa.
E num contexto em que Moçambique é ciclicamente assolado por eventos climáticos severos, Filipe Nyusi disse haver interesse em aprender a lidar com estes eventos, seguindo o exemplo daquele país asiático.
Contudo, na conferência dos BRICS, Moçambique defendeu a importância da industrialização para o desenvolvimento dos países africanos.
De acordo o Presidente da República, algumas nações participantes da conferência dos BRICS mostraram o interesse em investimentos privados no país.
O Japão cancelou o lançamento de um foguetão que transportava a sonda lunar SLIM e um novo satélite de observação espacial de raios X, chamado XRISM, devido às más condições meteorológicas.
O 47.º foguetão H2A, operado pela Mitsubishi Heavy Industries, não foi lançado esta manhã do Centro Espacial da ilha de Tanegashima, no sudoeste do arquipélago japonês, devido ao “mau tempo”, indicou a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA).
Contudo, o foguetão H2A, com 53 metros de comprimento e quatro de diâmetro, transporta a sonda lunar SLIM com a qual o Japão pretende realizar a primeira alunagem do país, demonstrar a tecnologia de aterragem de precisão e investigar rochas lunares.
Se conseguir aterrar na Lua, o Japão será o quinto país do mundo a fazê-lo, e os dados obtidos serão utilizados no projeto internacional norte-americano Artemis, que visa a aterragem de astronautas na Lua.
O H2A transporta igualmente um novo satélite de observação espacial de raios X, denominado XRISM, desenvolvido em conjunto com a agência espacial norte-americana NASA, representando uma importante evolução no programa de satélites do Japão.
No entanto, a Mitsubishi Heavy Industries planeia também, num futuro próximo, lançar pela primeira vez o novo foguetão H3, desenvolvido em conjunto com a JAXA, para suceder ao H2A.
Em fevereiro passado, o H3 falhou o lançamento do voo inaugural, depois de os propulsores suplementares não terem entrado em ignição.
As autoridades sírias disseram que as operações no aeroporto internacional de Aleppo foram temporariamente suspensas, na sequência de um bombardeamento atribuído a Israel, não havendo até ao momento registo de vítimas.
O Ministério da Defesa sírio disse que o ataque ocorreu por volta das 04:30, no que descreveu como um “ato de agressão aérea a partir do Mediterrâneo, a oeste de Latakia”.
Contudo, o porta-voz militar, citado pelo Ministério, explicou que o ataque causou “danos materiais” ao aeroporto, onde foram “suspensas as operações”, sem comentar a extensão dos danos às instalações.
Israel reconhece genericamente os ataques na Síria, argumentando que está a agir para impedir o estabelecimento de bases iranianas no país e o fornecimento de armas ao Hezbollah, movimento fundamentalista xiita libanesa, pelas autoridades iranianas, que apoiam Damasco no contexto da guerra iniciada em 2011.
A Estrada Nacional Número Um, que liga o país do Rovuma ao Maputo, vai beneficiar, a partir de Setembro próximo, de obras de emergência no troço Save-Muxúnguè-Inchope, em Sofala, numa extensão total de 265 quilómetros, para permitir maior fluidez do tráfego.
O director-geral da Administração Nacional de Estradas (ANE), Elias Paulo, que ontem, na cidade da Beira, avançou esta informação ao domingo, não revelou o valor do investimento, mas sublinhou que o projecto em alusão está subdividido em dois lotes, com vista a permitir uma maior flexibilidade da empreitada.
Contudo, o primeiro lote abrange 125 quilómetros, no eixo Rio Save-Casa Nova, sendo que as obras de emergência deverão cobrir um raio crítico de 30 quilómetros, enquanto o segundo lote dessas obras de tapamento de buracos está previsto para os restantes 140 quilómetros, entre Casa Nova e Inchope, sendo que a reposição vai incidir nos 22 quilómetros considerados críticos.
Para a concretização destes trabalhos, diversos empreiteiros nacionais e estrangeiros realizaram, quarta-feira finda, uma visita de campo, com o objectivo de se inteirar da realidade dos acentuados danos neste troço. Esta missão dos construtores de estradas e pontes recebeu explicações técnicas e detalhadas da projectada obra pela equipa da Administração Nacional de Estradas, chefiada pelo respectivo director-geral, Elias Paulo.
Assim, apurámos que os interessados nesta empreitada deverão, nos próximos dias, submeter propostas técnicas de financiamento até 15 de Setembro e, depois disso, seguirá a fase subsequente de avaliação e contratação. Em toda a extensão de aproximadamente 2600 km da Estrada Nacional Número Um, a maior degradação verifica-se na área sob jurisdição da província de Sofala, entre Vila Franca do Rio Save, em Inhambane, e vila de Caia.
Por isso mesmo, o Governo tenciona, no próximo ano, realizar obras de reabilitação mais consistentes, em 508 quilómetros dos troços Inchope-Gorongosa, Gorongosa-Caia, Caia-Nicoadala e Metorro-Pemba.
Para o efeito, está assegurado o financiamento de 850 milhões de dólares americanos co-financiados pelo Banco Mundial. As obras terão a duração de dez anos, dos quais dois de construção e os restantes oito de manutenção.
As Forças Armadas dos EUA em África (AFRICOM) comunicaram um ataque aéreo de “autodefesa coletiva” contra militantes do al-Shabab – matando 13 combatentes na Somália.
O ataque aéreo teve lugar nas imediações de Seiera, cerca de 45 quilómetros a noroeste de Kismayo.
Contudo, o AFRICOM disse que o ataque aéreo de sábado foi realizado em apoio às forças somalis que foram atacadas por combatentes do al-Shabab.
“Trabalhando com o Exército Nacional da Somália, a avaliação inicial do Comando Africano dos EUA é que o ataque aéreo matou 13 combatentes do al-Shabab e que nenhum civil foi ferido ou morto”, disse o AFRICOM em comunicado.
“O comando continuará a avaliar os resultados desta operação e fornecerá informações adicionais, se necessário. Detalhes específicos sobre as unidades envolvidas e os meios utilizados não serão divulgados a fim de garantir a segurança das operações.”
Os EUA consideram o Al-Shabab a maior e mais ativa rede da Al-Qaeda no mundo. O Al-Shabab fundiu-se com a Al-Qaeda em fevereiro de 2012.
“[Al-Shabab] provou sua vontade e capacidade de atacar forças parceiras e americanas e ameaçar os interesses de segurança na região”, disse o AFRICOM.
No entanto, militantes do al-Shabab invadiram a aldeia recentemente libertada de Cowsweyne, no estado central de Galmudug, matando soldados do governo na madrugada de sábado, disseram à VOA fontes de segurança.
Segundo dois oficiais de segurança que pediram para não serem identificados porque não estão autorizados a comentar operações militares sensíveis, os militantes atacaram a aldeia usando explosões de dispositivos explosivos transportados por veículos (VBIED) ou carros-bomba, seguidos por militantes armados que se envolveram em pesados tiroteios com as forças governamentais.
De acordo com a agência noticiosa nacional somali (SONNA), as forças governamentais repeliram o ataque e destruíram os VBIED.
Contudo, o grupo extremista al-Shabab emitiu um comunicado de imprensa afirmando ter “invadido” a base e matado 178 soldados e capturado prisioneiros. Esta alegação não foi verificada de forma independente.
Mais de 24 horas após o ataque, a situação em Cowsweyne, 60 quilómetros a noroeste da cidade de Ceel Dheer, continua a ser incerta. Um funcionário local descreveu o ataque em Cowsweyne como “doloroso”.
Os soldados do governo somali libertaram Cowsweyne em 22 de agosto, quando o governo retomou as operações militares contra o al-Shabab para retirar o grupo do centro da Somália e empurrar os militantes para o sul.
Os oficiais militares disseram que estão a visar duas cidades principais do estado, Elbur e Galhareri. Elbur foi capturada sem luta na sexta-feira por uma grande coluna de forças somalis. Os militantes da Al-Shabab têm vindo a retirar-se das cidades e aldeias e a recuar para o mato, com a intenção de prolongar a guerra de guerrilha.
Moçambique irá receber, no primeiro trimestre de 2027, um novo navio balizador avaliado em dez milhões de dólares, encontra-se actualmente em construção na Coreia...