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Terça-feira, Agosto 11, 2026
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Navio dos MSF resgata 196 migrantes

O navio dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) resgatou de madrugada 196 migrantes em quatro operações e as autoridades italianas designaram o porto de Marina di Carrara, no norte de Itália, a três dias de viagem, para o desembarque.

Durante a noite, o Geo Barents, com a coordenação das autoridades italianas, efetuou quatro resgates e tem atualmente 196 migrantes a bordo, incluindo 47 menores não acompanhados, 16 mulheres e um bebé.

“Na sequência das quatro operações de salvamento efetuadas durante a noite, as autoridades italianas designaram Marina di Carrara como porto de desembarque para os 196 sobreviventes”, informou a organização não-governamental nas redes sociais.

“A viagem destas pessoas ainda não terminou. Ainda têm três dias de navegação pela frente porque as autoridades italianas designaram Marina di Carrara, a 1.025 quilómetros de distância, como porto de desembarque”, lamentaram os MSF.

O desembarque de migrantes continua, embora tenha abrandado nas últimas horas, o que permitiu esvaziar o centro de acolhimento da ilha italiana de Lampedusa, onde se encontram atualmente cerca de 430 migrantes, depois de mais de 3.000 no último fim de semana.

O Ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, e a Comissária Europeia para os Assuntos Internos, Ylva Johansson, visitarão a ilha, ponto de chegada de dezenas de milhares de migrantes do Norte de África.

Niassa: Reabilitação de estradas em Cuamba decorre a bom ritmo

No distrito de Cuamba na província do Niassa, decorrem a bom ritmo os trabalhos de reabilitação de estradas danificadas durante a época chuvosa.

O esforço do governo de Cuamba visa restabelecer a ligação rodoviária com os povoados que estavam isolados na província devido ao corte de rodovias.

O administrador do distrito de Cuamba, João Manguinji, disse que neste momento a preocupação é de melhorar a transitabilidade nas estradas Cuamba/Mecanhelas, Cumba /Lúrio, Cuamba/Etatara e Lúrio/Muitetere que apresentam as suas plataformas e outras estruturas de drenagem destruídas.

Esses troços totalizam cerca de cento e oitenta quilómetros de extensão e o administrador João Manguinji garante que já foram apurados os empreiteiros para o arranque das obras.

Na zonas rurais, os trabalhos de reparação das vias de acesso vão contar com a comparticipação das comunidades locais

O distrito de Cuamba conta com mais de mil quilómetros de estradas de categorias diversas.

Tete: Procuradoria manda suspender actividades numa mina

O conflito que opõe a Cooperativa dos Mineiros Artesanais Samora Moisés Machel e a empresa Mulamuli, Lda., numa mina de ouro, no distrito de Chifunde, em Tete, continua sem fim à vista.

A Procuradoria Provincial de Tete diz que mandou suspender as actividades para investigar algumas acusações que pesam sobre os sócios da cooperativa, mas a destruição de infra-estruturas no local e a retirada compulsiva de mineiros artesanais são ilegais.

Em Junho, o jornal O País noticiou que cerca de três mil membros da Cooperativa dos Mineiros Artesanais Samora Moisés Machel e a empresa Mulamuli, Lda estavam envolvidos num conflito pelas minas de ouro em Chifunde.

O problema prevalece e os mineiros artesanais explicam que a situação iniciou em 2018, quando a cooperativa recebeu uma nota de uma empresa denominada Ouro Mulamuli, Lda., de capitais sul-africanos, com o objectivo de fazer pesquisas na área para determinar a existência ou não de certos minerais e não haveria conflito com as actividades da cooperativa.

Segundo a Cooperativa dos Mineiros Artesanais, a empresa desviou o foco das suas actividades e pediu concessão de licença para exploração de minérios na mesma área onde a Cooperativa Samora Moisés Machel opera há mais de 15 anos. Porém, assim que a licença foi emitida, a empresa encetou uma campanha de remoção forçada dos operadores artesanais. Entre os métodos usados destacam-se a campanha de difamação dos líderes da cooperativa; a abertura de processos-crime contra os membros seniores da cooperativa e prisão destes por parte do SERNIC sob acusação de serem delinquentes; destruição dos meios de trabalho das cooperativistas; queima de suas habitações e destruição de infra-estruturas construídas pela cooperativa, como posto policial e um centro de saúde para a comunidade.

Neste momento, os associados estão espalhados por vários pontos de Chifunde, alguns a viver no mato por temerem represálias e há indicações de que alguns fugiram para o Malawi.

O jornal O País procurou ouvir a empresa Mulamuli, Lda, através dos seus advogados, mas estes alegaram que ainda é prematuro pronunciar-se sobre o assunto.

Por sua vez, a Procuradoria Provincial em Tete disse que mandou suspender as actividades nas minas abrangidas pelo conflito para investigar algumas acusações que pesam sobre os sócios da Cooperativa Samora Moisés Machel, mas a destruição de infra-estruturas no local e a retirada compulsiva de mineiros artesanais são ilegais.

A Procuradoria Provincial em Tete garante estar a trabalhar para encontrar os mentores da destruição nas minas em disputa.

Sobre o assunto, contactámos a Direcção Provincial de Infra-estruturas, que também responde pelo sector de minas em Tete. O responsável disse que não podia pronunciar-se, alegadamente porque o assunto já estava sob alçada do Ministério do Recursos Minerais e Energia.

Igualmente, a administradora do Distrito de Chifunde alegou que não conhece o problema, mas o jornal O País sabe que ela esteve no local dias depois da expulsão de mineiros artesanais e destruição de seus bens.

Arábia Saudita e Rússia limitam oferta de petróleo

A Arábia Saudita anunciou que vai prolongar a redução da sua produção de petróleo em um milhão de barris diários para apoiar os preços e a Rússia disse que baixará em 500.000 barris as suas exportações.

A redução da Arábia Saudita, com efeitos a partir de julho, vai continuar em agosto e “pode ser prolongada” depois desse período, indicou a agência noticiosa oficial, citando fonte do Ministério da Energia.

“A fonte confirmou que essa redução voluntária adicional reforça as medidas de precaução tomadas pelos países da OPEP+ com o objetivo de apoiar a estabilidade e o equilíbrio dos mercados petrolíferos”, acrescentou a agência.

A decisão mantém em cerca de nove milhões de barris diários a produção do país.

Ao anunciar a redução no mês passado, após uma reunião de produtores de petróleo, o ministro saudita da Energia, Abdelaziz bin Salman, precisou que poderia ser “extensível”.

Em abril, vários países da OPEP+, aliança que reúne os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e 10 aliados, incluindo a Rússia, decidiram fazer uma redução voluntária na sua produção em cerca de um milhão de barris por dia, uma decisão inesperada que apoiou momentaneamente os preços, sem conseguir mantê-los em alta por muito tempo.

Os produtores de petróleo têm sido confrontados com a queda dos preços e uma forte volatilidade dos mercados, consequência da invasão russa da Ucrânia e da vacilante recuperação económica da China.

Pouco depois do anúncio da Arábia Saudita, a Rússia declarou que vai reduzir as exportações de crude em 500.000 barris por dia em agosto.

“No quadro dos esforços que visam equilibrar o mercado, a Rússia vai diminuir voluntariamente as entregas aos mercados petrolíferos em 500.000 barris por dia em agosto, reduzindo as exportações nessa quantidade”, afirmou o vice-primeiro-ministro Alexandre Novak, citados pelas agências russas.

A Rússia já tinha anunciado em fevereiro passado uma diminuição da produção em 500.000 barris por dia, uma medida que disse querer manter até ao fim de 2024. A decisão anunciada esta segunda-feira diz respeito às exportações e não à produção.

A reação do mercado às decisões anunciadas por Riade e Moscovo foi discreta. O petróleo Brent, de referência na Europa, subiu 0,98% para 76,15 dólares o barril e o petróleo norte-americano WTI aumentou 1,02% para 71,36 dólares, longe dos picos atingidos em março de 2022, no início do conflito na Ucrânia, quando os preços chegaram perto de 140 dólares.

Desde o início do ano, o Brent baixou 11% e o WTI caiu 7%.

Moçambique desencoraja viagens à África do Sul

Consulado de Moçambique em Nelspruit recomenda aos moçambicanos que viajem para África do Sul somente em casos de extrema urgência, como forma de se prevenirem dos assaltos que se têm tornado recorrentes nas proximidades da fronteira de Lebombo, facilitados pelo congestionamento.

O martírio de longas filas de camiões na Estrada Nacional Número 4 e assaltos na mesma rodovia, cujas vítimas são cidadãos de várias nacionalidades, incluindo moçambicanos, levou recentemente uma equipa da Embaixada de Moçambique na África do Sul a visitar os postos fronteiriços de Lebombo, do lado sul-africano, e de Ressano Garcia, do lado de Moçambique.

Na sequência da visita liderada pela alta-comissária da República de Moçambique na África do Sul, Maria Manuela Lucas, o Consulado de Moçambique na cidade sul-africana de Nelspruit, província de Mpumalanga, produziu um informe, a que O Jornal O País teve acesso, em que constam explicações e recomendações sobre o problema.

Sobre o congestionamento, as autoridades receberam a explicação de que o problema é causado pelo aumento, nos últimos dois anos, de 600 para cerca de dois mil, do número de camiões que atravessam os dois postos fronteiriços.

Mas por outro lado, “o sistema de gestão aduaneira de Moçambique não se encontra conectado com o Sul-africano, o que torna ainda mais lento o processo do desalfandegamento dos camiões, situação que também poderia ser resolvida com a operacionalização da paragem única”.

Assim, o consulado fala de consequências económicas do problema para os dois países, mas também se mostra preocupado com os recorrentes assaltos nas proximidades da fronteira de Lebombo, que têm como vítimas, cidadãos moçambicanos e de outros países.

Deixam assim a recomendação de que as viagens de e para África do Sul sejam feitas “somente para tratar de questões ‘extremamente’ prioritárias, isto até haver garantias de segurança por parte das autoridades sul-africanas, não só nas proximidades da fronteira de Lebombo, mas também na cidade de Mbombela (Nelspruit), onde também se verifica um aumento considerável do número de assaltos aos moçambicanos”.

Sendo imperiosa a deslocação, o consulado fala das horas recomendáveis a fazer a travessia. “Devem priorizar o período entre as 09h30 e 13h30, para efectuarem os movimentos migratórios, uma vez haver uma significativa redução de viaturas, principalmente de transportes públicos de passageiros e camiões de carga, que normalmente efectuam a travessias às primeiras horas da manhã e no final do dia”, lê-se no documento.

Vietname proíbe filme “Barbie” devido a mapa que mostra reivindicações chinesas

O Vietname proibiu a distribuição do filme “Barbie” por incluir uma imagem de uma mapa com as reivindicações chinesas em águas disputadas no mar do Sul da China, noticiou a imprensa local.

O jornal Vietnam Express e outros meios de comunicação social vietnamitas afirmaram que os cartazes publicitários de “Barbie” foram retirados das páginas eletrónicas dos distribuidores de filmes, depois de a decisão de segunda-feira.

Com Margot Robbie no papel de Barbie e Ryan Gosling, como Ken, o filme cómico de Greta Gerwig devia estrear a 21 de julho nos cinemas vietnamitas.

O diretor-geral do Departamento de Cinema do Vietname, Vi Kien Thanh, afirmou que a decisão foi tomada pelo Conselho de Avaliação do Cinema vietnamita.

O mapa do filme mostra a “linha dos nove traços” da China, relativa às reivindicações de soberania de Pequim sobre a maior parte do mar do Sul da China, rejeitadas pelo Vietname, pela Malásia e pelas Filipinas.

Em 2016, um tribunal internacional decidiu que a “linha de nove traços” não tem base legal e que as Filipinas tinham direito a uma zona económica exclusiva em parte da área reivindicada por Pequim. A China rejeitou a decisão.

A China afirma que a maioria do mar do Sul da China se encontra dentro da “linha dos nove traços”, utilizada para demarcar o que considera ser a fronteira marítima.

Esta afirmação tem levado a tensos impasses entre a China e países-membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, Indonésia, Vietname, Malásia, Brunei e Filipinas), com os barcos de pesca e navios militares chineses a tornarem-se mais agressivos nas águas disputadas.

Em 2019, o Vietname ordenou o cancelamento da exibição de “Abominável” depois de os espetadores se terem queixado de uma cena que mostrava a “linha dos nove traços”.

Os políticos das Filipinas apelaram para um boicote a todos os lançamentos da produtora norte-americana DreamWorks em protesto contra a cena, e a Malásia ordenou que a cena fosse cortada do filme.

Sudão: Cartum novamente palco de confrontos violentos com artilharia pesada

A capital do Sudão, Cartum, foi palco de violentos confrontos entre o exército e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF), com combates de artilharia e armas ligeiras, além de aviões de guerra.

Segundo o relato de testemunhas na cidade, citadas pela agência Efe, houve confrontos em vários pontos da capital sudanesa, incluindo a base do Corpo Blindado, na zona de Al Shayara, no sul da capital, com o exército a responder aos ataques das RSF com artilharia pesada.

O Corpo Blindado é uma das bases estratégicas mais importantes do exército em Cartum e está debaixo de fogo há vários dias por parte dos paramilitares, que tentam controlar o local.

Na cidade de Um Durman, o panorama repete-se, com o exército a calcorrear a cidade a pé, entrando nas casas à procura de quem esteja a dar abrigo aos paramilitares das RSF.

O exército destruiu 13 pequenos camiões que transportavam mantimentos para “os rebeldes” na região de Riad, a leste de Cartum, de acordo com uma fonte militar.

Os confrontos de domingo fizeram pelo menos três mortes e mais de 50 feridos, disse um funcionário do Ministério da Saúde.

A guerra pelo poder entre os dois generais, que começou em 15 de abril, já fez pelo menos 2800 mortos desde 15 de abril, segundo a organização não-governamental Acled.

Um número que pode estar largamente subestimado, já que os combates impedem a contagem do número de corpos espalhados pelas ruas em Cartum, e também na região do Darfur, no oeste do país, que faz fronteira com o Chade, onde se têm intensificado os ataques.

A violência levou cerca de 2,8 milhões de pessoas a fugir das suas casas, 645 mil das quais procuraram refúgio em países vizinhos, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

A ONU alertou que a guerra tomou um rumo “étnico” no Darfur e disse que a violência na região pode equivaler a “crimes contra a humanidade”.

Beira: Travada exportação ilegal de 171 toneladas de gergelim

As autoridades alfandegárias em Sofala, anunciaram na cidade da Beira, que travaram a tentativa de exportação ilegal de cerca de 171 toneladas de gergelim para a República da China.

“Os serviços provinciais das alfândegas de Moçambique travaram, no fim-de-semana, tentativa de exportação de cerca de 171 toneladas de gergelim em seis contentores”, disse à comunicação social Dionísio Lambo, director dos Serviços Provinciais das Alfândegas.

Segundo a fonte, a apreensão do gergelim (sésamo) ocorreu no porto da Beira, quando um exportador nacional tentou utilizar ou submeter uma documentação irregular, infringindo a lei aduaneira.

“O exportador submeteu o pedido de exportação junto aos serviços e uma equipa nossa de fiscalização foi ao local. Fez-se um trabalho e realmente tratava-se de gergelim, mas no acto da submissão do processo na Janela Única notámos que alguma documentação não estava em ordem. Então, abortámos a exportação”, declarou.

Neste caso, além dos problemas com a documentação, havia, no mesmo processo, problemas com as facturas.

“Ele apresentou facturas com diferentes consignatários”, notou a fonte, acrescendo que há um processo que agora corre termos no Tribunal Aduaneiro da Província de Sofala.

Diminuem casos de morte por malária em Niassa

Sessenta e oito pessoas morreram, de Janeiro a esta parte, na província de Niassa, vítimas da malária.

Segundo a RM, o número representa uma redução em 30 por cento se comparado com igual período do ano passado, em que foram registados 107 óbitos, segundo o Director dos Serviços Provinciais de Saúde de Niassa, José Manuel.

Ele disse que a tendência de redução é vista também nas doenças diarreicas.

França: Autoridades detiveram 72 pessoas na última noite

Pelo menos 72 pessoas foram detidas na sétima noite consecutiva de distúrbios em França, que segundo o Ministério do Interior registou menos incidentes em relação aos últimos dias.

O número de detenções na noite de segunda-feira para terça-feira comunicadas pelo Governo, sem referir a gravidade dos incidentes, é inferior às 157 da noite anterior e às 400 detenções ocorridas na noite de sábado para domingo.

Segundo os dados oficiais, durante os distúrbios que eclodiram na semana passada, foram incendiados 159 carros, 24 edifícios públicos ficaram danificados assim como quatro postos de polícia.

Nos últimos dias estiveram destacados 45 mil polícias e gendarmes em vários pontos do país mas sobretudo na região de Paris.

O presidente francês, Emmanuel Macron, recebe hoje no Palácio de Eliseu mais de 200 autarcas de localidades onde se registaram distúrbios.

Segundo a associação patronal francesa Medef, os distúrbios já provocaram danos avaliados em cerca de mil milhões de euros: 200 estabelecimentos comerciais foram totalmente pilhados e 300 agências bancárias ficaram destruídas, assim como 250 quiosques de rua.

A Medef não incluiu ainda a previsão do eventual impacto dos incidentes na imagem da França relativamente ao turismo.

Os distúrbios foram desencadeados no passado dia 27 de junho quando um jovem de 17 anos foi alvejado mortalmente por um polícia num posto de controlo de trânsito.

O jovem, que não tinha carta de condução, foi atingido quando tentava evitar o controlo policial em Nanterre, arredores de Paris.

Na segunda-feira, Emmanuel Macron visitou vários quartéis de bombeiros de Paris que estão nas zonas mais próximo dos locais onde ocorrem tumultos tendo admitido a possibilidade de “sancionar economicamente” dos menores de idades responsáveis por atos de violência.

A primeira-ministra, Élisabeth Borne, recebe hoje os líderes dos grupos parlamentares da maioria depois de se ter reunido na segunda-feira com os dirigentes dos partidos da oposição.

EDM somou prejuízos avaliados em 6.7 mil milhões

A Empresa Electricidade de Moçambique (EDM) acumulou um prejuízo de cerca de 6.7 mil milhões de meticais, devido ao roubo de energia eléctrica e vandalização de infra-estruturas, durante o ano passado, em todo país.

O facto foi revelado ontem pelo Presidente do Conselho de Administração da EDM, Marcelino Gildo, durante a assinatura de um memorando de entendimento para cooperação na reabilitação da Escola Primária 25 de Junho, na cidade de Maputo.

Segundo o PCA, o memorando prevê a melhoria da infra-estrutura e instalação eléctrica escolar, tornando aquele estabelecimento um modelo de engajamento comunitário de combate ao roubo de energia e vandalização de bens da EDM.

“O valor serviria para garantir a ligação à Rede Eléctrica Nacional para mais famílias moçambicanas, incluindo escolas e hospitais. A empresa conta com a participação activa do corpo docente, funcionários, estudantes, encarregados de educação e da comunidade no geral, na vigilância e denúncia de práticas ilícitas”, exortou.

“As partes assumiram o compromisso de participar na realização de palestras de sensibilização sobre o roubo de energia e vandalização de infra-estruturas eléctricas, bem como em matérias de eficiência energética”, disse.

Marcelino Gildo enfatizou que a mudança deve começar com os petizes, que são os futuros governantes do país, sublinhado que o sector da educação é fundamental na transmissão de conhecimento, não só académico, mas também moral e social.

Nampula: Município vai demolir barracas sem indemnizar os vendedores

O Município de Nampula está a requalificar um mercado e diz que não vai indemnizar os vendedores cujas barracas serão demolidas. Os lesados estão indignados e pretendem entrar com uma acção no tribunal.

Oficialmente é Mercado 25 de Junho, mas é popularmente conhecido como Mercado do Matadouro. A diferença de nomes não é tão relevante se comparado com a polémica que se instalou devido ao projecto de requalificação do mercado que o município pretende levar a cabo, alargando os acessos para que garantam melhor circulação.

Segundo o comunicado do Município que foi afixado na semana passada, dando um prazo de três dias para os afectados retirarem os seus pertences para dar lugar aos trabalhos de requalificação. O vereador da área afasta qualquer possibilidade de indemnização. E porque os afectados não concordam com a posição do Município, dizem que vão recorrer à justiça para ver reconhecido o seu direito de indemnização.

O Município goza de privilégio de execução prévia, o que significa que pode levar a cabo o seu plano, mesmo com o processo no tribunal, mas ficará obrigado a reparar os danos dos particulares se for condenado.

Ofensiva de Israel na Cisjordânia deixa pelo menos 8 mortos e dezenas de feridos

Em uma das maiores operações militares nos últimos anos, Israel iniciou uma grande ofensiva aérea e terrestre na cidade ocupada de Jenin, na Cisjordânia.

Pelo menos oito palestinos foram mortos, de acordo com autoridades do território ocupado, enquanto as Forças de Defesa de Israel disseram ter como alvo um importante centro de comando do grupo militante Brigadas de Jenin no campo de refugiados do local.

O número de mortos provavelmente vai aumentar, de acordo com o Ministério da Saúde palestino. Em princípio, sete mortes foram confirmadas nos primeiros ataques. A pasta deu o nome de quatro pessoas, todas com marcas de bala no peito e na cabeça, segundo a pasta: Sameeh Abu al-Wafa, Hussam Abu Theeba, Aws al-Hanoun e Nour el-Din Marshoud

Um oitavo palestino, Mohammad Hasanein, de 21 anos, morreu na entrada norte da cidade de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, após ser alvejado pelo exército israelense.

Segundo a rede Al Jazeera, moradores disseram que Israel lançou pelo menos 10 ataques aéreos em Jenin durante a segunda-feira (03). Um comboio de veículos blindados israelenses também cercou o campo de refugiados e lançou uma operação militar terrestre. O exército israelense também impôs um cerco ao acampamento com tratores fechando todas as entradas de Jenin.

O chefe do escritório da Al Jazeera em Jerusalém, Walid al-Omari, disse que “cerca de 150 veículos blindados e cerca de 1.000 soldados das forças especiais de elite e militares, bem como inteligência geral, polícia e polícia de fronteira” participaram da operação. A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino pediu urgentemente uma “passagem segura para evacuar os feridos e feridos”.

“As coisas estão sob controle no momento, mas há medo de um aumento no número de feridos. Estamos em contato com outros hospitais dentro e fora de Jenin para fornecer mais UTI e salas de cirurgia”, afirmou o chefe de cirurgia do hospital Ibn Sina em Jenin, Tawfeeq al-Shobaki.

“Conforme o planejado”

Por outro lado, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, garantiu que a operação do exército na cidade de Jenin, na Cisjordânia, “está progredindo conforme o planejado”. “Nas últimas horas, demos um duro golpe nas organizações terroristas em Jenin e conseguimos registrar conquistas operacionais impressionantes”, disse Gallant.

De acordo com Gallant, as tropas “receberão total apoio para fazer o que for necessário e para operar no solo e no ar, a fim de proteger os cidadãos de Israel e preservar a total liberdade de ação em toda [a Cisjordânia]”.

Mensagem da embaixada

Em comunicado enviado ao Metrópoles, a embaixada de Israel explicou que a operação foi direcionada à “infraestrutura terrorista e agentes do terrorismo que lá se instalaram”.

“A operação antiterrorista é resultado de informações de inteligência que revelaram o uso de um prédio em Jenin – próximo de escolas e de instalações da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados – como centro de comando operacional conjunto para o Campo de Jenin e para as operações da ‘Brigada de Jenin’, célula terrorista local da Jihad Islâmica”.

Segundo a nota, Jenin é líder em número de atentados contra israelenses, em comparação a outras cidades da Judeia e da Samaria. “Ao todo, entre desde março de 2022, 15 cidadãos israelenses foram mortos por ataques advindos da área, além de vários feridos por incontáveis pequenos incidentes terroristas. Muitas das tentativas de atentados poderiam ter levado à mais perdas humanas se não houvessem sido frustrados pela inteligência israelense”, justifica o governo israelense.

“Israel condena veementemente o terrorismo palestino e a deliberada posição da AP [Autoridade Palestina] em ignorar o incitamento – e especialmente as expressões de apoio dos oficiais da AP aos ataques e os pagamentos que a AP faz às famílias de Palestinos mortos, feridos ou presos enquanto executavam violência politicamente motivada contra Israel. A AP deve ser pressionada para que cumpra seu papel de acalmar a área, impedir ataques terroristas e prevenir incitações e desinformações, exigir que os palestinos erradiquem a violência e incitação entre si e se abstenham de medidas que desestabilizem a área”.

Vagas de emprego do dia 04 de Julho de 2023

Foram publicadas hoje, dia 04 de Julho no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Consultor – Diagnóstico, formação e acompanhamento do reforço institucional da UAAMAT

A CESAL pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor – Diagnóstico, formação e acompanhamento do reforço institucional da UAAMAT para melhorar a gestão e a administração. Saiba mais.

2. Vaga para Caixa – Xai-Xai

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Caixa. Saiba mais.

3. Vagas para Oficiais de Comunicação – Gaza

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente cinco (5) Oficiais de Comunicação. Saiba mais.

4. Vaga para Assistente de Desenvolvimento Comunitário – Xai-Xai

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de Comunicação – Quelimane

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Oficial de Comunicação. Saiba mais.

6. Vaga para Assistente de Desenvolvimento Comunitário – Mocuba

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.

7. Vaga para Oficial de Administração e Finanças – Quelimane

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Oficial de Administração e Finanças. Saiba mais.

8. Vaga para Gender Specialist and SSBC

A CARE International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gender Specialist and SSBC. Saiba mais.

9. Vaga para Coordenador de Agricultura e Meios de Vida

A CARE Internacional procura contratar um (1) Coordenador de Agricultura e Meios de Vida. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vagas para Operadores de Sistemas de Segurança Electrónica

A Future Proof Building (FPB) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Operadores de Sistemas de Segurança Electrónica. Saiba mais.

2. Vagas para Técnicos de Segurança Electrónica

A Future Proof Building (FPB) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos de Segurança Electrónica. Saiba mais.

3. Vaga para Auxiliar Administrativa

A Ask-Us, Lda, Empresa Moçambicana pretende recrutar uma (1) Auxiliar Administrativa. Saiba mais.

4. Vaga para Contabilista Júnior

A Ask-Us, Lda, Empresa Moçambicana, pretende recrutar um (1) Contabilista Júnior. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de Habilidades para Vida Género, Apoio Psicossocial

A Associação PROGRESSO pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Habilidades para Vida Género, Apoio Psicossocial. Saiba mais.

6. Vaga para Profissional – Desenvolvimento de Negócios Sênior

A Ask-Us, Lda pretende recrutar um (1) Profissional – Desenvolvimento de Negócios Sênior. Saiba mais.

7. Vaga para Profissional – Desenvolvimento de Negócios Júnior

A Ask-Us, Lda pretende recrutar um (1) Profissional – Desenvolvimento de Negócios Júnior. Saiba mais.

8. Vaga para Project Manager – CPiE

A Plan International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Project Manager – CPiE. Saiba mais.

9. Vaga para Community Engagement Officer

A Plan International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Community Engagement Officer. Saiba mais.

10. Vaga para Procurement and Logistics Officer

A Plan International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Procurement and Logistics Officer. Saiba mais.

11. Vaga para Inclusion Officer

A Plan International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Inclusion Officer. Saiba mais.

12. Vaga para Gestor de Monitoria e Avaliação

A Associação ELOS está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

13. Vaga para Assessor Técnico Provincial de de Circuncisão Médica Masculina Voluntária

A Associação ELOS, uma ong nacional, está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Técnico Provincial de de Circuncisão Médica Masculina Voluntária. Saiba mais.

14. Vaga para Analista de Dados da Carteira de Crédito

O MyBucks Mozambique, S.A, pretende recrutar um (1) Analista de Dados da Carteira de Crédito. Saiba mais.

15. Vagas para Técnicos Administrativos – Matola

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente quatro (4) Técnicos Administrativos. Saiba mais.

16. Vaga para Mecânico – Maputo

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Mecânico. Saiba mais.

17. Vaga para Oficial Sénior de Finanças

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu pessoal um (1) Oficial Sénior de Finanças. Saiba mais.

18. Vaga para Oficial Sénior de Recursos Humanos

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu pessoal um (1) Oficial Sénior de Recursos Humanos. Saiba mais.

19. Vaga para Responsável de Recursos Humanos

A Ever Green Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Responsável de Recursos Humanos. Saiba mais.

20. Vaga para Admin Assistant Compatible

A Helen Keller International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Admin Assistant Compatible. Saiba mais.

21. Vaga para Oficial de Administração e Finanças – Beira

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Oficial de Administração e Finanças. Saiba mais.

22. Vagas para Vendedores – Sofala

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente quatro (4) Vendedores. Saiba mais.

23. Vaga para Oficial de Comunicação – Inhambane

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Oficial de Comunicação. Saiba mais.

24. Vaga para Oficial de Campo – Maxixe

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Oficial de Campo. Saiba mais.

25. Vaga para Supervisor de Call Center – Maputo

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Supervisor de Call Center. Saiba mais.

26. Vaga para Assistente de Logística e Segurança

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Logística e Segurança. Saiba mais.

27. Vaga para Coordenador – Técnico de Transferências Monetárias

A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar um (1) Coordenador – Técnico de Transferências Monetárias. Saiba mais.

28. Vaga para Especialista – Construção

A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar um (1) Especialista – Construção. Saiba mais.

29. Vaga para Técnico de Informática

A RHDC – Consultoria & Serviços Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Informática. Saiba mais.

30. Vaga para Sponsorship Coordinator

A Plan Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Sponsorship Coordinator. Saiba mais.

31. Vaga para Break Free Project Manager

A Plan Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Break Free Project Manager. Saiba mais.

32. Vaga para Monitoring & Evaluation Officer

A Plan Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitoring & Evaluation Officer. Saiba mais.

33. Vagas para Vendedores – Matola

A Ever Green Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Vendedores. Saiba mais.

34. Vagas para Vendedores – Chimoio

A Ever Green Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Vendedores. Saiba mais.

35. Vagas para Vendedores – Beira

A Ever Green Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Vendedores para Beira. Saiba mais.

36. Vaga para Consultor para Estudo de Linha de Base

A Engenharia Sem Fronteiras pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Estudo de Linha de Base. Saiba mais.

Acidente rodoviário provoca pelo menos 51 mortos no Quénia

Uma colisão entre um veículo pesado e vários ligeiros na noite de sexta-feira, provocou, pelo menos, 51 mortos, disse o comandante da polícia de Rift Valley, em Londiani, na zona oeste do Quénia. 

“Os policias no local contaram 51 corpos”, disse Tom Mboya Odero, à Associated Press (AP).

Entretanto, o comandante esclareceu que o condutor do camião “perdeu o controlo e atingiu oito veículos, várias motocicletas e pessoas que estavam na beira da estrada”.

O número de mortes poderá subir, uma vez que se “acredita que mais pessoas estejam presas no meio dos destroços”, acrescentou o comandante da polícia, que retomou pela manhã a operação de resgate, interrompida pelas fortes chuvas.

O ministro dos Transportes do Quénia, Kipchumba Murkomen, disse aos jornalistas à chegada ao local esta manhã que “infelizmente, 49 pessoas perderam a vida num acidente” em Londiani.

As declarações do governante foram momentos antes de a polícia afirmar que queria “recuperar dois corpos no meio dos escombros”, enquanto reconhecia que “se desconhece se há mais pessoas” nos destroços.

O ministro disse ainda aos jornalistas que o Governo iria “mudar os mercados para longe das rodovias para evitar” acidentes desta natureza no futuro.

De acordo com a polícia local, o acidente, um dos piores no país nos últimos anos, aconteceu num dos cruzamentos mais movimentados na estrada entre Nakuru e Kericho, num local onde se registam muitos acidentes rodoviários.

O local é perto da cidade de Rift Valley, em Londiani, a cerca de 200 quilómetros a noroeste da capital, Nairobi, numa zona de plantação de chás.

Papa Francisco considera “inaceitável” e “condenável” a queima do Alcorão

O Papa Francisco considera que a recente queima do Alcorão em Estocolmo é um acontecimento “inaceitável” e “condenável” e pediu que a liberdade de expressão não seja usada como “desculpa para ofender outros”.

Numa entrevista exclusiva ao jornal estatal dos Emirados Árabes Unidos Al Ittihad, publicada, o Papa afirma: “Permitir isso [queima do Alcorão] é inaceitável e condenável (…). A liberdade de expressão não deve ser usada como desculpa para ofender os outros (…). A nossa missão é transformar o sentido religioso em cooperação, fraternidade e obras tangíveis do bem”, afirmou.

Na entrevista, o Papa referiu-se ao documento Fraternidade Humana para a Paz Mundial e a Coexistência Comum, que assinou em fevereiro de 2019 com o xeque da mais importante instituição do islamismo sunita (Al Azhar), Ahmed al Tayeb, durante a visita aos Emirados Árabes Unidos.

“Agora precisamos de construtores da paz, não de fabricantes de armas, não de instigadores de conflitos (…). Precisamos de bombeiros, não de incendiários, precisamos de defensores da reconciliação, não daqueles que ameaçam a destruição”, disse.

Segundo o jornal, o Papa acrescentou: “Ou a civilização da fraternidade ou a inimizade retrógrada (…). Ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”.

No dia 28 de junho, primeiro dia da celebração do Eid al Adha, um homem de origem iraquiana queimou páginas de uma cópia do livro sagrado em frente à Grande Mesquita de Estocolmo, durante uma manifestação autorizada pelas autoridades suecas que contou com a presença de cerca de 200 pessoas.

Este ato foi condenado popular e oficialmente no mundo árabe e islâmico e países como Arábia Saudita, Marrocos, Jordânia e Emirados Árabes Unidos chamaram os embaixadores suecos dos seus respetivos países.

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abulgueit, responsabilizou a Suécia por permitir o ato e alertou-a sobre os “resultados e consequências deste hediondo incidente”

O Ministério das Relações Exteriores da Suécia condenou a queima das páginas do Alcorão, classificando o ato como “islamofobia”.

Em comunicado, o Governo sublinhou que os “atos islamofóbicos cometidos durante os protestos na Suécia podem ser ofensivos para os muçulmanos”.

Assim, “condenou fortemente” o ocorrido, ressalvando que os incidentes em causa não refletem as opiniões do executivo.

Laulane terá um novo mercado daqui há dois anos

O Município de Maputo está a construir, de raiz, um mercado convencional no antigo centro emissor de Laulane. A infraestrutura vai acolher parte dos cerca de quatro mil informais que desenvolviam as suas actividades nos passeios e ruas da Baixa da cidade.

Em Março de 2020, o Município de Maputo iniciou uma campanha de retirada compulsiva dos vendedores informais nos passeios da zona comercial da capital do país, no âmbito da reestruturação dos mercados.

De acordo com a Edilidade, os comerciantes deveriam ocupar mercados disponíveis em alguns bairros, com destaque para este com bancas feitas de estacas e zinco, no recinto do antigo emissor de Laulane, no bairro com mesmo nome.

Mas, devido a falta de condições mínimas, os informais não aderiram a iniciativa.

Muitos foram para reconhecer o local, mas reprovaram-no pois acusavam o Município de Maputo abandona-los.

“Não tinha bancas, era um espaço apenas e diziam para nos mudarmos para lá. Isso não é justo. Para mim, primeiro deviam criar condições de lá ter um terminal de transporte ou coisa parecida, pois nós trabalhamos com pessoas”, desabafou Manuel Macamo, um dos cerca de quatro mil vendedores informais que pratica a sua actividade na baixa da cidade.

Ele conta que são muitos que “rejeitaram” a proposta que, para além da falta de condições de trabalho, reclamam da falta de clientela.

“Por falta de clientes e condições preferimos voltar aqui para baixa, onde já conhecemos e temos clientes. Trabalhamos mal, em condições perigosas, mas aqui conseguimos fazer o nosso negócio”, explicou Dilánio Baptista.

Dessa lista, houve quem até tentou lá se instalar, mas de tantas barreiras, acabou desistindo e voltando para as ruas da baixa.

“Eu até tinha banca lá. Era número 186. Num belo dia, fomos para lá e disseram que já não tínhamos espaço. Insisti e disseram que tínhamos que pagar um certo valor para poder ter acesso ao mercado. Noutro dia encontramos agentes da PRM a bloquear as entradas, impedindo a nossa entrada. Daí desisti”, desabafou a vendedeira Celeste Culhe, que revelou a “O País” que é comerciante na baixa há 9 anos.

Para responder a preocupação dos vendedores, três anos depois, a Edilidade de Maputo está a construir um mercado de raiz.

As obras estão orçadas em cerca de 750 milhões de Meticais, provenientes dos cofres do Município de Maputo e vão durar dois anos, segundo indica esta placa, que não apresenta a data de início das obras.

Naquele espaço está prevista ainda a construção de um terminal de transporte público, balneários públicos e outras infraestruturas comerciais.

A nossa equipa não teve acesso ao interior do local onde decorrem as obras, mas sabemos que as obras estão paralisadas há alguns meses, devido a falta de pagamentos por parte do dono da obra, o Município de Maputo.

Buscamos reacção da edilidade, mas esta não se mostrou disponivel para falar.

Manifestantes invadem casa de prefeito na França e ferem esposa dele

Na quinta noite seguida de protestos na França, manifestantes invadiram a casa de um prefeito no subúrbio de Paris, incendiaram a residência e atearam fogos de artifício contra a esposa e os filhos do político, na madrugada de domingo (02). O país vive uma onda de manifestações e atos de vandalismo após a morte de um jovem de 17 anos, de origem africana, baleado pela polícia.

Vincent Jeanbrun, de 39 anos, prefeito de centro-direita do município de L’Hay-les-Roses, ao sul da capital francesa, estava na prefeitura coordenando ações de enfrentamento aos protestos quando sua casa foi atacada. A esposa dele, Melanie e os filhos, de 5 e 7 anos, estavam dormindo lá dentro. As informações são da Reuters.

No entanto, nas redes sociais, Jeanbrun relatou que ele e a família foram vítimas de “uma tentativa de assassinato de covardia indescritível”. “Ao tentar se proteger e fugir dos agressores, minha esposa e um de meus filhos ficaram feridos”, declarou o político francês.

Segundo ele, sua mulher dele “ficou ferida no joelho e encontra-se neste momento hospitalizada”. O promotor local, Stéphane Hardouin, informou à imprensa que uma investigação sobre tentativa de homicídio foi aberta. Nenhum suspeito foi preso.

A sede da prefeitura, liderada por Jeanbrun, tem sido alvo de ataques há várias noites, desde o início das manifestações, na terça-feira (27). O edifício foi protegido com arame farpado e barricadas.

Total Energies e Shell acusadas de continuarem a comercializar gás russo

“As exportações de GNL [gás natural liquefeito] da Rússia ajudam a financiar a guerra daquele país na Ucrânia e, em 2022, são estimadas em 21 mil de milhões de dólares”, escreveu a Global Witness num relatório.

A Global Witness “estima que a Shell faturou centenas de milhões com a comercialização de GNL russo no ano passado”.

Ainda em maio, a gigante britânica “comprou e vendeu cerca de 170 mil metros cúbicos de gás russo transportados pelo petroleiro Nikolay Zubov”, lamenta a ONG.

De acordo com a Global Witness, três empresas comercializaram mais GNL russo do que a Shell: duas delas são russas, mas a terceira é a francesa TotalEnergies.

“Apesar dos crimes de guerra para que este comércio contribui, ao financiá-lo, é legal”, lamenta a Global Witness.

“As empresas não estão proibidas de comercializar gás russo e, ao contrário dos EUA, nem a UE [União Europeia] nem o Reino Unido proibiram as importações de gás russo”, continua. Mas “o Reino Unido e os estados membros da UE devem agir”, defendeu.

Questionadas pela AFP, a Shell e a Total Energies disseram que estavam vinculadas por contratos em andamento, embora se tenham retirado das parcerias russas após a invasão da Ucrânia, no ano passado.

No entanto, a Shell “ainda tem compromissos contratuais de longo prazo”, disse um porta-voz da empresa.

“Existe um dilema entre pressionar o governo russo pelas suas atrocidades na Ucrânia e garantir um fornecimento de energia estável e seguro. Cabe aos governos decidir os compromissos incrivelmente difíceis que precisam ser feitos”, afirmou esta empresa, citada pela AFP.

Por seu lado, a TotalEnergies diz que “empreendeu a suspensão gradual dos ativos russos, garantindo o fornecimento contínuo de GNL para a Europa”.

A Total Energies “relembra assim o seu dever de contribuir para a segurança do abastecimento energético de gás da Europa, no quadro de contratos de longo prazo que deverá honrar, enquanto os governos europeus não aplicarem sanções contra o gás russo”.

A empresa francesa salienta ainda que “já vendeu os seus ativos na Rússia, que não contribuíam para o abastecimento energético do continente”.

Ministra dos Negócios Estrangeiros recebe Secretário Executivo da CPLP

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, recebeu em Maputo, o Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Zacarias Albano da Costa.

O encontro insere-se no âmbito da visita de cinco dias, que o Secretário-executivo da CPLP efectua a Moçambique.

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