Em menos de três meses, cerca de três milhões de pessoas foram deslocadas internamente no Sudão e para além das fronteiras em resultado do conflito no país, alertou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Entretanto, além dos mais de 2,2 milhões de pessoas deslocadas internamente, cerca de 700.000 outras fugiram para os países vizinhos, de acordo com os últimos dados da Matriz de Acompanhamento de Deslocações (DTM, na sigla em inglês) da agência das Nações Unidas para as migrações.
A maioria das pessoas deslocadas no Sudão fugiu do estado de Cartum (67%) e do Darfur (33%) para os estados do norte do país (16%), do Rio Nilo (14%), do Darfur Ocidental (7%) e do Nilo Branco, especifica a OIM.
“A alimentação, o acesso aos serviços de saúde e os artigos de primeira necessidade continuam a ser extremamente escassos”, sublinha-se no relatório.
Embora a maioria dos deslocados internos viva integrada em comunidades de acolhimento, mais de 280.000 estão atualmente a viver em abrigos de último recurso, como campos, edifícios públicos e abrigos improvisados, em especial no estado sudanês do Nilo Branco, segundo a DTM.
Assim, o relatório dá conta de movimentos migratórios observados nas fronteiras do Sudão com o Egito (40%), com o Chade (28%), com o Sudão do Sul (21%), com a Etiópia e com a República Centro-Africana (RCA).
Das mais de 697.000 pessoas que atravessaram a fronteira para os países vizinhos, 65% são sudaneses e estima-se que 35% sejam repatriados e nacionais de países terceiros, especifica-se no relatório.
Destas quase 700.000 pessoas, “a maioria encontra-se em condições extremamente precárias”, alerta a OIM.
“A escalada contínua da violência está a agravar uma situação humanitária já de si terrível no país e na região. Pelo menos 24,7 milhões de pessoas – cerca de metade da população do Sudão – necessitam urgentemente de ajuda humanitária e de proteção”, aponta o relatório, segundo o qual “um terço” das pessoas mais necessitadas se encontra no Darfur, “onde a situação se está a deteriorar drasticamente”.
“A OIM reitera os apelos a um cessar-fogo permanente e à eliminação dos entraves burocráticos, a fim de assegurar corredores humanitários seguros e garantidos e permitir a entrega de ajuda às pessoas em zonas de difícil acesso”, afirma o diretor regional da organização para o Médio Oriente e Norte de África, Othman Belbeisi, citado no documento.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Projecto. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para o seu quadro interno um (1) Contabilista. Saiba mais.
A Reencontro – Associação Moçambicana para Apoio e Desenvolvimento da Criança Órfã e Vulnerável, no âmbito do Projecto VIVA+, em parceria com a FDC pretende contratar um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.
A CESAL pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor – Diagnóstico, formação e acompanhamento do reforço institucional da UAAMAT para melhorar a gestão e a administração. Saiba mais.
Um juiz de instrução do tribunal de Paris emitiu em abril um mandado de captura internacional para Carlos Ghosn, ex-líder da Renault-Nissan, que vive no Líbano, informou na terça-feira a AFP citando fonte próxima do dossiê.
O mandado está relacionado com um inquérito sobre contratos de uma subsidiária da Renault-Nissan, de acordo com a mesma fonte.
Ghosn já tinha sido alvo de uma outra ordem de detenção internacional emitida em abril de 2022 por um magistrado de Nanterre, no âmbito de uma investigação sobre uso indevido de bens empresariais e branqueamento de capitais em ligação com um distribuidor de Omã, Suhail Bahwan Automobiles (SBA).
“Carlos Ghosn não pode sair do Líbano, as autoridades libanesas impedem a sua saída do território devido aos processos no Japão, por isso, não pode responder às intimações em França”, disseram à AFP os advogados do visado.
Carlos Ghosn, que tem cidadania francesa, brasileira e libanesa, chegou a estar preso preventivamente no Japão, mas fugiu do país em finais de 2019 e foi para o Líbano.
A violência urbana em França desde a morte de um jovem 17 anos, na semana passada, pela polícia diminuiu durante a noite de terça para quarta-feira, segundo o Ministério do Interior.
Um relatório nacional do ministério dá conta de 16 detenções e oito prédios queimados ou danificados. Em Paris e nos subúrbios, sete pessoas foram presas.
O ministério registou até agora um total 202 incêndios na via pública, incluindo caixotes do lixo, 159 viaturas incendiadas e quatro ataques a instalações da polícia.
Cerca de 45.000 elementos da policia e da guarda responsável pela manutenção da ordem pública (gendarmaria) foram mobilizados na terça-feira à noite. Nenhum ficou ferido, de acordo com o ministério.
Na terça-feira, as autoridades reportaram a nível nacional 3.625 pessoas colocadas sob custódia policial, incluindo 1.124 menores, desde o início dos motins. Entre eles, 990 foram presentes às autoridades judiciárias e 380 presos.
A violência noturna começou a diminuir no domingo.
Na terça-feira, o presidente Emmanuel Macron manifestou-se “cauteloso” sobre a perspetiva de um regresso à calma no país, embora dissesse acreditar que o “pico” da violência havia passado.
Macron anunciou ainda uma “lei de emergência” para a reconstrução das cidades afetadas pelos distúrbios e prometeu ajuda financeira para reparações relativas a “estradas, estabelecimentos municipais e escolas” e apoio para reparação dos equipamentos de videovigilância avariados.
A ministra da Educação admitiu atrasos no pagamento de horas extras aos professores, pedindo, no entanto, que os profissionais continuem a fazer o seu trabalho.
“Estamos conscientes de que estamos com essa dívida com os nossos colegas professores, mas queríamos sossegá-los”, pois “no momento oportuno essas horas serão pagas”, disse à comunicação social Carmelita Namashulua.
A responsável falava em Maputo, à margem do VII Congresso Internacional de Educação Ambiental de Países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Galiza.
Na ocasião, a ministra pediu que os professores “continuem a fazer a sua parte”, referindo que a “janela de pagamento das horas extras não foi eliminada, mas sim suspensa”, no âmbito do aperfeiçoamento e gestão da Tabela Salarial Única (TSU).
“Primeiro tem que se gerir e enquadrar melhor todas as preocupações relativas à TSU. Não só a janela de horas extras, como também outras janelas”, frisou Namashulua.
As chuvas torrenciais que têm assolado o sudoeste da China já provocaram a morte a 15 pessoas.
As cheias também destruíram edifícios e provocaram milhares de desalojados.
Entretanto, o presidente chinês já apelou a um esforço para a proteção dos habitantes, perante estas inundações que estão a afetar o sudoeste do território.
O futebolista internacional inglês Mason Mount, de 24 anos, assinou contrato por cinco épocas, até junho de 2028, com mais uma de opção, com o Manchester United, informaram esta quarta-feira os ‘red devils’.
“Mason Mount juntou-se ao Manchester United num contrato até junho de 2028, com mais um ano de opção”, afirmou o clube na sua página oficial na internet.
Assim, o médio chega ao United, equipa que inclui os portugueses Bruno Fernandes e Diogo Dalot, depois de quatro temporadas na equipa principal do Chelsea, pela qual conquistou a Liga dos Campeões, a Supertaça Europeia e o Mundial de clubes.
O jogador Mason Mount fez a sua formação no Chelsea, desde os escalões de infantis, até chegar aos seniores, sendo nas primeiras duas épocas neste escalão emprestado aos neerlandeses do Vitesse e ao Derby County.
“Nunca é fácil deixar o clube no qual crescemos, mas o Manchester United é uma oportunidade de um novo desafio entusiasmante para a fase seguinte da minha carreira. Joguei contra eles e sei o quão fortes são”, declarou o jogador, citado pelo Manchester United.
Reduz a procura de transporte de passageiros no Terminal Internacional e Interprovincial da Junta, na cidade de Maputo para a África do sul.
Em causa, estão os assaltos a alguns moçambicanos e estrangeiros, na vizinha África do Sul, que ocorrem na sequência do congestionamento provocado por camiões na fronteira do Lebombo, naquele país vizinho.
Por conta desta situação são poucas as viaturas que esta semana saem da Junta com passageiros em direcção ao País vizinho.
Assim, as rotas Maputo/Joanesburgo e Maputo/Nelspruit, são as mais afectadas pelo fenómeno.
Contas feitas pela Gestão do Terminal Internacional e Interprovincial da Junta, dão conta que nas duas rotas, só e possível tirar actualmente duas viaturas por dia, contra as anteriores sete em dias normais.
O coordenador Geral das Rotas Internacionais no terminal internacional e Interprovincial da Junta, Luiz Mabunda, lamenta o facto, afirmando que os transportadores estão a somar enormes prejuízos com a situação.
Pelo menos uma pessoa morreu e 25 ficaram feridas em bombardeamentos pelo exército ucraniano em Makiivka, na autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD), anexada pela Rússia em setembro no âmbito da invasão da Ucrânia, noticiou a agência TASS.
Por outro lado, as autoridades russas também hoje novos ataques das forças armadas ucranianas com ‘drones’ (aparelhos voadores não tripulados) e artilharia contra cidades das regiões fronteiriças de Belgorod e Kursk, que provocou ferimentos numa mulher.
“Uma mulher teve de ser hospitalizada com ferimentos no peito causados por estilhaços”, escreveu o governador da região de Belgorod, Vladislav Gladkov, na conta pessoal na rede social Telegram, indicando que o alvo do ataque foi a cidade de Valuiki, situada a cerca de 10 quilómetros da fronteira ucraniana.
Em Makiivka, o presidente da câmara da cidade, Vladislav Kliucharov, citado pela TASS, referiu que nos ataques do exército ucraniano, registados ao final da tarde de terça-feira, um civil morreu e que os 25 feridos foram levados para vários hospitais.
Entretanto, o governador da RPD, Denis Pushilin, disse na rede social Telegram que o ataque ocorreu no final da tarde em áreas residenciais e num complexo hospitalar.
“Neste momento, há 25 vítimas conhecidas, incluindo ferimentos em duas crianças, uma de dois e outra de sete anos”, disse Pushilin, acrescentando que foram danificados vários prédios de apartamentos, hospitais, escolas e jardins-de-infância.
Por seu lado, as Forças Armadas ucranianas afirmaram ter atacado “uma formação de terroristas russos” em Makiivka, sem dar mais pormenores sobre o incidente.
“Como resultado do impacto efetivo do fogo das Forças de Defesa, outra formação de terroristas russos na Makiivka, temporariamente ocupada, deixou de existir”, disse o Gabinete de Comunicações Estratégicas das Forças Armadas Ucranianas através da respetiva conta no Telegram.
A mensagem inclui um vídeo que mostra uma explosão e vários edifícios.
As autoridades ucranianas não comentaram oficialmente o alvo atacado em Makiivka, no âmbito da contraofensiva lançada há várias semanas no sul e leste do país.
Sobre os ataques às cidades nas regiões fronteiriças de Belgorod e Kursk, Vladislav Gladkov acrescentou que a ofensiva ucraniana durou mais de uma hora e causou danos em oito casas e linhas elétricas.
De acordo com o governador de Belgorod, um ‘drone’ e três mísseis Grad foram abatidos pela defesa aérea do exército russo.
Gladkov referiu que também se registou um ataque ucraniano na região vizinha de Kursk, sem vítimas, apesar de 12 projeteis terem atingido a aldeia de Tiotkino, disse o governador da área, Roman Starovoit.
“Não há vítimas. A escola local ficou muito danificada. Vamos começar a repará-la o mais rapidamente possível”, escreveu no Telegram.
Uma pessoa morreu e quase 300 casas foram danificadas, algumas totalmente, devido ao mau tempo que assolou Timor-Leste desde o início do mês, com inundações e deslizamentos a afetarem estradas e pontes, de acordo com as autoridades locais.
Anacleto Caetano, diretor do Gabinete de Relações Externas da Autoridade de Proteção Civil (APC) disse que a vítima mortal é um estudante arrastado pelas águas no município de Lautem, um dos afetados pelo mau tempo.
O mau tempo causou danos a casas privadas, estradas e pontes em nove dos 13 municípios de Timor-Leste, com centenas de famílias a terem de ser realojadas em instalações temporárias.
O mandatário da Renamo, Venâncio Mondlane, anunciou que o seu partido vai concorrer em todas autarquias do país, no sufrágio marcado para 11 de Outubro.
Venâncio Mondlane falava momentos após formalizar a inscrição da Renamo para as VI Eleições Autárquicas.
Este é o sexto partido que formalmente manifestou o interesse de participar do escrutínio deste ano.
A justiça Europeia retirou a imunidade parlamentar ao ex-presidente do governo regional catalão Carles Puigdemont e outros dois eurodeputados reclamados por Espanha para serem julgados pela tentativa de independência da Catalunha em 2017.
No entanto, a decisão de retirar a imunidade parlamentar a Carles Puigdemont, Toni Comín e Clara Ponsatí é do Tribunal Geral da União Europeia e ainda admite recurso para uma instância superior, o Tribunal de Justiça da União Europeia, o que o ex-presidente do governo da região autónoma espanhola da Catalunha já disse que irá fazer.
“Nada acaba, pelo contrário. Tudo continua. Apresentaremos recurso perante o Tribunal de Justiça da UE”, escreveu Puigdemont na rede social Twitter, pouco depois de ter sido tornada pública a decisão judicial.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que uma pedra gigante rolou e esmagou um carro durante um deslizamento. O acidente ocorreu na Índia e deixou duas pessoas mortas.
De acordo com o portal India Today, o acidente ocorreu nesta terça-feira (04), na cidade de Dimapur, que fica no estado de Nagaland. Além dos mortos, outras três pessoas ficaram feridas.
O vídeo que circula nas redes sociais registrou o momento em que a pedra desliza de um barranco e atinge os veículos. Um dos carros fica completamente destruído, enquanto outro é derrubado.
As imagens ainda registraram que, além da pedra gigante, outra deslizou e atingiu um veículo que estava mais a frente na estrada.
A mídia local informa que uma pessoa morreu no local do acidente, enquanto a outra teve o óbito declarado enquanto recebia atendimento médico no hospital.
Um indivíduo incendiou a casa da sua namorada por supostamente não ter aceitado o término da relação. O caso deu-se no bairro Mapulene, Cidade de Maputo.
A casa incendiada pertence a uma chefe do quarteirão 51, no bairro Mapulene, na Cidade de Maputo. Segundo conta a dona da residência que foi reduzida a cinzas, o jovem de pouco mais de 30 anos de idade, com que “amantizava”, decidiu incendiar a sua casa por não aceitar o término da relação amorosa que durava havia sete anos.
Por ver o seu amor não mais correspondido pela sua “amante”, nos últimos tempos, o homem partiu para a “justiça” pelas próprias mãos. Era pouco mais da meia-noite de hoje.
O motivo da separação é o comportamento do jovem nos últimos dias. Casado e curiosamente vizinho da sua ex-parceira, o homem vinha-se aproveitando dos bens da “amante”.
“Eu já não gostava do comportamento dele. Sempre vinha para minha casa roubar as minhas coisas. Em Março, roubou-me sete mil Meticais de poupança, prometeu pagar, mas, até aqui, nada foi feito. Quando bebesse, vinha criar confusão perante a minha família”, desabafa Albertina Macupe, ex-amante do homem que queimou a casa.
Segundo conta a dona da casa, o jovem ateou o fogo pela janela, após várias tentativas de conversa com a sua ex-parceira.
“No sábado, saí para Magoanine, e ele viu-me saindo. Depois de me ter visto, decidiu ligar-me e pediu que conversássemos à minha volta. No regresso, não lhe dei sinal. Ligou-me várias vezes, mas não atendi. Tempo depois, foi à minha casa, bateu à porta, alegando que queria conversar, mas recusei-me a abrir. Fez-se à janela, pediu igualmente que abrisse, neguei. Quebrou o vidro e, por ver a atitude dele, decidi sair para o quarto das crianças. Quando a minha filha foi espreitar no meu quarto, viu que a cama já estava em chamas”, descreve Albertina Macupe os contornos do crime.
Após o cometimento do crime, o homem acusado de queimar a casa saiu do bairro Mapulene. Ainda assim, não se rende à decisão da ex-companheira. Contactado telefonicamente pela sua ex-companheira, confessou o crime e exigiu um frente-a-frente com ela.
“Tomei aquela atitude porque não estava a ser clara comigo. Sempre lhe ligava pedindo para conversar, mas nunca me deu ouvidos. Nos últimos dias, andava indiferente e a dar voltas. Devia ter-me dito que estava noutra relação e que tinha acabado tudo entre nós. Se o tivesse feito, não mais teria ligado para si”, confessa o crime o jovem, para de seguida exigir um frente-a-frente.
“Nós os dois precisamos de conversar para colocarmos ponto final nesta história. Seja honesta e diga-me que acabou”, atira o homem que, para os vizinhos, já devia ter-se rendido à decisão da sua amante.
“É um mau exemplo que ele está a dar aos homens da zona e não só. Nós, as mulheres, teremos medo de nos relacionarmos temendo algo igual. Amor não se força. Quando dizem ‘acabou’, tem de aceitar e ir-se embora”, sentencia uma das vizinhas.
O Conselho Municipal da Beira (CMB) está a intervencionaras ruas que se apresentam extremamente degradadas. Exemplo disso são as estradas da zona do Manganhe, Matacuane, Maquinino e Manga, que estão a ser pavimentadas.
No entanto, o trabalho consiste em remover o asfalto danificado e reabilitar a base antes da aplicação do pavê, sobretudo no interior da cidade.
A intervenção abrange nesta fase as vias que se apresentavam praticamente intransitáveis devido ao avançado estado de degradação.
Em algumas vias, os buracos eram tantos que os automobilistas evitavam-nas, o que pressiona as “vias alternativas”, que em alguns momentos do dia, ficam completamente bloqueadas de tantos veículos disputarem espaço para circular.
O Tribunal Geral da União Europeia (TGUE), com sede no Luxemburgo, retirou, esta quarta-feira, a imunidade parlamentar a Carles Puigdemont e às eurodeputadas catalãs Toni Comín e Clara Ponsatí, dando assim liberdade ao juiz do Supremo Tribunal, Pablo Llarena, de emitir um mandado de prisão europeu a exigir que o antigo presidente do Governo da Catalunha se entregue em Espanha, avança o El País.
Segundo este jornal espanhol, a Defesa de Puigdemont já disse que vai “recorrer da decisão e pedir medidas cautelares” ao Tribunal de Justiça da União Europeia.
A sentença desta quarta-feira do TGUE confirma assim a retirada da imunidade aos três eurodeputados pelo Parlamento Europeu, em março de 2021, a pedido do Supremo Tribunal de Espanha.
Em maio de 2021, recorde-se, os três eurodeputados independentistas apresentaram um pedido de medidas provisórias para que a sua imunidade fosse restaurada numa base preventiva – que o Tribunal Geral da UE aceitou numa primeira decisão a 2 de junho do mesmo ano, mas posteriormente revogada, em 30 de julho, considerando que não corriam o risco de serem presos.
Puigdemont, Comín e Ponsatí recorreram desta última decisão junto do TGUE, que, em maio de 2022, voltou a decidir a seu favor, concedendo-lhes imunidade provisoriamente, até emitir uma sentença definitiva, o que aconteceu hoje.
Ao contrário do que tinha acontecido nessa altura, o recurso dos políticos catalães, que alegam “perseguição política”, foi agora indeferido.
Uma vez levantada a imunidade, lembra o El País, o ex-líder do Governo da Catalunha “perdeu a blindagem que até agora o tornava intocável na Europa” e os trâmites para a sua entrega à Justiça espanhola, para responderem pela tentativa de independência da Catalunha, em 2017, vão recomeçar.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para o seu quadro interno um (1) Contabilista. Saiba mais.
A Reencontro – Associação Moçambicana para Apoio e Desenvolvimento da Criança Órfã e Vulnerável, no âmbito do Projecto VIVA+, em parceria com a FDC pretende contratar um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.
A CESAL pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor – Diagnóstico, formação e acompanhamento do reforço institucional da UAAMAT para melhorar a gestão e a administração. Saiba mais.
A Associação ELOS está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Técnico Provincial de de Circuncisão Médica Masculina Voluntária. Saiba mais.
O ataque em grande escala de Israel à cidade palestiniana de Jenin, descrito como o maior dos últimos 20 anos na Cisjordânia, levou à fuga de milhares de pessoas de um campo de refugiados.
A operação israelita começou na madrugada de segunda-feira e tem como alvo um posto de comando do grupo militante Brigada de Jenin, localizado dentro do campo.
“Até agora, cerca de três mil pessoas deixaram o campo”, avançou esta terça-feira o vice-governador de Jenin, Kamal Abu al-Roub, à agência AFP. Agora, esses refugiados deverão receber abrigo em escolas e outras instalações temporárias na cidade.
Organizações não-governamentais preveem que o número de deslocados continue a aumentar, já que a operação de Israel poderá arrastar-se por vários dias. No total, o campo abriga entre 12 mil a 18 mil pessoas.
De acordo com o Ministério da Saúde da Palestina, contam-se já dez vítimas mortais – entre as quais três menores – e uma centena de feridos, 20 deles em estado crítico, desde que Israel lançou o ataque com drones e explosivos em Jenin.
A agência da ONU para os refugiados palestinianos disse entretanto que muitos dos residentes que permanecem no campo precisam de comida, água potável e fórmula para bebés.
Médicos impedidos de entrar no campo
As Nações Unidas expressaram ainda consternação para com a dimensão dos ataques, enquanto a Organização Mundial da Saúde alertou para a falta de acesso a cuidados médicos.
“Estamos alarmados com a escala da operação aérea e terrestre em Jenin, na Cisjordânia ocupada, e sabemos que os ataques aéreos estão a atingir uma área densamente populada do campo de refugiados”, disse Vanessa Huguenin, porta-voz do gabinete humanitário da ONU.
“Os prestadores de cuidados de saúde foram impedidos de entrar no campo de refugiados, incluindo os que queriam auxiliar feridos em estado crítico”, lamentou por sua vez um porta-voz da OMS.
A ONG Médicos sem Fronteiras acrescentou que os tanques dos militares israelitas destruíram estradas de acesso ao campo, tornando impossível às ambulâncias chegares aos pacientes. “Os paramédicos palestinianos foram forçados a seguir a pé, numa área com combates ativos e ataques de drones”, alertou.
Alvo é posto de comando da Brigada de Jenin
O Governo israelita enviou para Jenin entre mil a dois mil militares. O alvo, dizem as Forças de Defesa do país, é um grande posto de comando do grupo militante Brigada de Jenin, situado no interior do campo de refugiados, junto a duas escolas e um centro médico.
É também neste campo que se encontram centenas de membros dos movimentos Hamas, Jihad Islâmica e Fatah, possuindo armas e um crescente arsenal de explosivos.A Brigada de Jenin, composta por membros de diferentes fações, tem sido culpada por Israel por ataques terroristas contra cidadãos israelitas.
Israel justificou o ataque com objetivo de “quebrar a mentalidade de que o campo de refugiados é um porto seguro, quando na verdade se tornou um ninho de vespas”.
O campo de Jenin foi criado nos anos 1950 para abrigar refugiados que deixaram as suas casas em 1948, após a criação do Estado israelita. É, por isso, visto por palestinianos como um símbolo de resistência ao regime.
Autoridade dos transportes da região de Paris divulgou uma primeira estimativa dos danos provocados pelos protestos urbanos ocorridos nas últimas noites, admitindo “pelo menos 20 milhões de euros de prejuízos”.
A primeira-ministra francesa, Élisabeth Borne, anunciou esta segunda-feira que o dispositivo de segurança de 45.000 polícias e guardas nacionais para enfrentar os tumultos desencadeados pela morte do jovem Nahel será mantido durante esta noite. “A prioridade consiste em assegurar o regresso à ordem republicana, o que implica manter o dispositivo de segurança para a noite que se aproxima”, declarou após receber os grupos políticos que integram as duas câmaras do parlamento francês.
Em paralelo, a autoridade dos transportes da região de Paris divulgou uma primeira estimativa dos danos provocados pelos protestos urbanos ocorridos nas últimas noites, admitindo “pelo menos 20 milhões de euros de prejuízos”.
Neste balanço, é necessário incluir “os autocarros incendiados, um elétrico queimado, dois elétricos danificados e mobiliários urbanos destruídos” precisou à agência noticiosa AFP a autoridade regional Ile-de-France Mobilités (IDFM), confirmando uma informação do diário Le Parisien. No total, 39 autocarros foram incendiados desde o início dos tumultos. Cada veículo do género está avaliado em 350.000 euros.
A IDFM recordou que na noite de hoje a circulação dos transportes volta a ser interrompida a partir das 21:00 (hora local), uma medida em vigor há vários dias.
Vários locais para a realização dos eventos desportivos, especialmente na Ile-de-France, estão no centro de bairros sensíveis, que têm registado uma tensão crescente após a morte do jovem de Nahel, de 17 anos, baleado na terça-feira passada por um polícia numa operação de trânsito.
Em cinco noites consecutivas de tumultos, até domingo de manhã, foram registados, entre outros atos de violência, cerca de 5.000 veículos incendiados, quase 1.000 edifícios destruídos total ou parcialmente, 250 ataques a esquadras de polícia e a mais de 700 membros das forças de segurança.
Registado por um vídeo amador que contradiz a história inicial contada pela polícia, o tiro à queima-roupa que um agente disparou contra o jovem em Nanterre (nos arredores de Paris), em 27 de junho, chocou o país, desencadeando uma onda de violência, que repercutiu muito além das fronteiras francesas.
Nas últimas noites, os distúrbios desencadeados pelo incidente de Nanterre levaram à detenção de mais de 3.200 pessoas em toda a França, afirmou o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, durante uma visita à cidade de Reims. O agente da polícia suspeito da morte do jovem está acusado de homicídio e em prisão preventiva.
O navio dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) resgatou de madrugada 196 migrantes em quatro operações e as autoridades italianas designaram o porto de Marina di Carrara, no norte de Itália, a três dias de viagem, para o desembarque.
Durante a noite, o Geo Barents, com a coordenação das autoridades italianas, efetuou quatro resgates e tem atualmente 196 migrantes a bordo, incluindo 47 menores não acompanhados, 16 mulheres e um bebé.
“Na sequência das quatro operações de salvamento efetuadas durante a noite, as autoridades italianas designaram Marina di Carrara como porto de desembarque para os 196 sobreviventes”, informou a organização não-governamental nas redes sociais.
“A viagem destas pessoas ainda não terminou. Ainda têm três dias de navegação pela frente porque as autoridades italianas designaram Marina di Carrara, a 1.025 quilómetros de distância, como porto de desembarque”, lamentaram os MSF.
O desembarque de migrantes continua, embora tenha abrandado nas últimas horas, o que permitiu esvaziar o centro de acolhimento da ilha italiana de Lampedusa, onde se encontram atualmente cerca de 430 migrantes, depois de mais de 3.000 no último fim de semana.
O Ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, e a Comissária Europeia para os Assuntos Internos, Ylva Johansson, visitarão a ilha, ponto de chegada de dezenas de milhares de migrantes do Norte de África.
Foi inaugurado o novo Centro de Dados Híbrido do Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane (CIUEM), uma infraestrutura tecnológica concebida e implementada pela...
O Banco de Moçambique (BdM) anunciou uma alteração significativa no limite de utilização de cartões bancários para pagamentos no exterior.
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