O Tribunal Judicial da Província da Zambézia deu início, esta manhã, ao julgamento do ex-namorado da jovem Zarina, que é apontado como o principal suspeito no seu assassinato, ocorrido em Março de 2025.
A vítima, que contava com apenas 17 anos na data do crime, desapareceu no passado dia 10 do referido mês, tendo o seu corpo sido encontrado dias depois, sem vestígios de roupa e em avançado estado de decomposição, junto às margens do rio Bons Sinais, na cidade de Quelimane.
Após a descoberta do corpo, foram detidos o ex-namorado da jovem e um agente de moeda electrónica, sendo que este último foi liberto por falta de provas conclusivas. Na sessão de abertura do julgamento, o Ministério Público apresentou novas evidências, nomeadamente um vestido pertencente à vítima que foi encontrado na residência do indiciado. Este vestido foi reconhecido por uma amiga de Zarina, que afirmou que se tratava de uma das peças utilizadas por ela.
Em sua defesa, o indiciado negou qualquer envolvimento no crime, alegando que o relacionamento entre ambos já se tinha encerrado e sustentou que, na altura do desaparecimento, não mantinha qualquer tipo de contacto com a vítima. Durante a audiência, foram ouvidas várias testemunhas, incluindo o pai de Zarina e amigos tanto da vítima como do indiciado, com o objectivo de clarificar as circunstâncias que levaram à trágica morte da jovem.
O julgamento prevê a continuação nos próximos dias, com especial ênfase na análise das provas apresentadas.
Instituto Politécnico da RHDC Maputo, Instituto Politécnico da RHDC – Delegação de Pemba e Instituto Politécnico da RHDC – Delegação de Nampula (Angoche), pretende recrutar Formadores de Excelência. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Hidroponia – (Gaza – Chókwe). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Consultor/a para Capacitação das Organizações Comunitárias de Base (OCBs) em Elaboração de Projectos. Saiba mais.
A Eazi Access pretende recrutar trinta (30) Operadores de Máquinas (Telehandler e MEWP-Mobile Elevating Work Platform/Charry Picker e Scissor Lift). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende contratar Empresa para Conceção, Decoração e Fornecimento de Mobiliário para Duas Salas de Reuniões e Decoração do Pátio no escritório do CESC – Maputo. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Impacto e Gestão de Conhecimento – Baseado(a) – Nampula. Saiba mais.
Nos últimos dias, várias comunidades do distrito da Moamba, na província de Maputo, têm enfrentado um verdadeiro estado de alerta devido à presença de leões e hienas na região.
A situação torna-se particularmente crítica nas localidades de Mukhakhaza Um e Dois, na zona de Macaene, onde os animais selvagens têm atacado e devorado gado, incluindo bovinos, caprinos e ovinos.
O governador da província de Maputo, Manuel Tule, indicou que a recente época chuvosa contribuiu para a deterioração das cercas, permitindo assim que os animais abandonassem seus habitats naturais. Este facto tem gerado preocupações entre os habitantes locais, que veem os seus rebanhos ameaçados.
Além disso, Tule sugere que os leões e hienas avistados poderão ser provenientes de algumas fazendas da região, bem como do Parque Kruger, na África do Sul, onde habitas de vida selvagem se encontram.
A população do distrito aguarda medidas da autoridade para mitigar este problema que ameaça a segurança alimentar e a subsistência das comunidades afectadas.
A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, fez um anúncio significativo sobre a reabilitação do Centro Orfanato Josina Machel, localizado no posto administrativo de M’sawize, no distrito de Mavago, na província de Niassa.
O espaço será transformado num instituto de formação profissional, com o objectivo de capacitar a juventude local.
Este anúncio foi proferido durante um comício popular, no âmbito da visita de trabalho da Primeira-Dama à província. Gueta Chapo sublinhou a importância de criar oportunidades concretas para os jovens, de forma a que adquiram competências profissionais que melhorem as suas perspectivas de emprego.
“Queremos garantir que, como Gabinete da Primeira-Dama e os nossos parceiros, reabilitaremos o Centro Orfanato Josina Machel para se tornar um instituto profissional, onde os nossos jovens poderão aprender uma profissão”, referiu Gueta Chapo.
A futura instituição irá oferecer cursos em diversas áreas, como electricidade, carpintaria, alfaiataria e construção civil. O objectivo é facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho e promover o desenvolvimento socioeconómico da região.
A Primeira-Dama justificou a sua deslocação a M’sawize como uma maneira de reforçar a proximidade entre as instituições do Estado e as comunidades locais. “Decidimos visitar M’sawize porque a nossa população está cá. Veio conhecer pessoalmente a nossa população e vocês também conhecerem a vossa mãe”, afirmou.
Durante a sua intervenção, destacou as iniciativas do seu gabinete em prol dos grupos mais vulneráveis, incluindo crianças, idosos, pessoas com deficiência, jovens e raparigas. A assistência social continua a ser uma prioridade da instituição.
Os residentes de M’sawize levantaram, no encontro, a proposta de legalizar a exploração de rubis na região, argumentando que esta medida poderia impulsionar a criação de postos de trabalho e reduzir o desemprego e pobreza entre os jovens.
Gueta Chapo também reafirmou a necessidade de combater os casamentos prematuros e as gravidezes precoces. Ela incentivou as raparigas a permanecerem na escola até concluírem a sua formação, afirmando que “vamos deixar as nossas crianças crescerem e estudarem para futuramente serem professoras, médicas ou aquilo que elas quiserem ser”.
A Primeira-Dama expressou a sua preocupação com os casos de desnutrição infantil na província, apesar do potencial agrícola da região, e incentivou as famílias a diversificarem a alimentação, utilizando os produtos locais.
Por fim, à margem do comício, Gueta Chapo reuniu-se com grupos de jovens e idosos para ouvir as suas preocupações e colher contributos sobre os principais desafios sociais e económicos que afectam a comunidade de M’sawize.
O Governo moçambicano anunciou a abertura de uma investigação para avaliar as denúncias referentes à alegada venda de medicamentos fora do prazo de validade em várias unidades sanitárias do país.
A comunicação foi feita pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse, durante a 15.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros. O governante explicou que a situação foi trazida à atenção das autoridades através de informações veiculadas nas redes sociais e declarações públicas que suscitaram preocupações quanto à segurança dos medicamentos disponibilizados à população.
“Abrimos uma comissão para investigar e apurar os factos. Uma situação foi reportada no distrito de Chigubo e uma equipa já está em acção para averiguar”, afirmou Isse. O Ministro garantiu que a legislação em vigor proíbe a comercialização de medicamentos fora do prazo de validade, destacando que os profissionais da área farmacêutica têm instruções rigorosas para impedir a distribuição de tais produtos.
Em resposta à actualidade, o sector da Saúde está a concentrar esforços na recolha de dados e evidências que permitam esclarecer claramente a origem das denúncias. “Temos de averiguar os factos para levar uma resposta fidedigna ao povo moçambicano”, sublinhou.
Isse afirmou ainda que, caso se confirmem práticas irregulares, o Ministério da Saúde adoptará medidas disciplinares e legais contra os responsáveis.
Durante a mesma conferência de imprensa, o Ministro abordou a manifestação realizada por estudantes bolseiros da área da saúde, que se concentraram nas instalações do Ministério para exigir o pagamento de subsídios em atraso. De acordo com Ussene Isse, as reivindicações referem-se a bolsas que acumulam atrasos de até sete meses. O governante admitiu a existência da dívida e assegurou que o Executivo está a trabalhar para regularizar a situação.
“É a segunda vez que os estudantes recorrem a este tipo de abordagem. Neste momento, existe uma dívida que iremos liquidar”, afirmou.
A situação afecta bolseiros de várias instituições de ensino superior, incluindo a Universidade Eduardo Mondlane, a Universidade Zambeze e a Universidade Lúrio. O Ministro explicou que os atrasos nos pagamentos resultam de alterações introduzidas no regime de pagamento após a revogação de um decreto que regulava o processo.
Presentemente, a dívida acumulada pelo Ministério da Saúde para com os estudantes está estimada entre 300 e 400 milhões de meticais. Isse elucidou que os compromissos financeiros abrangem diferentes grupos de estudantes e que parte dos pagamentos poderá estender-se até Fevereiro do próximo ano, tendo em conta a magnitude dos valores envolvidos e o número de beneficiários.
A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, revelou a intenção de atribuir bolsas de estudo em diversos níveis de ensino, tanto a nível nacional como internacional, dirigidas especialmente a jovens em situação de vulnerabilidade.
O anúncio foi feito durante um encontro com jovens do posto administrativo de M’sawise, situado no distrito de Mavago, na província do Niassa, como parte da sua visita de trabalho à região.
Gueta Chapo sublinhou que o principal objectivo desta iniciativa é potenciar as qualificações académicas e profissionais dos jovens, adequando-as às exigências do actual mercado de trabalho. A Primeira-Dama destacou que várias parcerias já foram estabelecidas para viabilizar este programa, contando com o apoio de entidades tanto nacionais como internacionais comprometidas com a promoção da educação e do desenvolvimento da juventude moçambicana.
Com esta medida, espera-se que mais jovens tenham acesso a oportunidades educativas que possam facilitar a sua integração no mercado laboral e contribuir para o desenvolvimento do país.
No âmbito de um workshop sobre advocacia e mobilização cívica para uma transição energética justa, diversas organizações da sociedade civil enfatizaram a necessidade urgente de Moçambique acelerar a diversificação da sua economia, reduzindo a dependência do gás natural.
A iniciativa, promovida pelo Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) em parceria com a OXFAM Moçambique, visou alertar para os riscos associados à exploração exclusiva de recursos naturais.
Gabriel Manguele, coordenador da Divisão de Direitos, Recursos e Responsabilidade Corporativa do CDD, sublinhou que a economia do país se encontra excessivamente centrada na exploração de recursos naturais, à custa de sectores fundamentais como a agricultura e a indústria transformadora. Um estudo apresentado durante o evento indicou que as receitas esperadas do projecto Coral Sul FLNG poderão ser inferiores ao que foi inicialmente previsto, com retornos significativos para o Estado apenas a partir de 2033.
Adelson Rafael, gestor de Programas e Políticas da OXFAM Moçambique, destacou a importância da participação activa das comunidades locais nos processos relacionados com a exploração dos recursos naturais. Afirmou que as populações de Cabo Delgado não podem ser relegadas a um ciclo de exploração do gás sem que sejam garantidos benefícios palpáveis.
Este workshop procura fomentar uma discussão crítica sobre a transição energética do país, tendo em vista a construção de um futuro sustentável e inclusivo para todos os moçambicanos.
Estão em vigor as novas tarifas para o transporte semi-colectivo de passageiros nas ligações interdistritais na província de Gaza. A decisão foi aprovada por consenso durante uma sessão da Assembleia Provincial.
Com a actualização dos preços, a viagem entre Xai-Xai e Macia, com uma distância de aproximadamente 60 quilómetros, passará a custar 135 meticais, um aumento face aos 110 meticais anteriores. As tarifas para outros destinos foram igualmente ajustadas, estabelecendo-se 270 meticais para Chókwè, 290 para Guijá, 157 para Chibuto, 462 para Massingir, 157 para Mandlakazi, 135 para Chidenguele e 96 meticais para Chinavane.
Os passageiros que partem de Chibuto enfrentarão novos valores: 138 meticais para Macia, 126 para Mandlakazi, 167 para Xai-Xai, 137 para Guijá, 135 para Chókwè, 382 para Nhanale, 137 para Chilembene e 90 meticais para Chissano. Nas rotas que têm Chókwè como origem, as tarifas foram fixadas em 135 meticais para Macia e Chibuto, 216 para Mabalane, 553 para Mapai, 753 para Chicualacuala e 382 meticais para Dindiza.
No distrito de Limpopo, as novas tarifas variam entre 27 e 109 meticais, dependendo da rota, enquanto no distrito de Chongoene os preços oscilam entre 40 e 96 meticais.
Para as ligações de longa distância, a tarifa de Massingir para Chókwè passará a custar 292 meticais, Massingir a Macia 427 meticais, Massingir a Xai-Xai 562 meticais e Massingir a Mabalane 164 meticais. A ligação entre Mapai e Chicualacuala foi fixada em 180 meticais, enquanto as viagens para Chókwè, Massangena e Mabalane passarão a custar 553, 472 e 324 meticais, respectivamente.
A actualização visa melhorar a sustentabilidade do transporte semi-colectivo na região e facilitar o acesso dos cidadãos às diversas localidades.
O número de cidadãos moçambicanos mortos em ataques xenófobos perpetrados por cidadãos sul-africanos subiu de sete para nove.
A informação foi revelada pelo porta-voz do governo e Ministro da Saúde, Ussene Isse, durante uma conferencia de imprensa em Maputo, na sequência da reunião do Conselho de Ministros.
Os ataques xenófobos ocasionaram não apenas a morte de nove moçambicanos, mas também afectaram pelo menos 874 cidadãos, numa escalada de violência que tem levado centenas de pessoas a regressar ao país. “A situação continua a ser motivo de preocupação, especialmente devido à circulação de ameaças dirigidas a cidadãos estrangeiros residentes na província de KwaZulu-Natal, onde foi alegadamente concedido um prazo até 30 de Junho para a sua saída da região”, afirmou o ministro.
Em resposta a esta crise, o governo activou mecanismos de resposta e assistência logo após o início dos ataques na passada sexta-feira. “Foi formada uma equipa multi-sectorial, abrangendo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD), os Serviços de Migração, a Alta Comissão e o Consulado de Moçambique na África do Sul”, destacou Isse.
O objectivo é avaliar a dimensão da crise e preparar uma resposta coordenada para acolher os cidadãos que desejam retornar ao país. Até ao momento, vários moçambicanos registaram-se no Consulado de Moçambique em Durban, formalizando a sua intenção de regressar. O governo prevê a entrada imediata de mais de 300 cidadãos através da travessia fronteiriça de Ressano Garcia, a principal via terrestre entre Moçambique e a África do Sul.
Para assegurar o transporte das pessoas afectadas, foram mobilizados seis autocarros com capacidade para 60 passageiros cada e 12 minibuses, numa operação coordenada entre as autoridades sul-africanas e instituições moçambicanas. Ao chegarem ao cruzamento fronteiriço de Ressano Garcia, os moçambicanos em processo de repatriamento recebem dois kits de alimentos, um para uso imediato e outro para os primeiros 10 dias de reintegração nas suas localidades de origem.
Na fase inicial, o governo planeia repatriar aproximadamente mil cidadãos moçambicanos. Presentemente, 584 pessoas encontram-se alojadas em abrigos comunitários na África do Sul, devido à insegurança provocada pelos ataques. Isse assegurou que o governo irá manter comunicação diária sobre a evolução da situação, garantindo assim informações actualizadas às famílias e ao público.
Nos últimos meses, diversas manifestações anti-migrantes têm sido realizadas por cidadãos sul-africanos, dirigidas a africanos, incluindo moçambicanos. Os actos xenófobos, cuja recorrência é alarmante, têm como alvo principal os africanos negros e têm conduzido a saques, deslocações forçadas, assédio e motins mortais em assentamentos informais.
Dados do governo indicam que mais de 300.000 moçambicanos residem na África do Sul, que é o maior parceiro comercial de Moçambique na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com comércio que varia entre 1.7 bilhões e 2 bilhões de dólares anuais. A movimentação nas fronteiras é intensa, com entre 1.700 a 2.000 camiões a cruzarem diariamente, além de um forte comércio informal transfronteiriço.
As empresas moçambicanas passarão a ter uma participação obrigatória em grandes projectos de investimento, conforme o novo enquadramento legal estabelecido pela promulgação das leis de revisão do Sector Empresarial do Estado, de Minas e de Petróleo, bem como da nova Lei de Conteúdo Local.
Estas leis foram promulgadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, após confirmação de sua conformidade com a Constituição da República de Moçambique, de acordo com um comunicado enviado à AIM.
Com esta decisão, estabelece-se um novo marco legal considerado fundamental pelo Governo para fortalecer a soberania económica do país, promovendo um melhor aproveitamento dos recursos nacionais e assegurando benefícios significativos para a população moçambicana.
No comunicado, destaca-se que a promulgação das leis foi realizada em conformidade com as competências atribuídas ao Chefe do Estado pelo artigo 162 da Constituição, sendo que os diplomas apresentados não contrariam os princípios constitucionais e cumprem os requisitos necessários para a sua publicação.
A revisão das legislações concernentes aos sectores empresariais, de minas e de petróleo é parte de uma estratégia mais ampla que visa a valorização dos recursos estratégicos do país e a melhoria da capacidade estatal na gestão de sectores-chave para o desenvolvimento económico.
O Governo acredita que estas alterações facilitarão a maximização dos benefícios resultantes da exploração de recursos naturais, reforçarão a soberania económica e garantirão uma participação mais significativa do empresariado nacional nas actividades abrangidas pelos sectores extractivos.
A nova Lei de Conteúdo Local impõe a participação de empresas moçambicanas nos grandes projectos de investimento, priorizando a aquisição de bens e serviços produzidos localmente. Esta iniciativa tem como propósito expandir oportunidades para o sector empresarial nacional, estimular a produção interna e potenciar os efeitos positivos dos investimentos sobre a economia do país.
Segundo o comunicado, o novo quadro legal irá reforçar a retenção de riqueza em Moçambique, fomentar o investimento nacional e impulsionar a criação de postos de trabalho.
“Com a promulgação destes diplomas legais, o Estado moçambicano reforça a gestão dos recursos estratégicos em prol do interesse nacional, promovendo, simultaneamente, o emprego, o investimento, a retenção de riqueza e o desenvolvimento sustentável de Moçambique”, pode ler-se na nota.
A implementação destes instrumentos legais ocorre em um contexto em que o país procura maximizar o valor acrescentado derivado de seus recursos minerais e energéticos, ao mesmo tempo que busca reforçar o papel do sector privado nacional na execução de grandes projectos de desenvolvimento.
Moçambique enfrenta actualmente um dos seus maiores desafios ambientais, com a perda de cerca de 267 mil hectares de floresta por ano, o que representa aproximadamente 0,79% da cobertura florestal nacional.
Este alerta foi dado pela directora nacional do Ambiente e Mudanças Climáticas no Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Sónia Muando, durante as comemorações do Dia Mundial do Ambiente, que se assinala a 5 de Junho.
Muando salientou que os principais factores que contribuem para a degradação florestal incluem a agricultura de subsistência, a produção de carvão vegetal, queimadas descontroladas e a expansão dos assentamentos humanos. Em suas declarações, a responsável afirmou que a conversão de áreas florestais para agricultura e produção de carvão, bem como a urbanização, reforçam a perda florestal.
A directora também alertou para o aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como ciclones, secas e cheias, que acentuam a vulnerabilidade ambiental e socioeconómica do país. Apesar destes desafios, ela destacou os avanços na conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, citando a restauração de cerca de cinco mil hectares de mangal em várias regiões, com a participação de comunidades locais e organizações da sociedade civil.
“Existem ainda cortes significativos de mangal, mas o envolvimento das comunidades na recuperação destes ecossistemas é notável”, acrescentou. Muando referiu-se aos danos causados pelo ciclone Kenneth em Cabo Delgado como uma demonstração da importância dos mangais na protecção das zonas costeiras, enfatizando que as comunidades reconheceram melhor o valor deste tipo de floresta após os desastres naturais.
Outro aspecto positivo mencionado foi a recuperação gradual da fauna bravia em algumas áreas de conservação, actualmente englobando cerca de 26% da superfície terrestre nacional e 5% da área marinha sob regimes de conservação.
Muando reiterou que o desafio é expandir as áreas marinhas protegidas, com o objectivo de cumprir as metas estabelecidas e de promover a conservação da biodiversidade e a resiliência climática. Para a directora, as áreas de conservação não devem ser vistas apenas como instrumentos de protecção ambiental, mas também como motores de desenvolvimento sustentável para as comunidades locais.
“Estamos a trabalhar para transformar a conservação da biodiversidade e das florestas numa oportunidade de desenvolvimento sustentável”, concluiu a directora.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo proferiu uma condenação contra o activista social Adriano Nuvunga, obrigando-o ao pagamento de um milhão de meticais pela prática do crime de difamação em relação ao Presidente do partido PODEMOS, Albino Forquilha.
A condenação decorre de uma acusação segundo a qual Albino Forquilha teria recebido a quantia de 219 milhões de meticais em troca da desistência na contestação dos resultados das eleições gerais de 2024. Este processo foi, no entanto, arquivado pela Procuradoria-Geral da República devido à falta de provas substantivas.
Adriano Nuvunga expressou a sua insatisfação com a decisão do tribunal, afirmando a intenção de recorrer da sentença. No lado oposto, Albino Forquilha classificou o veredicto como justo e instou a população a evitar acusações sem fundamento.
O desenrolar deste caso tem gerado discussões acesas na opinião pública, reflectindo a crescente tensão no panorama político moçambicano.
Uma manada de búfalos provocou a morte de uma pessoa e deixou outras duas feridas na localidade de Matchabe, nos arredores da vila de Magude, na província de Maputo.
Segundo informações fornecidas por Mariana Cupane, administradora de Magude, o incidente ocorreu após os animais se evadirem do cerco da Estação Zootécnica de Chobela, invadindo áreas residenciais da sede distrital. O ataque apanhou os moradores de surpresa, resultando em graves consequências.
As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias que levaram a esta situação trágica e apelam à população para permanecer atenta a possíveis riscos relacionados à presença de animais selvagens na zona.
Na abertura do Fórum de Turismo e Investimento, realizado na vila-sede do distrito de Rapale, o Ministro da Economia, Basílio Muhate, enfatizou a necessidade de posicionar Moçambique como uma marca turística de referência internacional.
O objectivo é atrair visitantes, investidores e oportunidades de negócio, transformando assim o turismo em uma das principais alavancas do desenvolvimento económico do país.
Muhate sublinhou que Moçambique possui condições únicas que o permitem destacar-se entre os destinos turísticos mais procurados em África. Contudo, alertou que o potencial deve ser acompanhado por uma estratégia robusta de promoção e valorização da imagem nacional. “A construção da nossa reputação como país é essencial para fortalecer a confiança dos investidores, comunicando ao mundo uma narrativa coerente sobre Moçambique”, afirmou.
O Ministro recordou que, em 2025, o país acolheu cerca de 1,2 milhão de visitantes, representando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, o que gerou receitas superiores a 13 mil milhões de meticais. “Estes números indicam que o turismo está a crescer e a reafirmar-se como um dos sectores estratégicos da nossa economia”, destacou.
Muhate também referiu que o turismo global vive uma fase de recuperação, apresentando novas oportunidades para destinos emergentes como Moçambique. Apesar dos avanços registados, os resultados ainda não refletem o potencial total do país, que possui mais de 2.700 quilómetros de costa, uma rica herança cultural e diversidade de ecossistemas.
O ministro identificou a “transformação” como a palavra-chave para o futuro do sector. Ele delineou três prioridades estratégicas: fortalecer a marca Moçambique no mercado global, promover o investimento turístico e reforçar a conectividade.
“O crescimento sustentável de qualquer destino turístico depende de acessos eficientes. Assim, a conectividade aérea, marítima, ferroviária e rodoviária é uma prioridade estratégica da nossa governação”, concluiu.
O Fórum de Turismo e Investimento conta com a presença de governantes, operadores turísticos e investidores, servindo como plataforma de debate sobre oportunidades de investimento e desenvolvimento do sector. O evento prolonga-se até sábado e antecede a Gala Nacional do Turismo, que reconhece os profissionais e iniciativas de destaque no sector ao longo do último ano.
As autoridades sul-africanas anunciaram o início do processo formal de extradição de dois suspeitos envolvidos no assassinato de um casal de turistas, ocorrida recentemente no Parque Nacional de Kruger.
Os indivíduos foram detidos em Moçambique, num desdobramento que marca uma colaboração entre os serviços de segurança dos dois países.
Willie Aucamp, Ministro sul-africano das Florestas, Pescas e Ambiente, expressou o seu apreço pela colaboração do Serviço Nacional de Investigação Criminal na captura dos suspeitos. As identidades dos detidos ainda não foram divulgadas.
O trágico duplo homicídio, que teve lugar em Maio passado, ganhou notoriedade mundial, uma vez que representa o primeiro incidente deste género na centenária história do Parque Nacional de Kruger. Após o crime, os suspeitos terão furtado o veículo do casal, que posteriormente foi rastreado até Moçambique.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Hidroponia – (Gaza – Chókwe). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Consultor/a para Capacitação das Organizações Comunitárias de Base (OCBs) em Elaboração de Projectos. Saiba mais.
A Eazi Access pretende recrutar trinta (30) Operadores de Máquinas (Telehandler e MEWP-Mobile Elevating Work Platform/Charry Picker e Scissor Lift). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende contratar Empresa para Conceção, Decoração e Fornecimento de Mobiliário para Duas Salas de Reuniões e Decoração do Pátio no escritório do CESC – Maputo. Saiba mais.
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O chanceler bengalês, Khalilur Rahman, e o embaixador cipriota, Andreas S. Kakouris, travam a disputa pela presidência da 81ª sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
O novo presidente, que será eleito por um mandato que se inicia em Setembro, sucederá a actual líder, Annalena Baerbock, da Alemanha.
Durante esta semana, a sede da ONU em Nova Iorque também será palco da eleição dos novos membros rotativos do Conselho de Segurança para o biénio 2027-2028, bem como dos representantes para o Conselho Económico e Social (ECOSOC).
Os candidatos tiveram a oportunidade de apresentar os seus planos de trabalho em debates interactivos, onde os países membros da ONU e representantes da sociedade civil puderam fazer perguntas directas aos aspirantes ao cargo. A presidência da Assembleia-Geral é atribuída de forma rotativa entre as diferentes regiões, e a próxima sessão será liderada por representantes da Ásia.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) acolhe, em seus espaços, a Cimeira Nacional da Juventude, um evento dedicado à discussão da Justiça, Reconciliação e Reforma Democrática em Moçambique.
A sessão de abertura contou com a ilustre presença do ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, bem como de outras dignidades, incluindo Ivone Soares, representante da Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), Elísio de Sousa, representante da Primeira Comissão da Assembleia da República, e Adriano Nuvunga, director do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD).
A cimeira é composta por dois painéis distintos, cada um abordando questões cruciais relacionadas ao tema central. O primeiro painel, intitulado “Justiça Transicional em Moçambique, Desafios Estruturais entre a Reconciliação Incompleta e a Consolidação da Paz”, conta com oradores de destaque como André Mulungo, chefe da Divisão de Paz, Democracia e Direitos Humanos do CDD, Dom João Carlos Hatoa Nunes, da Igreja Católica de Moçambique, e Sheik Mussagy Abdurrahman, representante da Comunidade Muçulmana, entre outros.
O segundo painel abordará o tema “Juventude, Paz e Reforma Democrática, de Vítimas a Agentes de Transformação”. Este espaço será palco de intervenções de importantes figuras da juventude moçambicana, incluindo Inocêncio Fani, presidente do Gabinete da Juventude Parlamentar; Kino Caetano, presidente do Conselho Nacional da Juventude; e outros activistas envolvidos na luta pela defesa dos direitos da juventude.
A cimeira representa uma oportunidade valiosa para o envolvimento da juventude nas questões políticas e sociais do país, promovendo discussões essenciais para o futuro da democracia moçambicana.
Um total de sete cidadãos moçambicanos perderam a vida em ataques xenófobos perpetrados por cidadãos sul-africanos, conforme revelam fontes oficiais.
Nos últimos meses, têm-se intensificado os protestos anti-migrantes na África do Sul, com especial foco em africanos, inclusive moçambicanos. Estes actos xenofóbicos têm sido direccionados principalmente a africanos de pele negra, resultando em discriminação, saques, deslocamentos forçados, assédios e violentos distúrbios nas comunidades informais.
Um comunicado oficial aposta a lamentar as mortes de sete moçambicanos, sendo cinco vítimas directas de ataques xenófobos e dois outros falecidos num acidente rodoviário quando retornavam a Moçambique num veículo particular.
No passado sábado, 300 moçambicanos já haviam regressado ao país por sua própria conta. Os restantes, cerca de 500, encontram-se actualmente refugiados em um local seguro na província do Cabo Ocidental, com a repatriação a ser organizada pelas autoridades.
Os repatriados serão levados às suas localidades de origem, abrangendo as províncias do sul, nomeadamente Gaza, Inhambane e Maputo, bem como a província central de Manica. Ao chegarem ao posto fronteiriço de Ressano Garcia, aqueles que estão a retornar de forma forçada recebem dois kits alimentares, um para uso imediato e outro para os primeiros dez dias de reintegração nas suas áreas de origem.
A volatilidade da situação é preocupante, com grupos anti-imigrantes a exigir a saída de determinadas nacionalidades até 30 de Junho. Perante isto, o governo moçambicano está a desenvolver medidas necessárias para mitigar a situação.
O Serviço Nacional de Migração de Moçambique (SENAMI) confirmou a deportação de cerca de 600 moçambicanos que foram vítimas de violência xenófoba na África do Sul. A transportadora encarregue do repatriamento partirá hoje de Cape Town, com chegada a Maputo através do posto fronteiriço de Ressano Garcia, o principal acesso entre os dois países.
Manuel Chicanhane, líder da comunidade moçambicana na província do Cabo Ocidental, em entrevista à Rádio Moçambique, lamentou as mortes de compatriotas e mencionou feridos numa série de confrontos na região de Mossel Bay. “Os sul-africanos usaram instrumentos e facões. Alguns moçambicanos foram esfaqueados e outros agredidos com pedras. Foi assim que nossos irmãos moçambicanos perderam a vida numa zona de Mossel Bay. Alguns estão hospitalizados, mas ainda não temos o número total de feridos”, revelou Chicanhane.
Dados governamentais indicam que mais de 300.000 moçambicanos residem na África do Sul. Este país é o maior parceiro comercial de Moçambique na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com transações comerciais que variam entre 1,7 bilhões e 2 bilhões de dólares anuais. O tráfego fronteiriço é intenso, com entre 1.700 a 2.000 camiões a cruzar diariamente, somando-se a um considerável comércio informal entre as duas nações.
A Companhia Aérea da Tanzânia, Air Tanzania, poderá em breve lançar voos para Moçambique, conforme estipulado num acordo entre os Governos de Moçambique e da Tanzânia.
Esta nova rota visa facilitar a mobilidade entre os dois países, estreitando laços comerciais e turísticos.
Peter Ulanga, Presidente do Conselho Executivo da Air Tanzania, anunciou que a companhia está determinada a oferecer aos cidadãos moçambicanos a possibilidade de viajar para diversos destinos onde opera.
Na primeira fase, a Air Tanzania planifica realizar voos para as cidades de Maputo, Beira, Nampula, Pemba e Nacala, expandindo, assim, as opções de transporte aéreo na região.
As autoridades esperam que esta iniciativa venha a fomentar o intercâmbio cultural e económico entre Moçambique e a Tanzânia.
O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Tete (GPCCT) acusou formalmente dez arguidos — quatro funcionários e seis estudantes — por envolvimento num...
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e a sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes de novas acusações apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos durante uma...
Uma sondagem recente do Centro de Investigação de Assuntos Públicos (NORC), realizada pela agência de notícias Associated Press (AP), revela que a maioria dos...